16/06/2010

Al Williamson (1931-2010)

Al Williamson, um dos grandes nomes dos comics das últimas cinco décadas, faleceu aos 79 anos. Dele, os leitores do Jornal de Notícias e/ou do Mundo de Aventuras recordarão certamente o traço fino, elegante e dinâmico com que desenhou o Agente Secreto X-9. A sua visão de Philip Corrigan, agente do FBI e – no seu “consulado”, que durou entre 1967 e 1980, com Archie Godwin nos argumentos – também agente espacio-temporal, protagonista de várias aventuras de temática fantástica, fica como um dos marcos de uma carreira notável, onde se destaca também a sua versão de Flash Gordon, caracterizada por paisagens exóticas e mulheres sensuais, que lhe valeu o prémio da National Cartoonist Society para melhor desenhador, em 1967.Nascido a 2 de Março de 1931, em Nova Iorque, encetou uma carreira profissional aos 17 anos, após frequentar um curso de desenho na Cartoonists and Illustrators School, leccionado por Burne Hogarth, de quem se tornou assistente em Tarzan. Westerns, terror, guerra e ficção-científica foram alguns dos géneros que experimentou durante a década de 50, muitas vezes ao lado de nomes como Frank Frazzeta, Wally Wood, Reed Crandall, Roy Krenkel ou Jack Kirby. Em 1961 John Prentice convidou-o para o assistir em Rip Kirby.
Após deixar X-9, Williamson, foi convidado por George Lucas para desenhar a adaptação em BD de O Império Contra-Ataca, assumindo depois as tiras diárias e dominicais de Star Wars, entre 1981 e 1984.As adaptações de filmes como Flash Gordon, Blade Runner ou O Regresso de Jedi foram alguns dos seus trabalhos nos anos 80 e 90, em que também trabalhou para a Marvel, como arte-finalista de John Romita Jr. (em Daredevil), Gene Colan, John Buscema, Rick Leonardi, Pat Oliffe, Mike Mignola ou Lee Weeks.
Em 2000 Williamson foi justamente distinguido com o Eisner Hall of Fame, por uma longa carreira de mais de 50 anos, que só a doença de Alzheimer interrompeu, e durante a qual conquistou inúmeros prémios como desenhador.

(Versão alargada do texto publicado no Jornal de Notícias de 16 de Junho de 2010)

1 comentário:

  1. Mais um gigante que tombou, e que gigante! Ainda eu não me dava ao cuidado de saber o nome dos artistas que nos brindavam com verdadeiras pérolas raras pela excelência dos contornos, já eu procurava certas aventuras que tinham esse caracteristico cunho. Al Williamson era um desses artistas. Era eu muito miúdo e quando lia (via) os livros da Disney da Abril, as aventuras que eu gostava mais eram as do Carl Barks...mais tarde aprendi o nome dele. Os exemplos são ainda bastantes. Al Willimson foi um desses nomes especiais que eu depois aprendi.
    Lamentei aquando da sua doença. Não será esquecido.

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