13/11/2017

Monstress

Catálogos





A construção de um catálogo - genericamente - é algo complicado, sujeito a avanços e recuos, a boas surpresas e a grandes desilusões. Para quem edita e para quem compra/lê o que é editado.
Entre catálogos genéricos e outros, digamos, ‘especializados’, existe de tudo no mercado livreiro em Portugal.
Actualmente, a edição de BD em Portugal tanto se faz por editoras dedicadas apenas a este género ou que dele fizeram a sua (primeira e) principal aposta (G. Floy, Kingpin, Polvo…) como também por editoras generalistas que também editam BD (ASA, Planeta, Saída de Emergência…), que no seu catálogo é apenas (mais) um complemento. E há ainda a Levoir e a Salvat, dedicadas fundamentalmente a colecções distribuídas com jornais ou em bancas, nas quais a banda desenhada tem um peso diferente.
Muitas destas edições - numas e noutras - sem que daí venha mal ao mundo, nascem do aproveitamento do bom momento que a BD vive, mesmo sendo (ou não…) sequência natural das opções editoriais, mas todas representam, na prática, mais oferta para quem lê. E são - deveriam ser… - apostas da editora dentro de parâmetros que (teoricamente) conhece e domina…
O intróito foi longo, por isso resumo-o agora: Monstress, como antes Nimona, como antes ainda A Guerra dos Tronos, são escolhas óbvias e compreensíveis no catálogo da Saída de Emergência, vocacionado para a temática fantástica e com um autor - sólido… - como âncora: George R. R. Martin.
À partida, a editora conhece - e tem - o seu público, conhece as suas tendências os seus gostos e por isso as obras por ela seleccionadas podem ser melhor trabalhadas por quem vende.
E este Monstress #1: Despertar, tem tudo para ‘triunfar’ no catálogo da editora: um ambiente fantástico, um mundo alternativo onde mistério, magia, acção e aventura se combinam, personagens - humanos e arcânicos, animais falantes, seres maravilhosos… - fortes e diversificados, um visual arte déco, forte e atraente - embora a sua espectacularidade por vezes pese demais e ‘distraia’ da leitura e um enredo complexo, que em simultâneo se adensa e vai libertando aos leitores pontas por onde pegar e seguir.
Tanto, que no fim deste primeiro tomo, premiado com um Hugo Award, se já sabemos mais da trama e dos intervenientes, muito mais está ainda por desvendar, numa história em que busca iniciática, vingança, sede de poder, amizade e ódio se vão combinando de formas desiguais, para fazer avançar a narrativa e cativar o leitor para a proposta que Marjorie Liu e Sana Takeda desenvolvem.

Monstress Volume um: Despertar
Marjorie Liu (argumento)
Sana Takeda (desenho)
Saída de Emergência
Portugal, Julho de 2017
168 x 259 mm, 208 p., cor, capa mole com badanas
ISBN: 9789897730627
18,90 €

(imagens disponibilizadas pela editora; clicar nelas para as apreciar em toda a sua extensão)

5 comentários:

  1. A SdE também já interrompeu séries.
    Confio até deixar de confiar.
    Espero e compro depois.

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  2. Arrisquei e comprei um exemplar. Adoro a arte do livro.

    Se todos esperarmos para que seja lançada a colecção completa... esta nunca chega a sair. E é o que acabou por acontecer demasiadas vezes.
    É por isso que admiro a G. Floy e sou comprador habitual.

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    1. Como disse: Confio até deixar de confiar!

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  3. Comprei e estou-me nas tintas se acabam ou não. No caso de falhanco total sempre posso terminar em inglês. O mesmo já não posso dizer das séries francesas.

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  4. Nao comprei,a ediçao é bonita mas o Original custa bem menos.

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