08/02/2020

A Bola de hoje

(imagem disponibilizada pelo jornal; clicar nela para a aproveitar em toda a sua extensão)

Esta entrada pode parecer estranha mas justifica-se pela originalidade de o jornal A Bola fazer uma capa exclusivamente com uma tira de BD. Pela coragem que representa, para mais em dia de F. C. Porto-Benfica, e pelo reconhecimento inerente do trabalho e dos méritos do autor, o cartoonista Luís Afonso.

8 comentários:

  1. A BD é a única coisa do jornal que eu ainda leio hoje em dia.

    A Bola, o Record, o Jogo, tornaram-se todos em revistas cor-de-rosa nas últimas décadas, além de sofrerem de clubite aguda.

    Que saudades da Bola dos anos 80.

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  2. A clubite sempre lá esteve, antes dissimulada agora descarada (tal como a politica nos EUA).
    São agora o que sempre foram: lixo tóxico.

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    1. Para o que me interessava - uma BD a ocupar toda uma capa de um jornal - essa é uma questão acessória... E vale mais ser descarado do que dissimulado.
      Boas leituras... de qualquer cor! ;)

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    2. Concordo com o descarado/dissimulado.
      Já não concordo tanto com chamar aquilo de BD. É sempre o mesmo desenho (com duas pequenas diferenças) usado em todos os quadros, e as páginas são exactamte iguais toads as vezes, apenas muda o texto.
      Portanto todas as vezes alguem escreve o grande texto e está feito, não envolve nenhum desenhador há decadas.
      Seria engraçado um novo Corto, ou Asterix ou B&M em que as páginas eram exatamente iguais ao volume anterior, excepto o texto.
      Para mim isto é tanto BD, como é música um berbequim a trabalhar.

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    3. Muitas das bd de piadas, similares às do Luis Afonso (ou as do Luis Afonso similares às outras), são com desenhos muito similares, variando os ttextos ou algumas expressões faciais. Ainda à pouco tempo, adquiri e li uma série de livro do Carlos Ruas (Um Sábado Qualquer), onde ele assumia que nos tempo iniciais (onde tinha um emprego e não se dedicava à BD/Quadrinhos a tempo inteiro), os desenhos de Deus eram basicamente sempre os mesmos. E quem acompanhe ou tenha acompanhado o Dilbert, vê isso também em muitas tiras. Reclamar que devido ao desenho ser quase o mesmo, não ser BD, poderá ser asumido que havendo só desenho e não havendo texto, também poderá ser considerado "não ser BD". :-)

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    4. Os desenhos não são "basicamente sempre os mesmos", são exatamente os mesmos. O desenhador não tem intervenção há décadas.

      BD = banda desenhada = desenho em banda, portanto é BD se houver desenho em banda/série. Com ou sem texto.
      Texto em banda é outra coisa, nunca BD.

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    5. Aqui tenho de concordar com o Aanti-Herói.

      O David Lynch tem o Angriest Dog in The World e publicou tiras durante uns 10 anos mas aquilo nunca foi BD, apenas texto em movimento.

      Se é que tenha reparado, noutro ambito, da BD em que cada vez mais usam vinhetas repetidas, ok, podem dizer que é para exprimir tensão, e muitas vezes ampliam ou diminuem a mesmíssima vinheta, nada contra, se um autor usa a prática numa run de um título mas quando se torna marca registada isto já não é arte, é preguiça.

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    6. É uma sequência de imagens com uma narrativa, logo é uma BD. Podemos discutir os seus méritos, a opinião do autor, o carácter repetitivo da série que tem um objectivo específico...
      Mais uma vez, para o que me interessava, foi uma BD a ocupar toda a capa de um jornal - que não é de BD, longe disso.
      Boas leituras!

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