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04/10/2010

Gambuzine #2

Wittek, Anna Bas Backer, Lucas Weidinger, Catarina Henriques, Fruzzie, António Vitorino, Vasco Câmara Pestana, Steffan Neville, Johanna Lonka, Pedro Rocha Nogueira, Adreas Alt, Plu!, Sónia Oliveira, Birgit Wheyhe, Titus Ackerman, Schmiko, Rautie, Matjaz Bertoncelj, Teresa Câmara Pestana, Axel Blotevogel, Álvaro e Sven Tauke (argumento e/ou desenho)
Teresa Câmara Pestana (Portugal, Julho de 2010)
210 x 297 mm, 100 p., pb, brochado, agrafado


Sou do tempo em que a edição de fanzines tinha muito de militante e em que não havia as facilidades gráficas e informáticas que hoje existem. Os textos eram batidos em máquina de escrever, os parágrafos recortados e montados em mesa de luz e as edições vendidas pelas ruas e cafés, em filas de cantinas universitárias ou nos festivais e salões.
Hoje, com os meios informáticos e a internet, muitos destes factores parecem obsoletos (e são-no com certeza) e até o aspecto militante quase desapareceu.
Quase porque, “na pequena vila da Lousã, Teresa Câmara Pestana resiste ainda e sempre às invasões” e se “a sua vida editorial não é nada fácil” continua a editar quem gosta, como gosta e ninguém tem nada com isso! Ou melhor, tem, porque há 500 exemplares para vender, para que uma nova edição possa conhecer a luz do dia.
Segundo número da nova vida do Gambuzine, este tomo – de capa rugosa, pesado, papel brilhante e negros bem impressos – se por um lado segue a linha editorial definida pela (também) autora, assente em obras pessoais e/ou experimentais, de autores marginais provenientes de vários pontos do mundo – com boas quotas de portugueses e de criadoras femininas - por outro surpreende face às duas linhas condutoras que aglutinam (quase) todas as bandas desenhadas publicadas.
Por um lado, este número consegue surpreender pelo humor patente em muitas das criações, alternativo e sujo, sim, mas mesmo assim humor – algo pouco usual nas publicações da TCP e mesmo neste tipo de registos – o que mais uma vez vem provar que os limites da criatividade – a qualquer nível – são os dos próprios autores.
Por outro lado, em consonância com a (triste) actualidade (que teima em manter-se actual) também a crise (ou os seus efeitos sobre pessoas comuns e/ou criadores) está presente em muitas das obras, com um sem número de registos e estilos, experiências e opções estéticas, que tornam o todo estimulante e convidam à descoberta.
Uma referência final para o destaque que tem neste número o alemão Wittek, com direito a entrevista e à publicação de várias bandas desenhadas.
Pode soar a nostalgia, mas a verdade é que (mais) edições assim fazem falta à BD nacional.

Contactos
Teresa Pestana
Apartado 67
3200-909 LOUSÃ
PORTUGAL
http://www.blogger.com/gambuzine@hotmail.com
http://www.gambuzine.com/
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