A
leitura 'que me tem cativo’
Sim,
eu sei, já o escrevi algumas vezes, mas as surpresas
que
a leitura me continua a proporcionar cada vez me fazem gostar mais de
ler.
A mais recente - pelo menos em
termos de escrita, aqui - é este Camões (Re)visitado, cuja
edição passou despercebida.
Prémio Nacional de Banda Desenhada distingue carreira de António Jorge
Gonçalves
Prémio
atribuído pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das
Bibliotecas distinguiu 'Dormindo entre Cadáveres' como Obra do Ano e
'Rumo ao Eclipse' venceu na categoria Inovação.
Galeria de Ilustração e BD Mundo Fantasma
Afinal
aquele era o outro
Sherlock
Holmes, criado por Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930), fez a sua
estreia em 1887. Arsène Lupin, imaginado por Maurice Leblanc
(1864-1941), foi publicado pela primeira vez em 1905. A unir estes
dois heróis da literatura popular estão a imaginação, a
capacidade de se disfarçarem e
assumirem outras personagens e
um certo código de conduta, com mais semelhanças do que diferenças;
a separá-los, o facto de estarem em lados opostos da lei: Holmes
desvenda crimes, Lupin comete roubos julgados impossíveis.
Para
registo futuro
Há textos que têm todas as
justificações para serem escritos, sendo das mais simples de todas
deixar informação para registo futuro e chamar a atenção aos mais
distraídos.
É o caso deste que vos trago
hoje.
Capas e/ou pranchas?
Um
bom capista é necessariamente um bom autor de BD? A resposta é não,
claramente, porque as duas funções têm bases e objectivos
diferentes.
Os
filmes da nossa vida
Todos
temos um filme de Spielberg preferido, todos temos filmes de
Spielberg entre os nossos preferidos, muito
possivelmente um deles pode ser - foi, sem dúvida, a determinada
altura - o ‘filme da nossa vida’, portanto, na actual moda de
biografar a torto e a direito e em todas as direcções - com tudo o
que o ‘género’ tem de bom e de mau e os excessos potenciam -
nada mais natural do que contar a vida do realizador em banda
desenhada.
Mas
o sonho era...
Talvez
não seja demasiado arriscado afirmar que esta era a Graphic MSP
que faltava. Porque não é protagonizada por nenhuma das muitas
personagens que Maurício de Sousa criou, mas porque é o próprio
autor que se transforma em protagonista.