Interregno
Após
um périplo que o levou da sua Gália natal até ao Egipto natal de
Enak - e a recordar muito da sua juventude - o senador Alix
aproxima-se agora das fronteiras a norte do império romano. Um
interregno na sua busca pela mítica (?) Atlântida, que o leva de
novo a mergulhar nas intrigas pelo poder no seio de Roma.
Para
onde estamos a caminhar?
Alterações
climáticas. Catástrofes naturais. Migrações descontroladas.
Campos de acolhimento - ou de concentração?… Estes temas,
incomodamente actuais, são a base de Islander,
que a Arte de Autor propõe em português, uma leitura que ganha
relevância nos dias que correm e quando o segundo de três volumes
está prestes a ser editado.
A presença de Julia Korbik e Julia Bernhard, como convidadas do Maia BD 2026, foi o
pretexto para uma conversa sobre o seu livro Simone de Beauvoir -
Quero tudo da vida (Iguana,
2026).
Uma versão condensada foi publicada
na edição impressa do Jornal de Notícias de 27 de Julho de 2026 e
está também disponível online. A seguir, encontram a versão
integral.
Fantástico
e sobrenatural em belas pinceladas
Série
emblemática dos anos 80 e 90, quando a BD espanhola dava cartas e
seduzia os leitores europeus, O
Mercenário
não deixou ninguém indiferente aquando da sua publicação. Criação
do espanhol Vicent Segrelles, passou pelo catálogo da
Meribérica/Líber na época e está agora, finalmente, editada em
português na sua totalidade pela Ala dos Livros.
Tu
queres ser meu amigo?
No
meu tempo, era assim que as amizades começavam: chegava-se à beira
de alguém e perguntava-se: “Tu queres ser meu amigo?”.
Depois,
crescemos, os tempos mudaram e as amizades definem-se de outra forma
- para o bem e o mal. Que o diga Rafael, acordado pelo toque do
telemóvel às 3 da manhã.
Feira de S. Mateus (Viseu)
Baralhar
e voltar a dar
As
gerações portuguesas dos leitores de BD dos anos 1980 e 1990 foram
especialmente marcadas pelos super-heróis, lidos nas pequenas
revistas brasileiras que chegavam (ir)regularmente aos quiosques
nacionais.
As
cronologias cada vez mais complicadas e ramificadas das histórias da
DC Comics e da Marvel, com sucessivas mortes e ressurreições e
múltiplos universos, levaram muitos deles a afastar-se - e ao mesmo
tempo impediram a aproximação daqueles que se sentiam atraídos
através das versões animadas ou com actores reais.
Consciência
social
Se
há algo que se pode apontar à banda desenhada nos últimos anos -
na verdade já algumas décadas, mas de forma mais vincada em tempos
recentes, em especial no nosso mercado - é um ganho de consciência
social.
Lacuna
suprida
E
já está. Depois do diálogo originado pela meu texto sobre Tex
655/20 - A cavalgada do destino, lá
fui à procura de Jonah Hex, um western
que era uma lacuna nas minhas
leituras de um género que aprecio bastante, como bem sabem os que me
seguem por aqui.
Não
sei se foi a melhor porta de entrada - mas foi uma das edições que
me foi sugerida e a verdade é que gostei bastante de Le colt de
la vengeance.