Volta e meia dou por mim a
pensar o que leva autores de créditos firmados, obra feita e
carreira longa a retomarem séries antigas, nalguns casos datadas e
que até nem são especialmente marcantes ou
originais. A
pergunta é retórica, eu sei e a resposta é simples: alimentar a
nostalgia de gerações e garantir - tanto quanto isso é possível -
vendas (no mínimo) interessantes. Um
dos exemplos mais recentes - mesmo assim já com quase um ano - é
este Ray Ringo.
Como
pai, assusta-me pensar que aquilo que é narrado neste livro é
verdade. Aliás, a primeira impressão que um potencial leitor tem,
antes de o abrir e começar a ler, é que houve um erro na capa do
livro e o título deveria ser O
O Guia do MEU
pai.
Mas não, a proposta da Devir para o dia do progenitor que passou
há dias é
mesmo O
Guia do mau pai,
de Guy Delisle, pai de duas crianças em idade de escolaridade básica
que, num registo auto-biográfico com muito de irónico, ele trata
com um misto de afecto, impaciência e preguiça.
Estive,
a convite da organização, no passado fim-de-semana, na 4.ª
edição do LouriBD - Festival de Banda Desenhada da Lourinhã,
organizado pela editora Escorpião Azul e a edilidade local.
Já
a seguir, algumas notas e impressões de dois dias bem passados.
Já
a seguir, algumas notas e impressões de dois dias bem passados.
Se muitas vezes tenho
expectativas criadas ou
informação fundamentada sobre os livros em que pego, no caso deste
Longe mergulhei
- expressão plenamente adequada… - às escuras.
Boa
parte do que escrevi há dias, a propósito de Les
enfants de la résistance 5 - Le pays divisé,
poderia igualmente servir de intróito a este texto. Desta forma,
involuntariamente, uma leitura já com algumas semanas, acaba por
estar tematicamente ligada a outra feita há dias, confirmando a
minha predilecção pela temática da II Guerra Mundial.
O
regresso - a continuidade soa melhor - da Mudnag e dos irmãos Gandum
à temática dos dinossauros fez-se com Portugal Jurássico,
que terá lançamento oficial no próximo sábado, 21 de Março, no
LouriBD mas já está disponível na editora.
Desde
a adolescência, tanto quanto me lembro, fui atraído pela temática
da Segunda Guerra Mundial, especialmente na óptica - tenho que
escrever ‘naturalmente’ - da luta justa dos aliados contra as
forças do Eixo que, é como quem diz de americanos, ingleses e
franceses contra alemães, italianos e japoneses. Um
lado justo - e vinco - porque numa guerra há sempre - ou quase,
quase sempre… - um lado justo e um lado iníquo; no caso, era a
guerra entre quem defendia, a liberdade, a justiça, o direito à
identidade pátria e à igualdade entre homens, contra aqueles que
tinham por missão dominar o mundo, que eram totalitários, que
acreditavam na absurda superioridade de uma raça sobre as outras
todas.
Esta
é uma daquelas histórias que, datada da ‘origem
dos tempos’,
é também uma história de todos os tempos. Uma história de
violência e fúria, de ódios ancestrais e vinganças servidas
frias, uma história de mortes em nome dos deuses.
Mesmo que, os
selvagens, não sejam eles, mas sim os homens que os criaram e/ou
acreditam neles e em seu nome perseguem, violentam, torturam e matam.
Mesmo que, os
selvagens, não sejam eles, mas sim os homens que os criaram e/ou
acreditam neles e em seu nome perseguem, violentam, torturam e matam.
Vou estar no LouriBD no próximo fim-de-semana (21 e 22 de Março), onde participarei, no sábado, às 18h15, com o Rui Cartaxo e o Júlio Moreira numa conversa acerca do meu livro As Leituras do Pedro - 40 Anos de boas leituras(edição da Escorpião Azul).
Passem por lá, visitem as exposições e desfrutem do evento e também para nos conhecermos, trocarmos ideias ou obterem um autógrafo.
(clicar na imagem para a aproveitar em toda a sua extensão; clicar no texto a cor diferente para saber mais sobre o tema destacado)
Desconfio
sempre que me tentam vender obras obscuras de grandes autores como
obras-primas [e não estou
a acusar disso a Ala dos Livros, estou
a referi-lo genericamente].
Porque,
naturalmente, se fossem realmente obras-primas, não seriam obras
obscuras... Mas...
A
viver um momento de estagnação na sua relação com o namorado com
quem vive há anos, Camélia, num intervalo de almoço, encontra um
livro esquecido num banco de jardim. Leitora empedernida, num tempo
em que os ecrãs de todos os tamanhos são omnipresentes, abre-o e
depara com uma mensagem escrita, de desafio à descoberta do
verdadeiro amor, que sente como dirigida a si.