Jordi Lafebre é hoje uma das minhas referências e o lançamento deste
‘livrinho’ - literalmente - em França, de imediato me fez
questionar a sua editora nacional sobre uma eventual edição
portuguesa. A confirmação fez-me esperar pela versão lusa; a
leitura valeu a pena.
Abril
de 1944. Numa França sob ocupação nazi e perseguição crescente
aos
judeus, ainda com poucas esperanças no inverter das posições
bélicas, num tempo dado a grandes cobardias e pequenos gestos de
coragem, a polícia francesa, mais especificamente a sua brigada de
costumes, tem de co-habitar no
terreno com
os agentes alemães. Com
os tempos propícios a contornar os costumes, os hábitos e as
regras, quer por necessidade, quer para aliviar tensões, aquele é
um mundo que continua desafiador e incómodo para o inspector
Loizeau.
Quem
costuma passar por este blog - e são muitos! - sabe que Jim é, de
há uns anos a esta parte, um dos meus autores de eleição. Por
isso, enquanto tento arranjar títulos mais antigos, vou também
acompanhando os mais actuais, como é o caso deste díptico Zoé
Carrington.
Não
é a minha leitura de eleição, não é sequer um livro direccionado
para mim - ou
para
a minha faixa etária, longe disso! - mas The
Kiss Bet: Aposta no Amor,
a adaptação de um webtoon
de
sucesso, tem tudo para cumprir os seus propósitos: divertir - e
fazer pensar um bocadinho… - os adolescentes e pós-adolescentes
que constituem o seu público-alvo.
A
‘marcar o ponto português’ na nona série da colecção Novela
Gráfica,
A
Armação,
de Daniel Silvestre arrisca-se a deixar o leitor de pé atrás,
embora seja sem dúvida uma leitura muito
aconselhável.
“E
estou mais do que farto do ginseng.” desabafo de Phil Thompson in Ginseng
Roots
E
confesso
que eu também. Eu também fiquei farto do ginseng. Escrevi
já várias vezes que a (auto)biografia só tem interesse quando a
vida do (auto)biografado é relevante ou quando ela serve para
destacar outros aspectos socialmente marcantes. Craig
Thompson já o fez. E muito bem. Desta vez - na minha óptica - não
o conseguiu, de certa forma, passou ao lado.
No
início deste século, dois autores talentosos, os norte-americanos
Jeph Loeb e Tim Sale, decidiram pintar os super-heróis com cores
específicas, de acordo com as características que viam neles e
segundo as histórias que queriam contar. Essas narrativas, que se
desviavam da linha canónica das personagens, mas sem renegar nada da
sua essência, assumiram títulos evocativos do tom da paleta que
predominava: Homem-Aranha:
Azul,
Demolidor:
Amarelo,
Hulk:
Cinza
ou Capitão América: Branco.
A cerimónia de entrega dos Prémios de Banda Desenhada da Amadora realizou-se ontem, no Parque da Liberdade, onde está instalado o núcleo central do 37.º Amadora BD, Os vencedores já são conhecidos e estão já a seguir.
“Queria
fazer parte desse mundo mágico e criar uma coisa que pudesse fazer
com que as pessoas sentissem tantas emoções.”
Mansoureh
Kamari in As linhas que traçam o meu corpo
E
Mansoureh Kamari conseguiu fazê-lo quanto a este livro, As
linhas que traçam o meu corpo, que é sem qualquer dúvida um
turbilhão de emoções que sentimos através dela quando evoca o seu
passado de menina/adolescente/mulher no Irão.