10/03/2026

Um livro esquecido num banco

Elogio da leitura num tempo de ecrãs



A viver um momento de estagnação na sua relação com o namorado com quem vive há anos, Camélia, num intervalo de almoço, encontra um livro esquecido num banco de jardim. Leitora empedernida, num tempo em que os ecrãs de todos os tamanhos são omnipresentes, abre-o e depara com uma mensagem escrita, de desafio à descoberta do verdadeiro amor, que sente como dirigida a si.

09/03/2026

António Lobo Antunes: "Gosto muito do Corto Maltese"



Corria o ano de 1988, tinha iniciado há poucas semanas a colaboração no jornal O Primeiro de Janeiro e, aproveitando a Feira do Livro do Porto (que ainda se realizava na Rotunda da Boavista), decidi entrevistar uma série de autores portugueses de literatura sobre a sua relação com a BD.
Por razões que não lembro, acabei por não dar qualquer uso aos áudios, que ainda devo ter algures, com uma excepção: a breve conversa que tive com António Lobo Antunes (1942-2026), quase um ano depois fez a capa do terceiro número do Clube Comicarte.
Pelos piores motivos, o falecimento, no passado dia 5 de Março, de um dos maiores autores de língua portuguesa, recordo essa entrevista agora.

06/03/2026

Airborne 44, 9 e 10

Por culpa de Trump

Este quinto díptico foi-me quase imposto pela subida de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. O seu racismo descomplexado, a sua inaudita falta de cultura e de conhecimentos históricos, bem como a sua vontade absurda de querer dividir o mundo de acordo com as suas próprias convicções, levaram-me a tornar a mergulhar nesta terrível história dos onze soldados negros que foram executados na pequena aldeia de Wereth, bem no começo da batalha das Ardenas”

Jarbinet in Airborne 44, 9 - Black Boys


Escolhidos ao acaso do meio da grande pilha de leituras pendentes, onde já estavam há muitos meses, estes dois volumes da Airborne 44 revelaram-se extremamente apropriados ao momento que estamos a (re)viver, com o mundo - leia-se Donald Trump… - empenhado em mais uma guerra em cujas origens está também o não reconhecimento do direito à diferença.

05/03/2026

Michel Vaillant: Remparts + Tex: Irmãos de sangue

Questões… acessórias

Por vezes, o principal na leitura não é a intriga intrínseca em si, mas sim questões acessórias que lhe estão associadas. E que tanto podem servir para valorizar a narrativa como serem o sustentáculo para ela.

04/03/2026

Clément Oubrerie (1966-2026)



Nascido a 23 de Dezembro de 1966, em Paris, na França, o desenhador Clément Oubrerie faleceu no passado dia 1 de Março.
A notícia foi divulgada pela editora Dargaud, que destacou “a sua paleta cromática, o seu sentido de composição, a expressividade das suas personagens, o virtuosismo do seu desenho, a sua generosidade, o seu compromisso com a diversidade e a transmissão de conhecimentos que fizeram dele um pilar da banda desenhada”.

A notícia completa pode ser lida aqui.

03/03/2026

Living Will

Deve um pedido de desculpas a alguém?”



Nas entrevistas que realiza no seu programa Alta definição, uma das últimas perguntas que Daniel Oliveira coloca é: “Deve um pedido de desculpas a alguém?”. Will, o protagonista de Living Will pensa que sim, por isso, aos 82 anos, quando o seu cão, a última recordação da esposa, morre, decide pôr em ordem a sua vida e corrigir alguns erros do passado.

02/03/2026

E Depois do Abril

E se…?




Por vezes basta uma boa ideia para fazer um bom livro ou, no mínimo, para o tornar desafiador e interessante.
É o que acontece com E Depois do Abril, em que André Mateus e Filipe Duarte revisitam um Portugal alternativo em que a Revolução de 25 de Abril de 1974 não resultou.

26/02/2026

Civil War

Regresso


Publicada sábado com os jornais Correio da Manhã e Record, como segundo volume da colecção Marvel Must Have, a saga Guerra Civil - porquê o título em inglês nesta edição...? - já teve leituras aqui no blog, a propósito da edição da Levoir e do filme de 2016. Fica o pretexto para reler esses textos, antes do regresso a uma narrativa que marcou o Universo Marvel.

24/02/2026

Duas raparigas nuas

Obra de arte com visão própria





Costuma dizer-se que as obras de arte reflectem a visão que os artistas têm do mundo. No caso de Duas raparigas nuas, é a visão que a obra de arte tem do mundo que ela reflecte. Mas já lá vamos.

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