Giovanni
Drogo é um jovem oficial, apostado em seguir a carreira militar e
cobrir-se de glória no campo de batalha, mas as suas aspirações
parecem coartadas quando é colocado na inóspita
Fortaleza Bastiani. Entusiasmado de início, pela proximidade da
fronteira com um reino inimigo, sente-se rapidamente desiludido pela
degradação do fortim e pela incúria e falta de disciplina e de
postura de soldados e oficiais lá colocados, surgindo um pedido de
transferência urgente como a solução.
No glorioso tempo das revistas de banda desenhada, em que os autores se conheciam bem e se encontravam regularmente, acontecia que também por vezes as suas personagens se cruzavam nas páginas desenhadas.
Continuando
a ressuscitar - mais figurada que literalmente - personagens
marcantes da longa cronologia das aventuras de Tex Willer, Mauro
Boselli desta vez leva-nos de novo ao encontro do Tigre Negro, aqui
na sua quarta aparição na série, algo que poucos - ou mais nenhum?
- dos adversários de Tex se podem gabar, com excepção talvez de
Mefisto.
Não
sei se Chabouté conhece - mas duvido… - o célebre slogan
acima, criado pelo Turismo de Portugal já lá vão mais de 30
anos, mas Partir, ficando é a sua ilustração perfeita,
levando o conceito a um minimalismo que pode ser considerado absurdo
mas que deverá servir para que - literalmente - abramos os olhos.
“Para
ser franca, o único adjectivo que lhe assenta como uma luva é
‘estranho’.
Ou,
quando muito, ‘indescritível’”
In
O Sétimo Homem e outros contos
Embora
a frase acima seja aplicada a uma personagem e não aos contos que
compõem este livro, a verdade é que se ajusta
bastante bem ao conteúdo do global da obra.
Último
tomo da trilogia (em quatro volumes, com quatro desenhadores diferentes) Co.Br.A.,
Porto,
que a Ala dos Livros lançou recentemente, tem como palco da acção
a cidade invicta, no início da década de 1980, e como protagonistas
algumas das suas gentes, num retrato que hoje, à distancia, nos
surge como desvanecido e até quase inacreditável.
Trajectórias
humanas que me parecem dignas de serem contadas.”
Étienne
Davodeau In Là où tu vas
(tradução
livre de As Leituras do Pedro)
E
é isto que Davodeau tem feito ao longo de uma carreira recheada de
obras notáveis que falam do nosso tempo, de pessoas como todos nós,
de situações anónimas ou comezinhas que afetam - de sobremaneira…
- quem as vive ou com quem eles contactam.
Terminado
- para Portugal - o Mundial, surge a altura de me ocupar de uma obra
que evoca um outro Mundial, o de 1966, de boa memória. Lançado
em Abril, Magriços
tem assinatura de Vascio Parracho, no que ao grafismo diz respeito, e
de António Simões - esse mesmo, um dos magriços de 1966 - no que
diz respeito, se não ao argumento, pelo menos às memórias e aos
textos.
Descoberta
e lida irregularmente ao longo de anos nas páginas da Méga Spirou, a série Dad, a princípio pouco mais fazia do que
provocar um ou outro pequeno sorriso mas, aos poucos, foi-se tornando
numa das minhas preferidas entre as muitas (e algumas muito boas)
propostas que a Dupuis tem no seu catálogo de humor e na revista
Spirou onde realiza a sua pré-publicação.
O
amarelo como símbolo de qualquer côr de que gostamos e nos traz saudades
O
livro é estranho: a capa muito grossa, a lombada em bruto, inacabada
- que mal vai ficar na estante... É
a Solidão
do Ser, que
marca a estreia de Helena Sá, contemplada com o prémio Autora
Revelação do Maia BD 2026, no ano zero desta distinção, que se
concretizará sempre no apoio à edição de uma obra.
Perante
a sua incapacidade de roubar do galinheiro galinhas já criadas,a
Raposa Malvada, a conselho do Lobo, parte interessada no
acontecimento, decide roubar uns ovos e esperar que os pintainhos
nasçam, para depois os assustar e finalmente comer.
Parece
(quase) a pedido: depois do que eu escrevi como intróito a propósito
de A Fuga, a
verdade é que nessa últimas semanas se têm multiplicado as obras
de autores portugueses que de algum modo abordam quer o tempo da
ditadura, quer a guerra colonial, quer os anos que se seguiram à
Revolução dos Cravos.