Passei
pelo Convento São Francisco, mais uma vez sede do Coimbra BD, no
sábado e o mínimo que posso dizer é que passei bem.
Entre
a apresentação do meu livro, autógrafos próprios e de outros,
reencontro com amigos e conhecidos e conversas animadas, trouxe boas
recordações de um festival que deu um passo em frente.
Terror
real
Autêntica
instituição, no melhor sentido da palavra, Dylan Dog continua a ser
capaz de surpreender - e de fazer pensar… - número após número.
A temática pode ser fantástica ou pode basear-se na mais pura
atualidade, como é o caso de O terror, uma narrativa
com data de 2017 - mas não datada.
Saber
adaptar
Tenho
para mim que há duas formas de julgar uma adaptação: pela sua
fidelidade à obra original e pela sua validade no novo suporte.
Isto
aplica-se do mesmo modo quando um romance passa ao ecrã ou a banda
desenhada mas também, no sentido inverso, quando uma banda desenhada
passa ao ecrã, seja ele televisivo ou cinematográfico.
O
bom sabor da leitura de conforto
Tal
como existe comida de conforto - a das nossas mães, das nossas avós
à cabeça… - existe leitura de conforto, aquelas que nos deixam de
bem com a vida, a acreditar nos homens, a crer em utopias e na
vitória dos sonhos sobre ’o que tem de ser’.
Ulysse
& Cyrano,
mais uma obra justamente emoldurada com vários prémios, que a ASA
disponibilizou
em português logo
em Janeiro é
mais um exemplo disso. Saboroso.
Europarque - Santa Maria da Feira
Na próxima semana, vou estar na Comic Con Portugal e no Coimbra BD para apresentação e autógrafos do meu livro As Leituras do Pedro - 40 Anos de boas leituras (edição da Escorpião Azul).
Passem por lá, desfrutem dos eventos e dos autores convidados e também para nos conhecermos, trocarmos ideias ou obterem um autógrafo.
Amar
ou odiar?
Apreciador
assumido da linha clara, deixei que os olhos desfrutassem com o
grafismo deste álbum, sobre o qual não tinha quaisquer indicações,
atraído que fui de imediato por uma planificação com vinhetas de
dimensões generosas e páginas duplas e pelo traço grosso e limpo de Philippe Girard.
Cine-Teatro Caridade (Moura)
Mulher
e imperatriz
Costuma
dizer-se que o importante não é a história, mas sim a forma como
ela é contada. E quando o(s) autor(es) conseguem contá-la bem, o
tema não importa, os leitores são seduzidos até por aquees a que
são indiferentes.
É
o caso de Carlota
Imperatriz,
primeiro de dois volumes com a edição integral da biografia de
Carlota da Bélgica, assinada por Fabien Nury e Matthieu Bonhomme,
que a Ala dos Livros lançou recentemente e promete acabar no segundo
semestre.