14/04/2026

Carlota Imperatriz 1/2

Mulher e imperatriz


Costuma dizer-se que o importante não é a história, mas sim a forma como ela é contada. E quando o(s) autor(es) conseguem contá-la bem, o tema não importa, os leitores são seduzidos até por aquees a que são indiferentes.
É o caso de Carlota Imperatriz, primeiro de dois volumes com a edição integral da biografia de Carlota da Bélgica, assinada por Fabien Nury e Matthieu Bonhomme, que a Ala dos Livros lançou recentemente e promete acabar no segundo semestre.

09/04/2026

O Nome da Rosa 2/2

Em nome da memória, contra a cegueira


Quase dois anos depois, está finalmente completa a adaptação em BD que Milo Manara fez do romance O Nome da Rosa, de Umberto Eco e que a Gradiva editou em português.
O original é célebre, o filme contribuiu para o conhecimento da história, por isso a curiosidade em torno da sua passagem para banda desenhada consistia essencialmente em ver como conseguiria Manara contar por imagens um texto denso, para mais passado num espaço relativamente fechado, uma abadia beneditina.

07/04/2026

A nossa voz!

Sem excessos nem extremismos


Defender aquilo em que se acredita, seja em banda desenhada, romance, série de televisão ou filme, é algo extremamente difícil. Por um lado é necessário assumir um tom claramente subjetivo, mesmo que apoiado por factos, mas por outro há que evitar o tom panfletário, os excessos e os extremismos que desinteressem o leitor não convertido.
A nossa voz! consegue-o.

06/04/2026

O Velho Logan

Brutal e sem limites




Quinto volume da colecção Marvel Must Have, distribuída quinzenalmente aos sábado com os jornais Correio da Manhã e Record, O Velho Logan foi um dos títulos Marvel que mais me surpreendeu, tanto pela sua força visual, quanto pela violência visceral do relato. 

03/04/2026

Exposição: São só desenhos

Mundo Fantasma
(imagem disponibilizada pela organização; clicar nela para a aproveitar em toda a sua extensão) 

02/04/2026

Sangoma - Os condenados da Cidade do Cabo

Movidos por ódios ancestrais


Sangoma, edição recente da Arte de Autor, é uma história de tom policial que decorre na África do Sul pós-Apartheid, embora, na prática, ele só exista no papel porque, no terreno, seja nos bairros de lata dos subúrbios, nas enormes fazendas dos brancos que os negros reclamam ou no próprio parlamento, a segregação continua presente os ódios ancestrais não se atenuaram, as feridas não sararam e qualquer pretexto fá-las reabrir. E, entre os posicionamento extremistas e radicais de um e outro lado, é difícil encontrar uma posição intermédia e equilibrada.

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