Boa
parte do que escrevi há dias, a propósito de Les
enfants de la résistance 5 - Le pays divisé,
poderia igualmente servir de intróito a este texto. Desta forma,
involuntariamente, uma leitura já com algumas semanas, acaba por
estar tematicamente ligada a outra feita há dias, confirmando a
minha predilecção pela temática da II Guerra Mundial.
A
viver um momento de estagnação na sua relação com o namorado com
quem vive há anos, Camélia, num intervalo de almoço, encontra um
livro esquecido num banco de jardim. Leitora empedernida, num tempo
em que os ecrãs de todos os tamanhos são omnipresentes, abre-o e
depara com uma mensagem escrita, de desafio à descoberta do
verdadeiro amor, que sente como dirigida a si.
Por
vezes, o principal na leitura não é a intriga intrínseca em si,
mas sim questões acessórias que lhe estão associadas. E que tanto
podem servir para valorizar a narrativa como serem o sustentáculo
para ela.
Costuma
dizer-se que as obras de arte reflectem a visão que os artistas têm
do mundo. No caso de Duas
raparigas nuas,
é a visão que a obra de arte tem do mundo que ela reflecte. Mas já
lá vamos.
Sempre
de pé atrás em relação aos argumentos de Yves Sente, raramente
muito inspirado e frequentemente desinteressante, e pouco
entusiasmado com os mais recentes volumes canónicos de Blake e
Mortimer que este argumentista assinou, avancei para a leitura de A
ameaça atlante sem grandes expectativas. A leitura acabou que se
revelar uma agradável surpresa.
Entre
os muitos heróis que a revista Tintin revelou - de forma mais
massiva e com edição cuidada, pois muitas das séries já tinham
estado nas páginas e outras publicações nacionais - num tempo em
que a banda desenhada era sonho, aventura e divertimento, houve um
capaz de despertar as paixões mais furiosas tanto quanto os ódios
(platónicos) mais entranhados.
Que
bem que este ano está a começar no que à banda desenhada diz
respeito. Rever
Comanche,
com que a ASA abriu as hostilidades em 2026, é pura emoção numa
sentida e justa homenagem à memória de Comanche e Red Dust, as duas
figuras maiores de um dos mais míticos western
que a banda desenhada nos proporcionou, na conjugação da escrita
inspirada de Greg e do traço sublime de Hermann.
Com um agradecimento especial aos autores, Fabcaro e Dider Conrad, a Vítor Silva Nota, editor de Astérix na ASA e a Laura Syauffer das Éditions Albert René.
Há
diferenças palpáveis entre escrever um livro com o coração ou com
a razão. É
o caso de Alix Garin, que me tinha emocionado com Não
me esqueças,
e que no regresso com
Impenetrável,
apresenta uma narrativa mais didática e racional,
o que não é equivalente a que a obra seja menos interessante. Mas,
para mim, falta-lhe a força da emoção.
No
passado dia 17, antecipando o lançamento de Astérix na Lusitânia, entrevistei os seus
autores, o argumentista Fabcaro e o desenhador Didier Conrad, uma
conversa que serviu de base para
o texto que veio a ser publicado no Jornal de Notícias do dia 23 de
Outubro. Antes
do encontro com os autores, que terá lugar esta tarde, no El Corte
Inglès, de Lisboa, fica já a seguir a versão integral da conversa,
feita online, com um agradecimento sincero aos dois autores, às
Éditions Albert-René e às Edições ASA.
"Astérix
na Lusitânia", o álbum que os portugueses há tanto tempo
aguardavam, chega esta quinta-feira às livrarias de todo o mundo com
uma tiragem recorde: cinco milhões de livros. A
notícia completa pode ser lida aqui e na edição em papel de hoje.
Astérix na Lusitânia estará à venda a partir de dia 23 de Outubro, mas os eventos em torno desta visita dos gauleses ao território que é hoje Portugal já começaram e vão prosseguir durante os próximos dias.
Enquanto não chega dia 23 de Outubro, dia do respectivo lançamento mundial, foram hoje divulgadas as primeiras vinhetas de Astérix na Lusitânia, nas quais é possível vislumbrar um certo... Viriato. Podem vê-las já a seguir, bem como mais algumas revelações sobre a obra.
Mattéo
tem sete ou 8 anos e vive com os pais. Vai diariamente à escola onde
é atormentado pelos valentões que lhe infernizam a vida, ansioso
por voltar a casa e brincar com o seu cão, Tommy que (o) adora, e
com os super-heróis que preenchem o seu imaginário e conseguem
sempre derrotar o mal.
A
capa definitiva de Astérix na Lusitânia, que chega às
livrarias a 23 de Outubro, foi divulgada ontem, com a particularidade
de ter sido divulgada em Portugal antes de todos os outros países,
incluindo a França.