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10/03/2026

Um livro esquecido num banco

Elogio da leitura num tempo de ecrãs



A viver um momento de estagnação na sua relação com o namorado com quem vive há anos, Camélia, num intervalo de almoço, encontra um livro esquecido num banco de jardim. Leitora empedernida, num tempo em que os ecrãs de todos os tamanhos são omnipresentes, abre-o e depara com uma mensagem escrita, de desafio à descoberta do verdadeiro amor, que sente como dirigida a si.

04/03/2026

Clément Oubrerie (1966-2026)



Nascido a 23 de Dezembro de 1966, em Paris, na França, o desenhador Clément Oubrerie faleceu no passado dia 1 de Março.
A notícia foi divulgada pela editora Dargaud, que destacou “a sua paleta cromática, o seu sentido de composição, a expressividade das suas personagens, o virtuosismo do seu desenho, a sua generosidade, o seu compromisso com a diversidade e a transmissão de conhecimentos que fizeram dele um pilar da banda desenhada”.

A notícia completa pode ser lida aqui.

03/03/2026

Living Will

Deve um pedido de desculpas a alguém?”



Nas entrevistas que realiza no seu programa Alta definição, uma das últimas perguntas que Daniel Oliveira coloca é: “Deve um pedido de desculpas a alguém?”. Will, o protagonista de Living Will pensa que sim, por isso, aos 82 anos, quando o seu cão, a última recordação da esposa, morre, decide pôr em ordem a sua vida e corrigir alguns erros do passado.

24/02/2026

Duas raparigas nuas

Obra de arte com visão própria





Costuma dizer-se que as obras de arte reflectem a visão que os artistas têm do mundo. No caso de Duas raparigas nuas, é a visão que a obra de arte tem do mundo que ela reflecte. Mas já lá vamos.

18/02/2026

Blast - Integral 1/2

Diário íntimo de um sem-abrigo obeso








Há obras para as quais é difícil encontrar adjectivação. Não é o caso de Blast, de Manu Larcenet: é monumental.

11/02/2026

O gosto do cloro

Ao ritmo lento de algumas braçadas 




Penúltimo volume da colecção Angoulême, que a Devir dedica a obras premiadas no festival que se realiza naquela cidade francesa, O gosto do cloro leva-nos ao início da carreira de Bastien Vivès, um dos mais prolíferos e diversificados autores da sua geração.

03/02/2026

Rever Comanche

Ao encontro do futuro, revivendo o passado


Que bem que este ano está a começar no que à banda desenhada diz respeito. Rever Comanche, com que a ASA abriu as hostilidades em 2026, é pura emoção numa sentida e justa homenagem à memória de Comanche e Red Dust, as duas figuras maiores de um dos mais míticos western que a banda desenhada nos proporcionou, na conjugação da escrita inspirada de Greg e do traço sublime de Hermann.

28/01/2026

Macho-Alfa 4 (de 4)

O pior vem sempre ao de cima


Chama-se David Ferreira, mas é mais conhecido como Macho-Alfa. É um super-herói: invulnerável, com super-força e capacidade de voar e é português. Genuinamente português: bruto, egoísta, malcriado, prepotente, machão e… com contas por pagar.
A sua saga, em quatro volumes, foi concluída recentemente numa co-edição A Seita/Comic Heart.

21/01/2026

O Castelos dos animais 4: O Sangue do Rei

Bando de idiotas mortos para nada


Nestes tempos instáveis em que conceitos como ditadura e democracia se confundem e atropelam e as respectivas formas de actuar se sobrepõem assustadoramente, regressar a O triunfo dos porcos - e há cada vez mais… - pode levar-nos a colocar em perspectiva aquilo que estamos a viver. Mais exactamente, regressar a O castelo dos animais, uma eventual sequela daquela obra de Georges Orwell que Xavier Dorison e Delep desenvolveram ao longo de quatro álbuns, o último dos quais, O Sangue do Rei, já foi disponibilizado pela Arte de Autor.

18/01/2026

Dino Attanasio (1925-2026)








O desenhador milanês Dino Attanasio faleceu ontem, com a bonita idade de 100 anos. Nascido a 8 de Maio de 1925, fez carreira na Bélgica com personagens como Spaghetti, Bob Morane ou Modeste e Pompom.

A notícia completa pode ser lida aqui.

14/01/2026

Coração das trevas

Até ser engolido pela selva


Ainda sob o âmbito de um ano que foi pródigo em adaptações de obras literárias em banda desenhada - Dom Quixote de La Mancha ou O Vento nos Salgueiros são dois títulos a reter e (re)descobrir - abro 2026 [no Jornal de Notícias] com mais um exemplo: Coração das trevas, de Luc Brahy, baseado no romance homónimo de Josep Conrad, que deve parte da sua fama ao facto de ter servido de base ao filme Apocalypse now, de Francis Ford Coppola.

08/01/2026

Como pedra

Nunca temos mal que chegue


Apesar da aclamada proximidade e afinidade culturais, a banda desenhada brasileira continua quase desconhecida entre nós. A Turma da Mônica, há décadas distribuída em Portugal nas edições originais, é a exceção que, honrosamente, a editora Polvo tem tentado contrariar através da sua colecção Romance Gráfico Brasileiro. O título mais recente, o 35.º do rol, é Como pedra, de Lucas Iohanathan, distinguido com o prestigiado prémio Jabuti, em 2023.

07/01/2026

Baptista Mendes (1937-2026)







A banda desenhada portuguesa perdeu mais um dos seus veteranos: Carlos Baptista Mendes, o biógrafo dos heróis da História lusa partiu para o paraíso dos autores de BD, contava 88 anos.

A notícia completa pode ser lida aqui.

05/01/2026

Lucky Luke - Dakota 1880

Entre a lenda e a História


Sem humor, ou pelo menos sem o humor habitual das histórias de Lucky Luke, apenas com um arremedo de humor triste que, mais do que sorrir faz pensar, Lucky Luke - Dakota 1880 - uma clara alusão a Arizona 1880 a primeira história criada por Morris - é a mais recente variação de autor sobre as histórias do 'cowboy que dispara mais rápido que a própria sombra', com edição portuguesa de A Seita, tal como as seis anteriores.

17/12/2025

Anaïs Nin no mar das mentiras

A vertigem das paixões como base criativa





Diz-se que a capa de um livro é a sua porta de entrada, por isso deve ser chamativa. A de Anaïs Nin no mar das mentiras, sexto volume da colecção que a Devir dedicou a obras premiadas em Angoulême, cumpre plenamente esse propósito.

16/12/2025

Butterfly Chronicles

Novos temas, velhas questões





Nascidas em formato digital, online, em 2013, em português, inglês e japonês, as Butterfly Chronicles têm finalmente edição em papel - para mim, nada o substitui... - pela Escorpião Azul.

09/12/2025

A cor das coisas

Uma tragicomédia dos nossos dias




Costuma dizer-se que o importante não é a história que se conta mas sim a forma como é contada. E, em A cor das coisas, de Martin Panchaud, que a Levoir editou no recente Amadora BD, com a presença do autor em Portugal, sem dúvida o destaque é a forma como ele narra.

02/12/2025

Sou um anjo perdido

Um longo passeio pela memória


Sou um anjo perdido, em edição portuguesa da Arte de Autor, é um belo e longo passeio pela memória. Na sua origem e a terminar, pela memória, as memórias, do autor, Jordi Lafebre. A terminar, porque é no posfácio que Lafebre confessa os seus medos de infância e adolescência na sua Barcelona natal, que lhe serviram de ponto de partida para este relato que tem aquela cidade como cenário e personagem de relevo.

24/11/2025

Undertaker 8 - O mundo segundo Oz

Ontem como hoje, um mundo apodrecido


Os tempos mudam (dizem alguns...), a tecnologia atinge um nível que há poucos anos era inimaginável, assistimos a avanços em diversas áreas mas... o ser humano continua igual.
Fanatismo religioso (e político), intolerância, ignorância, desrespeito pela opinião dos outros são temas actuais que, no entanto, não diferem assim tanto dos que imperavam há 100 ou 200 anos. É pelo menos o que depreendemos da muito aconselhável leitura de Undertaker 8 - O mundo segundo Oz, edição recente da Ala dos Livros que fecha (?)no quarto díptico (com um final suficientemente aberto para o transformar num tríptico?) de um dos melhores westerns que a BD conheceu, iniciado em Mister Prairie.

18/11/2025

Corpo de Cristo

Bordado com muito amor


Se há mérito que se deve apontar à banda desenhada, é a forma como se tem sabido reinventar ao longo dos tempos. Nascida 'cómica', enveredou pela aventura, procurou outros suportes para lá dos jornais que lhe assistiram ao parto, inventou super-heróis, virou alternativa, aventurou-se por relatos de grande extensão, aborda temáticas actuais, controversas, desafiadoras.
Em suma, ousou experimentar, fazer-se diferente, recriar-se, não só temática mas também graficamente.
Não passando de uma excepção a regras criadas para serem quebradas ou contornadas, Corpo de Cristo, uma edição recente da Iguana, espelha muito do que fica atrás escrito.

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