Não
sei se Chabouté conhece - mas duvido… - o célebre slogan
acima, criado pelo Turismo de Portugal já lá vão mais de 30
anos, mas Partir, ficando é a sua ilustração perfeita,
levando o conceito a um minimalismo que pode ser considerado absurdo
mas que deverá servir para que - literalmente - abramos os olhos.
Costuma
dizer-se que o importante não é a história que se conta mas sim a
forma como é contada. E, em A
cor das coisas,
de Martin Panchaud, que a Levoir editou no recente Amadora BD,com
a presença do autor em Portugal, sem dúvida o destaque é a forma
como ele narra.
Novembro
de 1935, adivinha-se que o fim da vida de Fernando Pessoa está a
chegar e o Diário de Lisboa encarrega Simão Cerdeira, um jovem com
aspirações a escritor e jornalista, de cabelos rebeldes e calças
de golfe - evocação e piscar de olho a um outro repórter
desenhado...? - de preparar antecipadamente o obituário do poeta.
Lido
há semanas, tenho o texto pendurado desde então. Sabia o que
escrever, mas hesitei tanto porque sei que vai soar quase - quase? -
a heresia. E temo que, nestes tempos que correm, não falte muito para
começarem a acender fogueiras...
Continua hoje a série de entrevistas aos autores dos Clássicos da Literatura Portuguesa em BD, desta vez com Carina Correia, argumentista de Menina e Moça.