Não
sei se Chabouté conhece - mas duvido… - o célebre slogan
acima, criado pelo Turismo de Portugal já lá vão mais de 30
anos, mas Partir, ficando é a sua ilustração perfeita,
levando o conceito a um minimalismo que pode ser considerado absurdo
mas que deverá servir para que - literalmente - abramos os olhos.
Volto
-
brevemente - a esta
magnífica
obra de Matthias
Lehmann
porque,na leitura do primeiro volume posso involuntariamente ter deixado no ar algo que quero confirmar.
Apresentar
uma leitura comentada quando uma obra vai a meio - pronto, a três
quintos... - é um risco, concedo sem problemas. No entanto, pelos
ecos que foram chegando desde a publicação original da obra de
Matthias Lehmann, até às constatações possibilitadas pela leitura
parcial já efetuada, mesmo que incompleta, permitem afirmar que este
é um dos livros de um ano que se tem revelado extremamente rico em
obras que devem figurar na biblioteca de qualquer leitor (que
goste realmente)
de banda desenhada.
Não
esquecendo a importância desta série do panorama da banda desenhada
franco-belga dos anos 60 e 70, por um lado, nem por outro, as marcas
que a passagem do tempo deixou nomeadamente quanto a alguma
ingenuidade explícita no facilitismo de algumas soluções
narrativas e no (desinteressante) contraste entre o rocambolesco
Laverdure e o mais realista e equilibrado Tanguy, a verdade é que há
várias formas de abordar os
volumes desta
coleção que a ASA e o Público ainda
vão
disponibilizar nos quiosques
nas duas próximas quarta-feiras.