28/04/2026

Coimbra BD 2026 - Notas, impressões & Autógrafos







Passei pelo Convento São Francisco, mais uma vez sede do Coimbra BD, no sábado e o mínimo que posso dizer é que passei bem.
Entre a apresentação do meu livro, autógrafos próprios e de outros, reencontro com amigos e conhecidos e conversas animadas, trouxe boas recordações de um festival que deu um passo em frente.

A primeira nota, muito positiva, vai para a utilização da antiga igreja, como sede da Feira do Livro e das sessões de autógrafos. Amplo, alto e espaçoso, cumpriu às mil maravilhas a sua função, proporcionando sempre fluidez aos visitantes que por lá foram passando em bom número, muitos deles atraídos pelo facto de se situar logo à entrada do edifício. Obviamente, pode ter um efeito contraproducente: prender lá os visitantes mais incautos, seduzidos pela compra de livros e da ida imediata junto do autor para o incontornável autógrafo.


Se os autores nacionais já se distinguem normalmente pela amabilidade e disponibilidade, Marcello Quintanilha, PF Radice e Ángel de la Calle não lhes ficaram atrás, tendo-se mesmo este último oferecido para assinar o meu livro, já as sessões marcadas tinham terminado.
Para quem conseguia abandonar o belo espaço dos claustros, o caminho a seguir ‘obrigava’ a passar pelas exposições, bem montadas e iluminadas, ao abrigo da luz solar e de consequentes reflexos, em mais um aspecto que o Coimbra BD deu um passo em frente. E se eu já conhecia a maioria dos originais de outros certames, os das ilustrações de romances literários de André Carrilho deixaram-me completamente rendido ao seu talento e à sua releitura das obras. Gostaria de ter visto neste espaço originais dos autores estrangeiros, mas a única presença era a de Marcello Quintanilha.


No espaço já conhecido de edições anteriores, estavam localizados o Artist’s Alley (bem mais preenchido do que o da Comic Con), as salas de Gaming e os vários locais onde tiveram lugar as conversas. Estas salas são outra mais valia do evento, pois as condições acústicas são óptimas para o fim a que se destinam. A sua programação foi variada, mas confesso que fui um dos que fiquei quase exclusivamente pela antiga igreja e pelos autógrafos! Uma consequência do facto de, de alguma forma, o festival se encontrar ‘partido’ em dois.



Em jeito de balanço, fica uma nota claramente positiva para esta nova edição do Coimbra BD e o assinalar de passos em frente. O próximo, no sentido de um crescimento sustentado para assumir uma posição de maior relevo no panorama nacional, deverá passar pelo alargar dos convidados estrangeiros e pela sua inclusão nas exposições.


Autógrafos


André Caetano


Ángel de La Calle


Anna Poszepczyńska


Joana Afonso


João Mascarenhas


Marcello Quintanilha



Pierre-François Radice


Saulo Oliveira


(clicar nas imagens para as aproveitar em toda a sua extensão; clicar nos textos a cor diferente para saber mais sobre os temas destacados)

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