Passei
pelo Convento São Francisco, mais uma vez sede do Coimbra BD, no
sábado e o mínimo que posso dizer é que passei bem.
Entre
a apresentação do meu livro, autógrafos próprios e de outros,
reencontro com amigos e conhecidos e conversas animadas, trouxe boas
recordações de um festival que deu um passo em frente.
A primeira nota, muito positiva, vai para a utilização da antiga igreja, como sede da Feira do Livro e das sessões de autógrafos. Amplo, alto e espaçoso, cumpriu às mil maravilhas a sua função, proporcionando sempre fluidez aos visitantes que por lá foram passando em bom número, muitos deles atraídos pelo facto de se situar logo à entrada do edifício. Obviamente, pode ter um efeito contraproducente: prender lá os visitantes mais incautos, seduzidos pela compra de livros e da ida imediata junto do autor para o incontornável autógrafo.
Se
os autores nacionais já se distinguem normalmente pela amabilidade e
disponibilidade, Marcello Quintanilha, PF Radice e Ángel de la Calle
não lhes ficaram atrás, tendo-se mesmo este último oferecido para
assinar o meu livro, já as sessões marcadas tinham terminado.
Para
quem conseguia abandonar o belo espaço dos claustros, o caminho a
seguir ‘obrigava’ a passar pelas exposições, bem montadas e
iluminadas, ao abrigo da luz solar e de consequentes reflexos, em
mais um aspecto que o Coimbra BD deu um passo em frente. E se eu já
conhecia a maioria dos originais de outros certames, os das
ilustrações de romances literários de André Carrilho deixaram-me
completamente rendido ao seu talento e à sua releitura das obras.
Gostaria de ter visto neste espaço originais dos autores
estrangeiros, mas a única presença era a de Marcello Quintanilha.
No espaço já conhecido de edições anteriores, estavam localizados o Artist’s Alley (bem mais preenchido do que o da Comic Con), as salas de Gaming e os vários locais onde tiveram lugar as conversas. Estas salas são outra mais valia do evento, pois as condições acústicas são óptimas para o fim a que se destinam. A sua programação foi variada, mas confesso que fui um dos que fiquei quase exclusivamente pela antiga igreja e pelos autógrafos! Uma consequência do facto de, de alguma forma, o festival se encontrar ‘partido’ em dois.
Em jeito de balanço, fica uma nota claramente positiva para esta nova edição do Coimbra BD e o assinalar de passos em frente. O próximo, no sentido de um crescimento sustentado para assumir uma posição de maior relevo no panorama nacional, deverá passar pelo alargar dos convidados estrangeiros e pela sua inclusão nas exposições.
Autógrafos
André Caetano
Ángel de La Calle
Anna Poszepczyńska
Joana Afonso
João Mascarenhas
Marcello Quintanilha
Pierre-François Radice
Saulo Oliveira
































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