Entre marido e
mulher…
As parcerias ao nível do casal, no que à criação de BD diz
respeito, marcaram uma época, os anos 1960/70, pelo menos no que à banda
desenhada franco-belga diz respeito, principalmente nas duplas marido desenhador/esposa
colorista, potenciadas pela proximidade.
Como excepção a esta regra, distinguiram-se, por exemplo, Liliane e Fred Funcken, responsáveis por dezenas
de histórias curtas e séries.
Histórias Paulistanas – que tem apresentação em São Paulo no dia 11 (ver convite abaixo) – é um exemplo contemporâneo desse tipo de 'colaboração
conjugal’.
Escritas por Lica de Souza e desenhadas pelo seu marido
Flávio Luiz, são apontamentos curtos que revelam pequenos (às vezes grandes)
nadas do quotidiano de São Paulo. Poderiam – quase todos – serem transportados
para qualquer grande cidade, global, impessoal, anónima, mas nalguns há algumas
especificidades que os ancoram àquela metrópole brasileira.
Num caminho similar ao que tem sido seguido por diversas
criações contemporâneas espanholas, por exemplo, Lica e Flávio forçam, no bom
sentido, a sua localização em São Paulo, para facilitar a interacção com o
leitor que (re)conhece – da televisão ou da própria vida – os locais da acção,
mas sem de forma alguma limitar a leitura a quem seja de fora.
Álbum de retratos humanos, uns poucos das centenas, milhares,
milhões que podiam ter sido feitos, Histórias Paulistanas - no tal cenário
anónimo e impessoal – assume diversos tons à medida dos intervenientes e do que
a vida lhes quis fazer – ou do que eles quiseram fazer da vida.

Histórias Paulistanas
Lica de Souza
(argumento)
Flávio Luiz (desenho)
Papel A2 Texto & Arte
Brasil, Janeiro de
2017
170 x 260 mm, 76 p.,
cor, capa mole
R$ 46,00
(imagens cedidas pelo autor; clicar nelas para as apreciar
em toda a sua extensão)
Pedro, muito obrigada por sua leitura tão cuidadosa de nosso trabalho. Lica
ResponderEliminarPedro ,emocionados e motivados com sua leitura tão profissional do nosso recente lançamento!Muito Obrigado!Renova as esperanças de que, um dia, teremos uma ediçao portuguesa!!rsrs!!!
ResponderEliminarMaravilha de matéria. Ainda mais vontade de ter essa edição logo em mãos.
ResponderEliminar