Volta e meia dou por mim a
pensar o que leva autores de créditos firmados, obra feita e
carreira longa a retomarem séries antigas, nalguns casos datadas e
que até nem são especialmente marcantes ou
originais. A
pergunta é retórica, eu sei e a resposta é simples: alimentar a
nostalgia de gerações e garantir - tanto quanto isso é possível -
vendas (no mínimo) interessantes. Um
dos exemplos mais recentes - mesmo assim já quase com um ano - é
este Ray Ringo.
Se,
como
escrevi aqui,Durango
era
uma lacuna nos meus conhecimentos de western, já
Ringo
era uma lacuna parcial na
leitura e também na
minha biblioteca, onde
até agora só existia ‘espalhado’
pelo Mundo
de Aventuras,
Tintin
Sélection
e pelo (único) álbum (publicado em português) da
Bertrand.
Para complicar, as cinco histórias (na
verdade seis…) que
protagonizou até
hoje
tinham sido compiladas uma única vez, em
dois volumes de 2004,na
colecção
Tout
Vance,
há muito desaparecidos
dos mercados.
Agora, finalmente, a publicação integral desta série escrita e desenhadapelo grande William Vance (nos dois momentos iniciais) e depois, sucessivamente, com argumentos de Jacques Acar, Yves Duval e André-Paul Duchateau, permitiu-me a sua leitura cronológica e de uma assentada.