Como em família
Descoberta e lida irregularmente ao longo de anos nas páginas da Méga Spirou, a série Dad, a princípio pouco mais fazia do que provocar um ou outro pequeno sorriso mas, aos poucos, foi-se tornando numa das minhas preferidas entre as muitas (e algumas muito boas) propostas que a Dupuis tem no seu catálogo de humor e na revista Spirou onde realiza a sua pré-publicação.
Possivelmente, porque eu, aos poucos, comecei a sentir-me integrado na família constituída por um pai solteiro - tetra-divorciado - e as suas quatro filhas, todas de idades bem diferentes, da ainda bebé à quase adulta, e de mães diferentes - ou pelo menos fui aprendendo a conhecê-los melhor.
Essa diferença etária permite diferentes tipos de abordagem, de humor e de situações, dos primeiros passos e palavras da mais nova às primeiras relações da mais velha, passando pelas sucessivas descobertas de todas, que o autor, Nob, vai explorando, num crescendo de assertividade, com desfechos sempre diferenciados, quase sempre com o pobre pai - aspirante a actor para além de tudo o mais - a sair como vítima de cada situação que a dinâmica (uni-)familiar, a fase da vida de cada uma das filhas e as surpresas quotidianas vão proporcionando.
(Apenas) pai de dois rapazes, alheio por isso a muitas das situações femininas esmiuçadas, passei do simples sorriso a sonoras gargalhadas e, na altura em que o autor decidiu pôr um fim a Dad, decidi (finalmente) voltar-me para os álbuns, para tentar compreender um bocadinho melhor o percurso que a série teve até me seduzir completamente.
...ou simplesmente para me (voltar a) divertir.
Dad
1 - Filles à papa
Nob
Dupuis
Bélgica,
2017
218
x 300 mm, 48
p., cor, capa dura
12,95
€
(imagens disponibilizadas pela Dupuis; clicar nelas para as aproveitar em toda a sua extensão; clicar nos textos a cor diferente para saber mais sobre os temas destacados)



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