De forma bem conseguida, a um
tempo ligeira e completa, Fabien Nury continua a narrar-nos a
ascensão e queda de Carlota da Bélgica, imperatriz do México, num
relato superiormente servido pela bela linha clara de Mathieu
Bonhomme - e as belíssimas cores de Delphine Chedru.
Costuma
dizer-se que o importante não é a história, mas sim a forma como
ela é contada. E quando o(s) autor(es) conseguem contá-la bem, o
tema não importa, os leitores são seduzidos até por aquees a que
são indiferentes. É
o caso de Carlota
Imperatriz,
primeiro de dois volumes com a edição integral da biografia de
Carlota da Bélgica, assinada por Fabien Nury e Matthieu Bonhomme,
que a Ala dos Livros lançou recentemente e promete acabar no segundo
semestre.