Sendo
nós humanos, temos - genericamente - tendência para apontar o dedo
depreciativo aqueles que conseguiram chegar
mais longe. Sendo
ainda bastante jovem, Kachisou tem já um percurso significativo e
conseguiu - a diversos níveis - chegar onde, possivelmente, nem
sequer tinha sonhado.
Com
prémios ganhos no Japão e em Portugal - o que lhe valeu a
publicação do seu primeiro livro, Weak
-
Kachisou surge agora no panorama editorial português ‘grande
público’ - era tão bom que ele
fosse assim...
- revelando uma inesperada maturidade, quer a nível gráfico, quer
narrativo, mostrando que já passou a fase do ‘querer’ e que já
‘voa’ mesmo. Porque
digo já, antes de justificar, Quero
voar é
uma obra bastante sólida e de leitura agradável.