Começo
hoje o Balanço de 2025, no que à BD diz respeito, aqui no blog As
Leituras do Pedro.
De
forma invulgar, concordo, que alguns até poderão considerar
presunção ou no mínimo imodéstia mas, para mim, a edição de
2025 foi As Leituras do Pedro - 40 Anos
de Boas Leituras.
Isso,
o meu livro. Obviamente num contexto muito pessoal.
[Antes de prosseguir, um aparte necessário para destacar mais uma colaboração do Paulo J(orge). Mendes aqui no blog, com mais um cartoon inspiradíssimo, em que devem clicar para o aproveitar devidamente, que sinalizará todos os textos de Balanço do ano transacto.
Concretização de um sonho que começou a ganhar forma há cerca de 2 anos, quando o Julio Eme me perguntou há quanto tempo escrevia sobre banda desenhada e descobri que em 2025 completava 40 anos, este livro correspondeu a um anseio que anos antes até tinha questionado.
Aconteceu em 2002, aquando do nascimento do meu primeiro filho, em que, a propósito da trilogia árvore-livro-filho, neguei a necessidade do segundo dado que “escrever, depois (ou a par) de várias experiências, tenho-o feito regularmente aqui, nas páginas do JN, não livros, mas sobre livros que li e tenho a oportunidade de partilhar”.
E, As Leituras do Pedro - 40 Anos de Boas Leituras não é mais do que uma compilação de textos escritos desde de Dezembro de 1985, o primeiro, até 14 de Junho de 2025, o derradeiro que seleccionei. Uma seleção que se revelou difícil e trabalhosa, que tentou abranger textos de todos os suportes que me acolheram, e obrigou a deixar de fora pelo menos outros tantos que, aos meus olhos, mereciam igualmente terem sido recuperados neste livro, mais durável do que a efémera Internet. Obras marcantes destas quatro décadas (não fechadas) e/ou obras marcantes para mim, foram os dois critérios fundamentais que presidiram a essa escolha.
Mas, para além deste autêntico regresso ao (meu) passado, esta foi uma oportunidade de ter, mais uma vez, a companhia, o apoio e a cumplicidade de dois amigos de longa data que a banda desenhado me proporcionou, o Paulo J(orge). Mendes, autor da capa e da deliciosa contracapa, e o Júlio Eme, desencadeador involuntário do processo, que escreveu um elogioso prefácio na linha das muitas escritas em estilo bem marcante e personalizado que ao longo dos anos foi distribuindo por aqui e por ali - e que possivelmente também mereciam compilação similar...
A terminar, quero apenas deixar mais alguns agradecimentos que não figuram no local próprio na edição. O primeiro para o Jorge Deodato e a Sharon Mendes, editores da Escorpião Azul, que, quando os questionei sobre a lógica desta edição, de imediato se disponibilizaram para a concretizar. O segundo agradecimento é para a Joana Geraldes, responsável pelo design do livro, que tornou mais leve e legível a sucessão de textos que o compõem. Finalmente um enorme obrigado a todos que, de uma forma de outra, referenciaram, publicitaram, compraram, criticaram ou elogiaram a obra. São vocês, desse lado, que dão sentido ao que vou escrevendo aqui e no Jornal de Notícias.
Para todos, enquanto recordamos 2025, o desejo renovado de um 2026 recheado de muitas e boas leituras.
(clicar nas imagens para as aproveitar em toda a sua extensão; clicar nos textos a cor diferente para saber mais sobre os temas destacados)


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