A par ou atrás?
Hesito em escrever o que segue: por vezes estar a par das edições originais acaba por ser penalizador.
Mas explico: se é bom estar em dia com o que os outros estão a editar, ter ao mesmo tempo, em português, as edições que saem no mercado francófono ou norte-americano, o tempo, para o leitor sempre excessivo, de espera entre cada novo volume pode levar a afastar-se a obra ou, mais ainda, a esquecer-se do que está para trás.
Como não vivemos naquele mundo ideal em que o tempo pára para que, a cada novo livro, se possa reler toda a série, a chegada de cada novo volume, neste caso concreto de Saga - é já o 12.º - surgiu-me algo descontextualizado ou, mais possivelmente, já tinha esquecido parte do que está para trás, mais a mair numa série de contexto fantástico, com mundos diversos e muitas personagens.
Não me parece, no entanto, que o problema esteja só do meu lado de leitor. Senti também - principalmente? - que os autores, mais especificamente o argumentista Brian K. Vaughan, quis, neste volume e já no anterior, contar muito mais do que aguentam as cento e tal páginas de cada um.
E, é pena porque, como já escrevi logo no início de Saga, não sendo este género a minha praia, a verdade é que as aventuras político-siderais de Marko e Alana caíram-me no goto e teria todo o gosto em acompanhá-los - e aos seus filhos e amigos - de uma forma mais próxima e rotineira, mesmo que isso obrigasse a prolongar mais no tempo a sua Saga.
Saga
- Volume Doze
Brian
K. Vaughan (argumento)
Fiona
Staples (desenho)
G.
Floy
Setembro
de 2025
175
x 260 mm, 152
p., cor, capa dura
22,00€
(imagens disponibilizadas pela G. Floy; clicar nesta ligação para ver mais ou nas aqui mostradas para as aproveitar em toda a sua extensão; clicar no texto a cor diferente para saber mais sobre o tema destacado)



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