Mais
de 50 anos após o 25 de Abril de 1974, a banda desenhada nacional
continua a desaproveitar o que se viveu em Portugal durante a
ditadura - e mesmo durante os primeiros e conturbados anos após a
Revolução dos Cravos. Há alguns exemplos é verdade mas poucos
tendo em conta o enorme potencial da temática, quer ficcionalmente,
quer do ponto de vista histórico.
A Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) informa que se encontram abertas, de 27 de Abril a 27 de Maio de 2026, as candidaturas ao Prémio Nacional de Banda Desenhada.
Criado
na década de 1960 pelo escritor britânico Michael Moorcock , Elric
é uma saga de espada e feitiçaria que, apesar do sucesso atingido,
nunca teve a devida atenção da TV ou do cinema, possivelmente pelos
altos custos envolvidos na criação de um mundo a um tempo rude e
majestoso.
Gerry
Conway - o 'homem que matou Gwen Stacy' - faleceu dia 27 de Abril, contava 73 anos de idade. A notícia foi
avançada pela Marvel Comics, onde o argumentista fez boa parte da
sua carreira profissional como argumentista de banda desenhada.
Passei
pelo Convento São Francisco, mais uma vez sede do Coimbra BD, no
sábado e o mínimo que posso dizer é que passei bem. Entre
a apresentação do meu livro, autógrafos próprios e de outros,
reencontro com amigos e conhecidos e conversas animadas, trouxe boas
recordações de um festival que deu um passo em frente.
Autêntica
instituição, no melhor sentido da palavra, Dylan Dog continua a ser
capaz de surpreender - e de fazer pensar… - número após número.
A temática pode ser fantástica ou pode basear-se na mais pura
atualidade, como é o caso de O terror, uma narrativa
com data de 2017 - mas não datada.
Tenho
para mim que há duas formas de julgar uma adaptação: pela sua
fidelidade à obra original e pela sua validade no novo suporte. Isto
aplica-se do mesmo modo quando um romance passa ao ecrã ou a banda
desenhada mas também, no sentido inverso, quando uma banda desenhada
passa ao ecrã, seja ele televisivo ou cinematográfico.
Tal
como existe comida de conforto - a das nossas mães, das nossas avós
à cabeça… - existe leitura de conforto, aquelas que nos deixam de
bem com a vida, a acreditar nos homens, a crer em utopias e na
vitória dos sonhos sobre ’o que tem de ser’. Ulysse
& Cyrano,
mais uma obra justamente emoldurada com vários prémios, que a ASA
disponibilizou
em português logo
em Janeiro é
mais um exemplo disso. Saboroso.
Apreciador
assumido da linha clara, deixei que os olhos desfrutassem com o
grafismo deste álbum, sobre o qual não tinha quaisquer indicações,
atraído que fui de imediato por uma planificação com vinhetas de
dimensões generosas e páginas duplas e pelo traço grosso e limpo de Philippe Girard.