Movidos
por ódios ancestrais
Sangoma,
edição recente da Arte de Autor, é uma história de tom policial
que decorre na África do Sul pós-Apartheid, embora, na prática,
ele só exista no papel porque, no terreno, seja nos bairros de lata
dos subúrbios, nas enormes fazendas dos brancos que os negros
reclamam ou no próprio parlamento, a segregação continua presente
os ódios ancestrais não se atenuaram, as feridas não sararam e
qualquer pretexto fá-las reabrir. E, entre os posicionamento
extremistas e radicais de um e outro lado, é difícil encontrar uma
posição intermédia e equilibrada.
Um velho (des)conhecido...
Volta e meia dou por mim a
pensar o que leva autores de créditos firmados, obra feita e
carreira longa a retomarem séries antigas, nalguns casos datadas e
que até nem são especialmente marcantes ou
originais.
A
pergunta é retórica, eu sei e a resposta é simples: alimentar a
nostalgia de gerações e garantir - tanto quanto isso é possível -
vendas (no mínimo) interessantes.
Um
dos exemplos mais recentes - mesmo assim já quase com um ano - é
este Ray Ringo.
Mau
pai, autor delirante
Como
pai, assusta-me pensar que aquilo que é narrado neste livro é
verdade. Aliás, a primeira impressão que um potencial leitor tem,
antes de o abrir e começar a ler, é que houve um erro na capa do
livro e o título deveria ser O
O Guia do MEU
pai.
Mas não, a proposta da Devir para o dia do progenitor que passou
há dias é
mesmo O
Guia do mau pai,
de Guy Delisle, pai de duas crianças em idade de escolaridade básica
que, num registo auto-biográfico com muito de irónico, ele trata
com um misto de afecto, impaciência e preguiça.
Estive,
a convite da organização, no passado fim-de-semana, na 4.ª
edição do LouriBD - Festival de Banda Desenhada da Lourinhã,
organizado pela editora Escorpião Azul e a edilidade local.
Já
a seguir, algumas notas e impressões de dois dias bem passados.
Já
a seguir, algumas notas e impressões de dois dias bem passados.
Largar
a mão
Se muitas vezes tenho
expectativas criadas ou
informação fundamentada sobre os livros em que pego, no caso deste
Longe mergulhei
- expressão plenamente adequada… - às escuras.
Dinossauros
portugueses
O
regresso - a continuidade soa melhor - da Mudnag e dos irmãos Gandum
à temática dos dinossauros fez-se com Portugal Jurássico,
que terá lançamento oficial no próximo sábado, 21 de Março, no
LouriBD mas já está disponível na editora.
De
pequenino...
Desde
a adolescência, tanto quanto me lembro, fui atraído pela temática
da Segunda Guerra Mundial, especialmente na óptica - tenho que
escrever ‘naturalmente’ - da luta justa dos aliados contra as
forças do Eixo que, é como quem diz de americanos, ingleses e
franceses contra alemães, italianos e japoneses.
Um
lado justo - e vinco - porque numa guerra há sempre - ou quase,
quase sempre… - um lado justo e um lado iníquo; no caso, era a
guerra entre quem defendia, a liberdade, a justiça, o direito à
identidade pátria e à igualdade entre homens, contra aqueles que
tinham por missão dominar o mundo, que eram totalitários, que
acreditavam na absurda superioridade de uma raça sobre as outras
todas.