Foram estes os
melhores títulos de BD que li em Novembro, independentemente da sua data de publicação
original.
Para saber mais sobre
as obras, clicar nas respectivas capas.
Este Homem de Aço
- que compila os seis números da mini-série Man
of Steel, de 1986 - marca a actualização da origem do Super-Homem, num bom
trabalho de John Byrne, após uma série de sucessos na Marvel, com os X-Men,
Quarteto Fantástico ou Tropa Alfa.
Memórias à parte, esta actualização operada por John Byrne,
a par da modernização do traço – arejado e bastante limpo - e dos conceitos
originais, aqui mais próximos do que os comics de super-heróis eram em meados
dos anos 80 e ao encontro do que os leitores esperariam, define em centena e meia de páginas o que iria ser o novo Super-Homem.
Se, como já escrevi aqui,
sempre considerei esta uma série menor no contexto criativo do grande Goscinny
e, também, de certa forma, no conjunto das grandes séries humorísticas franco-belgas,
a leitura do segundo integral sublimou a boa impressão deixada pelo primeiro e deixou-me
completamente rendido às desventuras do pequeno e simpático Spaghetti e do seu
insuportável primo Pomodoro. O que a leitura do terceiro tomo - comprado por 5
€ em saldos recentes da FNAC! – apenas veio confirmar.
Isso deve-se, fundamentalmente – e sem desprimor para o bom
trabalho gráfico de Dino Attanasio - à forma como Goscinny orquestrava e
desenvolvia ideias e situações aparentemente banais, acumulando peripécias,
fazendo suceder os gags e as confusões a um ritmo avassalador, explorando-as até
limites inimagináveis, brincando com as palavras e as expressões (aqui de forma
sublime ao reproduzir o sotaque italiano dos dois protagonistas), levando ao
limite o esmiuçamento das suas características intrínsecas, demonstrando porque
é, ainda hoje, um dos maiores humoristas de língua francesa de todos os tempos.