Tenho
escrito recorrentemente que uma das características das edições
Bonelli é a apreciável qualidade média das suas propostas, quer no
que respeita aos argumentos, quer, especialmente no que respeita ao
desenho. Infelizmente - mas necessário para haver uma regra - há
excepções. A
mais recente, no que às minhas leituras de respeito, foi o Tex
Gigante 40 - Nas montanhas Sierrita,cujo traço de Giuseppe Palumbo chegou a incomodar-me,
tornando de alguma forma difícil, a espaços mesmo penosa, a
leitura.
Se não nascida, pelo
menos tornada popular em longos folhetins que se estendiam por
semanas ou meses nos jornais, a banda desenhada, com o advento das
revistas, ganhou relatos mais curtos. Hoje, encontramo-la por toda a
parte nestas duas dimensões - e noutras... - mas a verdade é que há
universos em que à partida não contamos com relatos curtos - e como
é relativo este adjectivo... É o caso daqueles em
que se movimentam os super-heróis da Marvel ou o ranger
Tex Willer.Mas
como não há regra sem excepção, hoje deixo
aqui
três exemplos.
A comemorar 70 nos de publicação ininterrupta este ano, Tex, ao longo deste tempo evoluiu de forma moderada e serena. Nos últimos anos, no entanto, surgiu ‘um
outro Tex’, aquele para que este volume abre a porta.