Em
Agosto de 1978, chegava aos quiosques portugueses o primeiro herói
Bonelli com
título próprio no nosso país: era ele Zagor
e era uma aposta da Portugal Press que, meses mais tarde, iria também
editar outra publicação protagonizada porMister No.
A
diversificação, como forma de combater a não renovação e/ou
o natural abandono por parte dos leitores das edições tradicionais,
tem sido o instrumento utilizado pela Sergio Bonelli Editore para
manter viva a chama dos seus fumetti. Esta
colecção de que A Seita acaba de editar o segundo tomo - e que no
Brasil foi erroneamente chamada Tex
Graphic Novel -
é um dos exemplos, aqui sob o signo do formato franco-belga.
Nascido
como história de gangsters
no tempo da Lei Seca, Moonshine
migrou definitivamente para relato fantástico em que magia negra,
vudu e possessão marcam os avanços e recuos do relato.
É
verdade que, pessoalmente, preferia o registo original, mas também
não posso negar que estou rendido à opção plasmada por Azarello e
Risso.
Continuando
a degustar westerns
-
e, sem dúvida, é disso que se trata- a minha sugestão de hoje é o
terceiro tomo das tiras diárias de Casey
Ruggles,
(mais) uma das séries criadas por Warren Tufts que Manuel Caldas,
com o
seu proverbial conhecimento e dedicação, resgata das brumas das
memórias de uma época dourada dos comics americanos.
Já
abordei aqui, sob vários prismas, a série Armazém
Central
- uma das grandes séries de BD deste século, sobre a vivência
quotidiana numa pequena aldeia do Quebeque, no início do século XX,
e sob os efeitos da chegada da dita civilização moderna - mas
perante a sua reedição pela Arte de Autor, sinto-me na obrigação
de fazer
nova chamada de atenção, para que o máximo de autores a possam
conhecer. Mesmo
sabendo que já atempadamente escrevi aqui no blog sobre o volume #2
Serge e sobre o volume #3 Os
homens,
a
recente chegada às livrarias do díptico que os contém leva-me,
desta
vez, a
escrever
sobre silêncios.
Tenho
Deadwood
Jack como
um dos melhores westerns
que
li nos últimos anos. E podem ter a certeza que têm
sido
muitos - e bons! - os
westerns
que
tenho lido. As
principais razões? A cor negra do protagonista e o humor - também
negro - que pontua os
relato. Neste
terceiro volume, encontrei algo diferente. Mas igualmente
muito aconselhável.