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16/02/2026

Blake e Mortimer - A ameaça atlante

Satisfeito q.b.

Sempre de pé atrás em relação aos argumentos de Yves Sente, raramente muito inspirado e frequentemente desinteressante, e pouco entusiasmado com os mais recentes volumes canónicos de Blake e Mortimer que este argumentista assinou, avancei para a leitura de A ameaça atlante sem grandes expectativas. A leitura acabou que se revelar uma agradável surpresa.

19/12/2025

Blake e Mortimer - A dupla exposição

Extremos





Comecei a leitura curioso, fui perdendo o interesse, acabei razoavelmente satisfeito.
Desenvolvo já a seguir.

11/12/2025

Astérix en Lusitanie

E agora algo completamente diferente...




Acalmada a poeira mediática, feitas juras de amor assolapadas e destilados ódios e preconceitos, é a altura para mim de voltar a Astérix na Lusitânia. Ou, melhor, a Astérix en Lusitanie, na imponente versão de luxo.

22/09/2025

O caderno azul/Depois da chuva

Por detrás de uma janela sem cortinas



O nome de André Juillard será conhecido de muitos, como desenhador de vários dos álbuns de Blake e Mortimer das últimas duas décadas. Para esses, será uma surpresa descobri-lo como autor completo de O caderno azul, que lhe valeu um troféu em Angoulême para o Melhor Álbum, em 1995.

06/02/2025

Spirou: Panique en Atlantique

Há vida depois de Bravo?




Autor de duas obras-primas da banda desenhada contemporânea - Diário de um ingénuo e os 4 tomos de A esperança nunca morre... - Émile Bravo deixou a um nível altíssimo - dificilmente alcançável? - a fasquia dos Spirou de autor.
Mas a verdade é que há vida para além dele.

04/02/2025

Corto Maltese - A linha da vida

Os eternos regressos de Corto Maltese



Ao retomar uma personagem há sempre duas opções: proporcionar uma versão de autor, de que são exemplo recente Lucky Luke ou Spirou, ou dar continuidade ao original canónico, como tem acontecido com Astérix, Blake e Mortimer ou Corto Maltese, alter-ego de Hugo Pratt.

26/11/2024

Blake e Mortimer #30 - Assinado "Olrik"

Bipolaridade

Sendo a banda desenhada uma combinação indivisível (quando é bem feita) de argumento e desenho, apesar da contradição, sempre considerei mais aquele do que este. Gosto de referir uma máxima que em tempos ouvi a alguém: "Um bom desenho, vende um livro; um bom argumento, vende uma série". Por isso, sou mais um seguidor de argumentistas do que de desenhadores.
No caso de Yves Sente, sinto-me dividido. Parece-me inconstante, tem sido capaz do melhor e do pior, quase me apetece classificá-lo como 'bipolar', no que à escrita diz respeito.

21/11/2024

Fábulas da Terras Perdidas - Integral #1

A espera vale sempre a pena


Com a publicação, incompleta, iniciada em português há um quarto de século, o primeiro ciclo das Fábulas da Terras Perdidas está agora finalmente disponível na nossa língua. E numa edição integral da Arte de Autor, com os quatro tomos do primeiro ciclo e um belo caderno de extras, com uma dimensão que raramente temos visto por cá.

19/11/2024

Lucky Luke - Um cowboy sob pressão

Como evitar?




Por muito que tente, a cada novo Lucky Luke - Blake e Mortimer, Astérix... - é incontornável - e incontrolável... - fazer a comparação com o que de melhor - Goscinny, Jacobs, Goscinny outra vez... - cada série tem.
O que é redutor e até injusto para os novos autores.

05/09/2024

Jeremias: Estrela

Além do original




Uma das questões curiosas que esta colecção Graphic MSP pode levantar, é tentar levar-nos a perceber em que ponto as novas versões das personagens ultrapassam, em (re)conhecimento público e impacto as originais. Neste âmbito, Jeremias e Astronauta, a diferentes níveis, serão dois dos casos mais prementes.

22/07/2024

Miséricorde

Distracções de escritor


Um dos argumentistas que marcou indelevelmente as últimas décadas, no que à BD diz respeito, foi indubitavelmente Jean Van Hamme. Thorgal, Blake e Mortimer, Western, Wayne Shelton, Os Mestres Cervejeiros, História sem Heróis, Largo Winch, Lady S., Tony Stark, Corentin, O Grande poder do Chninkel, Arlequin, XIII são, entre séries e one-shots, surgidas na memória ao correr dos dedos pelo teclado, uns poucos exemplos do muito - de bom e muito bom - que os leitores de (boas) bandas desenhadas de aventuras lhe devem.

29/01/2024

2023 - As Leituras do Pedro







A um ritmo mais lento do que desejava, que o obrigará a entrar por Fevereiro, prossegue aqui em As Leituras do Pedro o Balanço de 2023, no que à BD diz respeito, agora com um olhar sobre as publicações feitas no próprio blog.

21/11/2023

Blake e Mortimer: A arte da guerra

Abrir hostilidades





Para aqueles que têm lamentado o mimetismo imposto aos sucessores de Edgar P. Jacobs, este livro assinado por Jean-Luc Fromental, José-Louis Bouquet e Floc'h poderá representar uma lufada de ar fresco mas, cuidado com o que desejam…

04/10/2023

Tintin - Numéro spécial 77 ans

Evocação


A 26 de Setembro último, a revista Tintin - mais exactamente a sua versão belga, a original, espelhada durante décadas noutras paragens, Portugal incluído - completaria 77 anos, data significativa pela frase que lhe serviu de lema: ‘a revista dos jovens dos 7 aos 77 anos’.
A data e importância desse marco da banda desenhada, fica assinalado pela Le Lombard e as éditions Moulinsart com este regresso, pelo período de um único número, em que autores contemporâneos revisitam as séries da revista que mais os marcaram.

02/05/2023

Por Tutatis!

Um Astérix que não é o Astérix


O regresso aos universos das grandes séries clássicas franco-belgas que encantaram gerações de leitores das revistas Tintin, Spirou ou Pilote” tão em voga nos os últimos anos, tem sido feito a dois níveis: pela retoma dos cânones tradicionais em continuações que eternizam os parâmetros originais ou, então, em versões de autor baseadas nesses mesmos universos, quase sempre mais estimulantes e criativas. Como exemplos do primeiro caso podem ser apontados Astérix, Blake e Mortimer, Lucky Luke ou Spirou; curiosamente, estes dois últimos surgem também como melhores exemplos da segunda opção.
Por Tutatis!, acabado de editar pela Ala dos Livros, não encaixa em nenhuma das definições mas, se não tivesse sido criado numa (consentida) revelia à editora original, teria tudo para ser um “Astérix por…”

25/11/2022

Blake e Mortimer: Oito horas em Berlim/Huit heures à Berlin

Nada frio...

Ultrapassado há muito o número de histórias criadas por Edgar P. Jacobs, por aqueles que lhe têm sucedido, para novos leitores as origens da fleumática dupla britânica foi já diluída pela quantidade de títulos posteriores.
Para leitores como eu, que descobriram e vibraram com A Marca Amarela ou O Mistério da Grande Pirâmide (estes dois em especial) na tal altura certa que tenho recorrentemente citado, torna-se difícil pôr de lado as fortíssimas marcas do original e encarar cada novo título por si só - tanto quanto isto é possível numa série - e como elemento de uma cadeia mais vasta do que a formada pelos soberbos volumes originais.
Tendo abordado desta forma Oito horas em Berlim, sou forçado a reconhecer que a leitura foi mais fácil - e mais estimulante - do que na maioria dos outros álbuns pós-Jacobs.

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