Ocaso...
Cito, com uma ligeira nuance, a abertura de ontem: 'Num
ano em
que a edição em Portugal parece
rendida
ao western
- Undertaker,
Tex,
O último homem..., Lucky Luke... - Duke: Pistoleiro é o que serás
é mais uma edição para engrossar aquela (bela)
lista'.
E
é
mais uma obra de
Hermann, um dos grandes Autores que a banda desenhada me fez
descobrir, admirar, respeitar, seguir, mesmo quando está claramente
a entrar no seu ocaso.
Até
ao fim...
Num
ano em que a edição em Portugal parece rendida ao western
- Undertaker,
Tex,
Duke, Lucky Luke de...
- O
último homem... é
mais um
título para
engrossar aquela bela lista, com uma história que se lê até à
última página...
Animal
selvagem...
Já
declarei aqui, muitas vezes, a minha paixão pelo western. Por
expressar directamente - embora feito em muitos outros textos - está
outra
das minhas paixões aos quadradinhos - e para lá deles - herdadas da
adolescência:
Tarzan,
em particular,
e um grande número de 'homens-macacos',
em
geral.
Fragmentos
do passado
A minha leitura deste novo volume de Tarzan,
publicado com o conhecimento e o carinho típicos de Manuel Caldas,
fez-se a dois níveis.
Num primeiro momento mais pessoal, num
reencontro com fragmentos do meu passado feliz.
A
um outro nível - o que interessará mais a quem lê estas linhas -
na (re)descoberta de fragmentos de tempos passados,
que relevam a qualidade e a mestria do trabalho que Russ Manning
realizou a partir dos originais de Edgar Rice Burroughs
e mais além.
O
melhor de três mundos
Continuando
a apostar nos fumetti
Bonelli,
uma 'marca' em crescimento nos nossos dias, dando razão aos que
apontavam a sua qualidade apesar do seu carácter predominantemente
(?)
popular, A Seita estreia no seu catálogo Tex
Willer.
Ao
optar pela colecção Tex
Romanzi a Fumetti -
(erradamente) publicada no Brasil como Tex
Graphic Novel...
-
a editora portuguesa tenta aproveitar o melhor (?) de três mundos.
Eram
os fanzines (3/3)
Pelo terceiro dia, abro com a mesma introdução: 'Quando comecei a
dedicar-me à banda desenhada - para além da minha posição de
leitor - as publicações, grosso modo podiam dividir-se em três
tipos: álbuns (segmento em crescimento), revistas (em declínio) e
fanzines.
Estes últimos, tinham na época a
seguinte definição (mais ou menos) consensual: 'publicação
independente, sem fins lucrativos, destinada a divulgar o trabalho de
novos autores'.
Hoje,
tudo mudou. Os álbuns predominam, as revistas acabaram e os fanzines
encontraram novas formas.'
Longe
de ser um fanzine, nesta edição,
a
Super Tintin,
de forma surpreendente, cumpre o
pressuposto final daquela definição.