‘...nenhuma
lei da física impede o tempo de recuar.”
Zeno,
in Apesar de tudo
Se
há livros que nos põem bem com a vida - ou pelo menos nos deixam
nas nuvens algumas
horas, até a dura
realidade
nos atingir outra vez com
força,
este é um deles. Poético,
doce, bem-disposto e com um artifício narrativo fabuloso, Apesar
de tudo é
um daqueles livros que não se podem deixar de ler.
Por
vezes há casos assim, em que a viagem se revela mais interessante do
que o destino final. Aconteceu-me
também com este sexto e último tomo de Peter Pan, que apesar de
abrir com inusitada violência, acaba por saber a pouco… possivelmente, porque é uma adaptação de um romance e Loisel não
quis fugir ao final de Barrie...
Ao
contrário de Portugal, a Espanha - os seus autores - tem sabido
explorar os duros tempos da Guerra Civil
Espanhola - e da II Guerra Mundial - e aqueles - ainda mais duros…?
- que se lhes seguiram sob a ditadura franquista. Directa
ou indirectamente, citando de cabeça e apenas obras editadas em
português, lembro A Arte de Voar, A Asa Quebrada, Neve nos Bolsos, A Solidão do Executivo, Os Trilhos do Acaso, O Inverno do desenhador, Soldados de Salamina… E, inevitavelmente, mas
em castelhano, Paracuellos ou Los Profisionales, de
Carlos Giménez. Este
Contrapaso, da (até agora
para mim) desconhecida Teresa Valero, vem juntar-se àquela lote
(incompleto) - sem qualquer tipo de favor, mesmo
olhando aos nomes e aos
títulos referidos.
André
Van Der Elst, mais conhecido por Walli, partiu no passado dia 23,
contava 69 anos feitos a 6 de Abril. Desenhador da revista Tintin,
onde trabalhou durante duas décadas, foi responsável pelo retomar
de séries como Modeste et Pompon ou Chlorophylle et
Minimum.
Sem
surpresa, já
que
integrava o trio de finalistas pela quarta vez, e com toda a justiça, o norte-americano
Chris Ware foi anunciado no dia 23 como o vencedor do Grand Prix
D’Angoulême 2021.