Além do original
Uma
das questões curiosas que
esta colecção Graphic MSP pode levantar, é tentar levar-nos a
perceber em que ponto as novas versões das
personagens ultrapassam,
em (re)conhecimento público e impacto as originais. Neste âmbito,
Jeremias e Astronauta, a diferentes níveis, serão dois dos casos
mais prementes.
Viver
para lá das páginas do livro
Depois
de Estes
Dias
(Polvo, 2022), distinguido como Melhor Álbum de Autor Português, no
Amadora BD daquele ano, havia grandes expectativas quanto ao regresso
de Bernardo Majer. Espiga
(Polvo), concretizou-o e revela um jovem autor que mostra saber o
caminho que deseja seguir.
Direito
às diferenças
Num
tempo em que a informação (e/ou
a desinformação)
está(ão)
facilmente ao alcance de todos, saber geri-la e interpretá-la é
fundamental.
Surgiu-me
esta reflexão a propósito de Pocahontas,
uma obra cuja acção tem lugar no início do século XVII.
Penguin Random House/Iguana+Nuvem de Letras
Primeiros
voos
A
29 de Outubro de 1959 - há quase 65 anos, portanto - chegava às
bancas francófonas o número inaugural da revista Pilote,
pensado e dirigido por René Goscinny, Jean-Michel Charlier e Albert
Uderzo.
Os
leitores estavam longe de imaginar a revolução em que estavam a
entrar. Um certo Astérix
e
Tanguy
e Laverdure eram
as grandes propostas do
número inagural a
que se viriam a juntar rapidamente,
entre outros Valérian
ou
Blueberry.
Tanguy e Laverdure, surgia
com as assinaturas de Charlier e Uderzo e era indiscutivelmente um
marco do seu tempo Os dois, iriam assinar as primeiras sete
aventuras, aquelas que a ASA edita a partir de hoje, semanalmente, em nova parceria com o
jornal Público.
Encontro
de culturas aqui ao lado
Quantas
mais leituras tiver um livro, mais interessante e estimulante ele
poderá ser. Poderá, porque descobrir esses vários níveis depende
também da capacidade do leitor
de as descobrir e interpretar
Boarding
Pass,
do português Ricardo Santo, uma edição recente de A Seita
e da Comic Heart proporciona essa oportunidade.
Influências
Numa época em que a designação 'direitos de autor', associado ao termo 'processo' não tinham o peso e a proximidade que têm hoje, mostrar influências e gostos ou tão só aproveitar o conhecimento de senso comum que determinadas criações - dentro e fora dos 'quad(ra)dinhos' - podiam assumir, era algo a que Maurício de Sousa não se inibia, com o seu humor característico.