Compilação
de título enganador, esta segunda recolha do consulado de Chip
Zdarsky à frente do Demolidor, coloca Matt Murdock no inferno -
literalmente (na Cozinha do…) e em sentido alegórico
(religiosamente falando).
Desde
que a banda desenhada alcançou o estatuto de arte ou a ele foi
elevado por pessoas com notórios intuitos comerciais, bem distantes
e distintos de critérios artísticos - a discussão destes pontos de
vista opostos mas nem sempre conflituosos poderia ser interessante
mas levar-nos-ia longe do propósito desta crónica, cujo tema é,
como eu pretendia escrever antes deste longo desvio, a edição
póstuma de obras inacabadas.
Quantas
vezes a leitura - ou a
continuação
dela… - depende (especialmente?) de um pormenor - pormaior,
dizia alguém… - seja ele uma capa, uma ideia, o desenho, uma
história… Ficam
três
- de muitos - exemplos, já a seguir.
Não
tendo sido completamente seduzido por Descender
-
apesar de reconhecer na série algumas questões interessantes e
algures a meio um acréscimo de interesse - cheguei à sua prequela,
Ascender,
disposto
a conceder uma segunda oportunidade ao universo concebido por Lemire
e Nguyen.
Para
bom número (?) de leitores - como eu - este álbum significa -
finalmente! - a continuação de uma saga iniciada, em Portugal, há
quase 30 anos e à espera de conclusão há perto de duas décadas.
Assim, esta entrada em território desconhecido, tem duplo sabor: de
encerramento (no próximo volume) e o
do
próprio relato em si. E,
o que posso adiantar desde já, é que Loisel continua a não
desiludir, bem pelo contrário.
Não fã de Michel Vaillant - e de
automobilismo - não foi por isso que deixei de ler todas as
aventuras do piloto que me passaram pelas mãos, nos volumes
encadernados da revista Tintin
que os amigos que me emprestavam. Por razões que serão óbvias, na
memória ficaram-me dois
títulos - e mais pelas capas do que por recordar os enredos. Uma
delas, era este Os
Cavaleiros de Königsfeld.