O
eterno retorno a Agatha Christie
Recentemente,
a propósito da adaptação televisiva de Os sete relógios,disponível na Netflix, escrevi: “A
importância de um escritor não se mede apenas pela quantidade de
livros vendidos no seu tempo, mas pela capacidade da sua escrita
seduzir sucessivas gerações. Agatha Christie, incontestavelmente, é
um bom exemplo, que se expressa igualmente pelas inúmeras adaptações
feitas pelo cinema, a televisão ou a BD - e a Arte de Autor tem no
seu catálogo perto
de duas
dezenas de versões recentes.”
Ao
ritmo lento de algumas braçadas
Penúltimo
volume da colecção Angoulême,
que a Devir dedica a obras premiadas no festival que se realiza
naquela cidade francesa, O
gosto do cloro
leva-nos ao início da carreira de Bastien Vivès, um dos mais
prolíferos e diversificados autores da sua geração.
Os
progenitores dos nossos heróis
Entre
os muitos heróis que a revista Tintin revelou - de forma mais
massiva e com edição cuidada, pois muitas das séries já tinham
estado nas páginas e outras publicações nacionais - num tempo em
que a banda desenhada era sonho, aventura e divertimento, houve um
capaz de despertar as paixões mais furiosas tanto quanto os ódios
(platónicos) mais entranhados.
Sol
de Inverno
“Un roman noir au soleil” ("Um policial negro ao sol"), lê-se na contracapa e realmente é isso que
Eacersall e Blondel nos servem neste Calle
Málaga
que decorre numa zona balnear deserta, em pleno inverno.
Verso
e reverso
Para
mim, actualmente, há duas Júlias: uma insuportável, a outra que
continua a seduzir-me.
Hoje, como há 60 anos, na visão da Mafalda, do genial Quino, há minorias descontentes a quererem impôr a todos o seu ponto de vista minoritário...
Ao
encontro do futuro, revivendo o passado
Que
bem que este ano está a começar no que à banda desenhada diz
respeito. Rever
Comanche,
com que a ASA abriu as hostilidades em 2026, é pura emoção numa
sentida e justa homenagem à memória de Comanche e Red Dust, as duas
figuras maiores de um dos mais míticos western
que a banda desenhada nos proporcionou, na conjugação da escrita
inspirada de Greg e do traço sublime de Hermann.
Controlar
a narrativa
Quem
segue este blog sabe que, desde o início, fui seduzido por esta
série, Alix Senator. Pelo período em que decorre,
pelo tom mais adulto que assume em relação à série original e
também pelas pontes que a argumentista foi construindo em relação
a esta última. Mas, com este díptico, Valérie Mangin consegue
finalmente controlar totalmente a narrativa.
O
pior vem sempre ao de cima
Chama-se
David Ferreira, mas é mais conhecido como Macho-Alfa. É um
super-herói: invulnerável, com super-força e capacidade de voar e
é português. Genuinamente português: bruto, egoísta, malcriado,
prepotente, machão e… com contas por pagar.
A
sua saga, em quatro volumes, foi concluída recentemente numa
co-edição A Seita/Comic Heart.