Onde
fomos felizes
Apesar
dos avisos, penso que o regresso a onde fomos felizes tem sempre algo
de gratificante, quanto mais não seja pelo reviver das (boas)
memórias.
Aconteceu-me
neste regresso ao universo de Death Note,
mesmo que num registo inesperado.
Cavalgada
a sete
Ainda
há quem associe cinema e banda desenhada exclusivamente às
películas de super-heróis da Marvel e da DC Comics, mas a verdade é
que há vida para além disso - embora geralmente sem o mesmo
investimento e mediatismo.
A
chegada recente de Dampyr
à
Netflix é um dos exemplos possíveis.
Como
um apetitoso bolo
Se
as versões de autor de heróis clássicos são sempre um risco -
apesar de tudo controlado pelos editores... - a verdade é que a
escolha dos autores que têm 'revisto'
Lucky Luke tem sido bem criteriosa e acertada.
Os
Indomados,
de Blutch é o (excelente) exemplo mais recente.
Embora o
primeiro volume de Os Lusíadas já tenha visto a luz do dia há
algumas semanas, por razões diversas que não vêm ao vaso, só
agora é publicada a habitual entrevista padrão de As Leituras do Pedro, respondida pelo
argumentista Pedro Viera de Moura e um dos ilustradores, Daniel
Silvestre.
Podem
lê-la já a seguir.
Perspectiva
pessoal e subjectiva
Parece
óbvio que, com alguma frequência, a atualidade condiciona a edição.
Ou melhor, por vezes, propícia essa mesma edição. Não posso
afirmar que seja o caso de Crónicas
de Jerusalém,
até porque as outras obras de Guy Delisle - Shenzem,
Pyongyang,
Crónicas
da Birmânia
- estão editadas em português, também pela Devir, mas é difícil
olhar para este livro - ou para História de Jerusalém (Levoir,
2024) - sem ter em mente a actual situação bélica em Israel, na
Palestina e nos países limítrofes.
Mas se o contexto faz com que um livro que exiba 'Jerusalém'
no título seja mais comercial ou chamativo, que isso sirva para
levar a banda desenhada a outro tipo de leitores.
Desenterrar memórias
Por
vezes, as memórias surgem de onde menos se espera, desenterrando
imagens, ideias, momentos que julgávamos perdidos - que não
julgávamos nada, aliás,
porque estavam pura e simplesmente esquecidos.
Lepanto,
o terceiro volume da colecção As Grandes Batalhas Navais,
que continua a ser aposta da Gradiva, foi um desses gatilhos.
Porque a colecção Tanguy e Laverdure ainda deve estar fresca na memória de muitos, bem como a sua aparição juntamente com outras personagens da época, deixo aqui este breve regresso dos dois pilotos franceses, a propósito de uma breve aparição em Os 4 Ases e a Salsicha Voadora (Verbo, 1985), num piscar de olho feito por François Craenhals e Georges Chaulet aos heróis criados por Jean-Michel Charlier e Albert Uderzo.
A cena completa, já a seguir
Igualdade
Brune
é jovem, bonita, atraente. No mundo real em que vivemos é daquelas que chama a
atenção dos homens. E sabe-o.
Uma
noite, após uma festa num bar, aceita uma boleia para casa de um
desconhecido. Só que, pelo caminho...
Seguir
o fio
da meada
Sherlock
Holmes, o detetive criado por sir Arthur Conan Doyle, que se estreou
em 1887 em Um
estudo em vermelho,
notabilizou-se pela sua capacidade dedutiva, obtendo sucesso nas suas
investigações graças à cuidada interpretação de factos e
provas.
Alvo
de inúmeras adaptações e versões, tem uma das mais interessantes
e desafiadoras em Na
cabeça de Sherlock Holmes - O Caso do Bilhete Escandaloso,
que em Portugal teve recentemente edição integral pela Arte de
Autor e A Seita.