"A
criança que eu era não gosta do adulto que eu sou..."
In
Alguém
com quem falar
Samuel
faz 35 anos. Está sozinho em casa, como na vida, como tem acontecido
em todos os aniversários recentes. Com um bolo e uma garrafa de
champanhe, só para si.
Numa
noite de verão, durante um festival... eu
matei o meu marido.
In
O
meu marido dorme no congelador
Nana
conheceu Ryô há cinco anos
e está casada com ele há quatro. Mas Nana atingiu o ponto de
saturação: vítima de violência doméstica, cansada de apanhar por
tudo e por nada e de servir de objecto sexual, decidiu matá-lo. Uma
decisão longa e ponderada, atenuada pontualmente por mudanças no
comportamento do marido que, rapidamente, se desvaneciam. Uma
noite, finalmente, avançou. Drogou-o, estrangulou-o e meteu-o numa
velha arca frigorífica esquecida na sua arrecadação, a aguardar o
momento certo para se livrar definitivamente do corpo.
Continua hoje a série de entrevistas aos autores dos Clássicos da Literatura Portuguesa em BD, desta vez com Carina Correia, argumentista de Menina e Moça.