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03/02/2026

Rever Comanche

Ao encontro do futuro, revivendo o passado


Que bem que este ano está a começar no que à banda desenhada diz respeito. Rever Comanche, com que a ASA abriu as hostilidades em 2026, é pura emoção numa sentida e justa homenagem à memória de Comanche e Red Dust, as duas figuras maiores de um dos mais míticos western que a banda desenhada nos proporcionou, na conjugação da escrita inspirada de Greg e do traço sublime de Hermann.

17/04/2019

Comanche #1

Reencontro




Se com o fim da Goody, alguns temiam o que 2019 iria ser, parece-me que o ano em curso está a ultrapassar (muit)as expectativas, com as boas - e muito boas - edições a sucederem-se.
A mais recente é Comanche, uma das traves mestras do meu desenvolvimento enquanto leitor de BD, e esta edição cumpre bem os meus sonhos - utópicos - de ‘quando um dia for editor...’

16/12/2009

Efeméride – Comanche foi criada há 40 anos


Há 40 anos, os leitores do “Tintin” belga, descobriam no nº50 uma nova série intitulada “Comanche”. Se as primeiras pranchas, ambientadas num vasto espaço selvagem e com um duelo logo a abrir davam o mote para mais um western aos quadradinhos, poucos imaginavam que esta seria uma das mais referenciadas (e reverenciadas) abordagens realistas a um género que a banda desenhada explorou até à exaustão, então (ainda) na moda.
O seu argumentista era Greg, rigoroso na construção e desenvolvimento das histórias, mestre na escrita dos diálogos, que situou a acção da nova série no período de transição entre o Oeste selvagem em que imperava a lei das armas e dos mais fortes e a chegada da civilização às regiões mais inóspitas do vasto continente americano.
E como protagonistas, um lote de personagens de todo improvável - Comanche, uma jovem, dona do rancho “666”, Ten Gallons, um velho vaqueiro, o negro Toby, o miúdo Clem e o índio “Mancha de Lua” – todos excluídos socialmente, que lhe permitiu abordar problemas como o lugar da mulher, o racismo ou o massacre dos peles-vermelhas. E, claro, Red Dust, a estrela da companhia, o elo de união entre todos, capaz de potenciar o melhor de cada um, irlandês, ruivo, ex-pistoleiro, decidido e humano. E talvez este seja, também, o adjectivo que melhor define a série: humana porque, apesar de abundarem os tiroteios, os confrontos com bandidos e pele-vermelhas, as emboscadas, as armadilhas, a corrupção e os negócios pouco claros, ficando como um marco o tríptico “Os lobos do Wyoming”/”O céu está vermelho sobre Laramie”/”Deserto sem luz”, que narra a passagem do protagonista pela prisão após desrespeitar a proibição do uso de armas para por fim a um impiedoso bando de assassinos. E cujo final (sugerido por Hermann) hiper-violento (para a época) do segundo daqueles títulos – o último dos irmãos Dobbs é abatido por Dust, semi-nu e desarmado, caindo no meio do lixo e sujidade - valeu à série ser “excluída” das páginas da revista Tintin.
Também por (tudo) isto, “Comanche” é antes de tudo um tratado sobre seres humanos, sobre a sua adaptação às circunstâncias e a um novo mundo, sobre superação e sobre amizade.
O desenho foi entregue a Hermann que, após alguma experimentação nas primeiras histórias – vinhetas grandes, planos de pormenor, pontos de vista ousados – se revelou progressivamente como um dos grandes mestres europeus do género, com uma planificação multifacetada e dinâmica, tal como o traço, nervoso, violento, com o evoluir da série mais belo e depurado, ágil e servido por belas cores, tão capaz de retratar os grandes espaços como o ser humano, de mostrar o quotidiano como os (muitos) momentos de tensão e violência.
Em Portugal, a série foi publicada integralmente na revista “Tintin” e (de forma desordenada) oito dos seus dez tomos foram editados pela Bertrand e/ou a Distri.
Anos mais tarde, em 1989, Greg (ninguém é perfeito) voltou a Comanche para mais cinco aventuras (a última terminada por Rudolphe, devido à sua morte, em 1990). Mas a verve narrativa já não era a mesma, o tempo do western tinha também passado e o traço de Rouge (mostrado em “As Feras”, publicada na 1ª série das Selecções BD, do #38 ao #40) ficava muito distante da arte de Hermann.

(Versão revista e aumentada do artigo publicado no Jornal de Notícias de 16 de Dezembro de 2009)

09/03/2020

Comanche #3

...e fim.







Para aqueles que (ainda) vão reclamando da edição a preto e branco que a Ala dos Livros fez - num só ano… - da Comanche de Hermann e Greg, este é o álbum ideal para o voltarem a fazer. Não porque tenham razão e de alguma forma esteja em causa - a meu ver - a opção da editora, mas porque nele o grafismo de Hermann é (quase) uma (autêntica) montanha-russa.

27/11/2018

Ala dos Livros: “A BD está no ADN da nossa família há 3 gerações”





Uma das surpresas deste final de ano, foi o aparecimento de mais uma editora de BD, a Ala dos Livros. A entrevista que se segue foi pedida em Setembro passado, mas as respostas dos seus responsáveis, Ricardo M. Pereira e João M. Pereira, conforme combinado então, só agora surgem por haver um novo título para anunciar.

04/06/2018

Duke #1 e #2


 
Confiança

Uma das coisas boas que o actual momento editorial trouxe, foi fazer com que os leitores voltassem a ganhar confiança nas editoras, acreditando que quando começam uma série, ela terá (quase sempre) continuidade.

25/09/2019

Comanche: Integral 2

Excepção à regra



Sei que o que escrevo a seguir vai contra o que defendo há anos e que inúmeras vezes afirmei: que as obras devem ser reproduzidos tal e qual foram pensadas, em termos de forma, cor, tamanho…
Mas, como há sempre uma excepção à regra, o segundo integral de Comanche a preto e branco - na peugada do primeiro, aliás - leva a que me contradiga: depois de ver a arte de Herman desta forma, nunca mais vou conseguir ler da mesma forma este western a cores…

26/01/2020

2019: As escolhas da Ala dos Livros



Tentando tornar mais abrangente - e menos personalizado - o balanço de 2019 que As Leituras do Pedro estão a levar a cabo durante este mês de Janeiro, foi pedido aos responsáveis das editoras portuguesas com mais títulos lançados no ano passado, que destacassem (até) três dos seus títulos e três títulos de outras editoras que gostariam de ter sido eles a editar.
As respostas estão a ser publicadas aqui por ordem de recepção, pelo que já a seguir podem descobrir a a opinião de Ricardo Magalhães, editor da Ala dos Livros.

30/09/2019

Foi assim: Setembro 2019

Um comentário crítico a um mês aos quadradinhos

Censura. A Seita. Comic Con 2019. Sugestões. Mais vistas. E ainda…

31/03/2020

Foi assim: Março 2020

Um comentário crítico a um mês aos quadradinhos

Tudo parou. Compras. Mais vistas. E ainda…

30/04/2019

Foi assim: Abril 2019

Um comentário crítico a um mês aos quadradinhos

Autores e obras. Quiosques e bancas. Mostra do Clube Tex Portugal. Sugestões de compras. Mais vistas. E ainda…

07/04/2021

Duke #5: Pistoleiro é o que serás

Ocaso...



Cito, com uma ligeira nuance, a abertura de ontem: 'Num ano em que a edição em Portugal parece rendida ao western - Undertaker, Tex, O último homem..., Lucky Luke... - Duke: Pistoleiro é o que serás é mais uma edição para engrossar aquela (bela) lista'.
E é mais uma obra de Hermann, um dos grandes Autores que a banda desenhada me fez descobrir, admirar, respeitar, seguir, mesmo quando está claramente a entrar no seu ocaso.

30/11/2018

Foi assim: Novembro 2018

Um comentário crítico a um mês aos quadradinhos

Amadora BD. Não aprender. Compras. Mais vistas.

24/03/2026

Old Pa Anderson + Redenção

Sempre





Há algumas semanas (já?!) na pilha de textos a escrever, este díptico com a assinatura de Hermann surge agora pelas piores razões: o falecimento, dia 22 de Março, de um dos maiores desenhadores - e autores completos - que a BD francófona - e não só - conheceu.
Obras datadas de 2015 e 2016, surgem agora num volume único, cumprindo o encontro recorrente com a obra de Hermann que a Arte de Autor tem proporcionado aos leitores portugueses nas primeiras semanas de cada ano.

15/04/2025

Hoka Hey!

Em frente, para o abismo


"Os brancos não se compreendem uns aos outros, como é que queres que nos compreendam a nós? "
In Hoka Hey!

Na renovação do western que a banda desenhada tem sabido fazer em tempos recentes - de que Undertaker ou Bouncer são exemplos, sem de forma alguma pôr em causa séries intemporais como Comanche, Blueberry, Buddy Longway, Jerry Spring ou, num outro contexto, Tex - surge também este Hoka Hey ("em frente", em linguagem lakota) que a ASA acaba de colocar no mercado nacional.
A forma como o leitor o abordar, proporcionará leituras diferentes e uma maior ou menor fruição de uma obra notável.

25/07/2019

Quadradinhos para o Verão





Geralmente encarado como época com mais tempo livre e para os livros, apesar de as propostas de lazer se multiplicarem e muitas vezes o corpo pedir outras propostas, no verão que agora começa, são muitas as sugestões de banda desenhada disponíveis no nosso país.
[Deixo, por isso, quase três dezenas delas, através da versão original do texto publicado no Jornal de Notícias de 8 de Julho.]

28/01/2016

Grande Prémio de Angoulême para Hermann







O desenhador belga Hermann Huppen foi ontem distinguido com o Grande Prémio de Angoulême, pelo conjunto da sua 0bra, “uma das mais emblemáticas da BD franco-belga popular” e um prémio para a longevidade de “um dos mais prolíferos autores europeus.

12/04/2018

A Lenda de Tex


Um outro Tex






A comemorar 70 nos de publicação ininterrupta este ano, Tex, ao longo deste tempo evoluiu de forma moderada e serena. Nos últimos anos, no entanto, surgiu ‘um outro Tex’, aquele para que este volume abre a porta.

19/01/2021

2020: 16 Séries a acompanhar

 





Na continuação do Balanço de 2020, em termos de edições continuo hoje com as melhores séries editadas em Portugal, que li no ano anterior.

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