05/03/2012

João Mascarenhas

©R2Arte
“O Menino Triste sou eu”









Chama-se João Mascarenhas, nasceu em Luanda, Angola, em 1960, e é engenheiro mecânico de formação. Na banda desenhada é conhecido como criador de O Menino triste, cujo mais recente álbum Punk Redux serviu de mote para a conversa por mail que se segue. 

As Leituras do Pedro (ALP) - Quem é o Menino Triste?
João Mascarenmhas (JM) - ;) O primeiro a escrever que O Menino Triste é o meu alter ego foi o Geraldes Lino. E acertou! Começou em 2001 com a publicação do primeiro livro, de 16 páginas. Nele abordei aquilo a que chamo o “complexo Peter Pan” (esse livro é dedicado a Peter Pan), ou seja, o “não querer crescer” ou melhor, o “não querer abandonar a infância”. Na altura não tinha ideia de continuar a escrever/desenhar mais nada sobre a personagem, inclusivamente, o livro aborda o arco de vida da personagem entre a infância e a idade adulta. Contudo, as pessoas que iam lendo o livro começaram a questionar-me sobre a continuidade da personagem e de mais histórias. E assim nasceram os seguintes. Portanto, podemos dizer que O Menino Triste sou eu. 

ALP - Porque é Triste o Menino?
©R2Arte
JM - Já reparaste que a tua questão é apenas sobre o “triste”? A palavra e o conceito têm um peso enorme na nossa cultura, que leva constantemente as pessoas a repetirem essa tua questão. O Ziraldo tem “O Menino Maluquinho” e ninguém estranha. Existem também outras personagens de BD como “O Menino Vampiro”, “O Menino Caranguejo” e outros, mas ninguém estranha. Agora O Menino TRISTE, esse sim, é muito mais “forte” enquanto nome. Se reparares, apenas no Punk Redux as personagens que nele entram têm nome. Até agora, nunca precisei de as “baptizar”. Embora eu não faça o culto da tristeza, penso que ela é tão natural no ser humano como qualquer outro sentimento. Aliás, ela é uma fonte da criatividade. Peço-te para veres o texto que te envio em separado e que escrevi há uns tempos sobre este mesmo tema (reproduzido no final da entrevista). Mas na origem está o facto de a personagem deixar a infância. A tristeza pela infância perdida. 

ALP - Sair do mundo da infância é motivo de tristeza? A idade adulta não tem - também - muitas alegrias?
JM - Em relação à segunda questão, não elimina a questão dos prazeres de adulto que focas, só que a ausência de responsabilidades “a sério” quando somos putos, e outras questões mais profundas, faz com que sintamos (pelo menos eu) uma grande nostalgia da infância. É por isso que existe a expressão “criança crescida”, e aplica-se a mim. 

ALP - Quanto de ti há n’O Menino Triste?
JM - Tudo! Os meus pensamentos, preocupações, vivência, experiências enquanto ser humano. Não é que a minha vida seja particularmente interessante para ser contada às pessoas, mas utilizo-a como pano de fundo. Podemos dizer que é auto-biográfico. Uma vez Hergé disse: “toda a minha vida está em Tintin”. Com as devidas distâncias ao mestre, acho que n’O Menino Triste se passa a mesma coisa em relação a mim. Por exemplo, conheces com certeza a história “O Sorriso”, que criei exactamente quando nasceu o meu filho. Não é o relato do nascimento, mas é esse o momento que marca a história, e todos perceberam a mensagem. 
©R2Arte

ALP - Porquê o punk neste momento?
JM - Depois d’A Essência, eu tinha dito que ia “fazer umas férias” em relação a O Menino Triste. Este livro não tinha sido pensado até então. Acontece que um dia acordei com uma imagem na cabeça, semelhante à capa do livro. Fui para o estirador, desenhei-a e coloquei-a no blog. Começaram a chover mensagens a perguntar se era esse o tema do próximo livro. Sinceramente, em termos de novas histórias, o que eu tinha pensado era uma sobre o “porque é que nós acreditamos nos contos de fadas”, ou melhor, “porque é que precisamos da fantasia na nossa vida”. Um tema que revela muito da essência da personagem. Agora, não tinha pensado em nada sobre o punk. Falei com a editora (Qual Albatroz), dizendo-lhes que podia fazer uma pequena história (tipo 20 páginas) sobre o tema. A resposta foi que “sim, senhor, mas em formato de álbum de 48 páginas!” Fiquei entusiasmado com a ideia e então fui buscar as minhas memórias da minha primeira visita a Londres, no Verão de 1976, e os meus contactos com algumas pessoas envolvidas no punk.
A saída do álbum nesta altura não podia ser mais oportuna: nele são abordadas questões que na altura, no Reino Unido, fizeram despontar o movimento (punk), e que são similares às que actualmente estamos a viver por toda a Europa. O livro não fala apenas da música, mas de todo o enquadramento envolvente. A realidade sócio-cultural de Portugal (da altura) é também abordada, fazendo-se notar as várias diferenças face ao Reino Unido. O que gosto no livro é que ele é perfeitamente actual, e recomendo-o não apenas aos que gostam do punk. 

ALP - Quem conheceste realmente nesse meio quando viveste em Londres?
JM - Não conheci muitas pessoas. O primeiro foi exactamente o rapaz que me disse chamar-se “Punk”, e do qual nunca cheguei a saber o verdadeiro nome. Exacto, como está no livro. Depois através dele conheci alguns elementos que estiveram na génese do grupo Siuoxsie and the Banshees. Na altura eles ainda não se chamavam assim, e a Sue (aliás Susan, aliás Siouxsie) tinha um aspecto completamente diferente daquele pelo qual depois ficou mais conhecida (com maquilhagem tipo Clara Bow e cabelos espetados). Conheci também o Malcolm McLaren, na sua loja SEX, em Kings Road (ainda a minha rua favorita em Londres), onde o Punk me levou e com o qual estivemos um pouco a conversar. Os diálogos do livro entre o Malc e a Soo Catwoman não aconteceram como estão no livro, embora sejam exactamente as ideias de cada um deles. No caso da Soo Catwoman, foi o que ela me transmitiu quando lhe mostrei as palavras do Malc, e achei que dava um excelente pedaço de conversa. 

ALP - Tu tocaste mesmo naquele concerto no 100 Club ou foi só O Menino Triste?
JM - Infelizmente não toquei naquele concerto. L O meu percurso real com aquele grupo vai até aos ensaios da banda (tal como está no livro). O que aconteceu a seguir foi que a Susan queria actuar no 100 Club com umas braçadeiras com a cruz nazi! O que efectivamente chegou a fazer. Assim que vi aquilo, é evidente que não me identifiquei com a questão e “saltei” fora. Entretanto, aconteceram uns riots no carnaval em Notting Hill por essa altura também, com grande confusão e violência, e os meus tios, em casa de quem eu estava, não me voltaram a deixar sair sozinho (epá, eu só tinha 16 anos, afinal). Esta questão da braçadeira nazi, segundo li quando estava a fazer a pesquisa para o livro, fez com que o manager dos The Clash, a quem a Susan tinha pedido a P.A. emprestada para o festival, lha negasse. Só muito recentemente é que eu consegui ligar “os putos” com quem eu andei e toquei, aos Siouxie, e a Susan à dita!
Contudo, e embora EU não o tenha feito, O Menino Triste sim, foi tocar no Festival e além disso foi o impulsionador de outros ícones do punk, tal como por exemplo as botas Doc Martens!
A partir daí, e como não havia nem telemóveis nem e-mails na altura, perdi completamente o contacto com o grupo. 

ALP - Onde estarias hoje, se tivesses chegado a tocar naquele concerto? Teríamos perdido um autor de BD e ganho um músico?
JM - Também eu coloco muitas vezes essa questão. Sabes, naquela altura era muito fácil ter-se algum impacto no mundo musical, desde que se soubesse alguma coisa de música e composição. A banda “punk” que nós estamos a preparar para tocar nas apresentações do livro, se existisse naquela altura tinha grande probabilidades de singrar. Até por cá era a mesma coisa: lembro-me de ir correr a comprar um single duma banda mesmo chunga (já não me lembro do nome, mas era portuguesa) só por ter estampado na capa “Banda PUNK”! 

ALP - Todos estes anos depois, o que ficou em ti do movimento punk?
JM - Eu continuo a ser punk. Não exteriormente, não em termos de uniforme, que não é isso que nos faz punks (veja-se a banda The Clash). Mas a máxima “Do it yourself” continua a ser algo muito forte em mim. Tento continuar a ser empreendedor e fazer coisas. E não apenas na Banda Desenhada! Outra questão que teve suprema importância também, foi a conquista de uma maior liberdade de expressão, e que sempre defendi em todas as vertentes! 

ALP - O momento actual precisa de outro movimento semelhante?
JM - Não está à vista? Só que na altura era muito mais simples ser-se notado, dado o cinzentismo (que infelizmente ainda hoje existe) geral. Penso que se houvesse os meios que existem hoje, o movimento tinha tido um impacto ainda maior. Mas há uma coisa curiosa, é que enquanto nos Estados Unidos da América o punk foi sobretudo musical, no Reino Unido as coisas tomaram outros rumos, já que a origem era bem mais abrangente, tocando os aspectos sociais, artísticos (nas suas mais variadas expressões), políticos… Mas não há dúvida de que a música foi o que de mais proeminente aconteceu, levando a ter que se “rotular” as coisas como “antes…” e “depois do punk”. É natural que um “qualquer” movimento com natureza semelhante possa ter impacto equivalente. 

©R2Arte


Porque é que sou “O Menino Triste”!
A Tristeza tem na moderna sociedade ocidental, ocupado um lugar de personna non grata. Esse lugar tem sido imposto à custa da necessidade (artificial) de todo o cidadão tentar atingir a felicidade a qualquer preço, mesmo que de forma aparente ou mesmo fictícia. O volume de consumo de ansiolíticos nas sociedades ocidentais é algo que nos deveria deixar (muito) preocupados, já que na maior parte dos casos uma simples tristeza é tomada como algo imensamente grave, conduzindo essa atitude muitas vezes, então a verdadeiras depressões. A melancolia é algo que é natural no ser humano, tal como a noite é o oposto do dia, tal como o escuro é o contrário da luz, tal como o grande é o oposto do pequeno.
De facto, a melancolia encoraja novas formas de conceber misteriosas ligações entre antónimos. Reporta-nos à inocência, à ironia, e faz com que enfrentemos o “status quo”, e se consigam novas realizações.
De facto, frequentemente o mundo torna-se um pouco entediante, dado que muitas vezes é controlado por hábitos ultrapassados, que o tornam cansativo e repetitivo. Isto pode causar tristeza, mas é essa mesma tristeza que nos faz dar o salto, fazer cair o véu entediante e perante nós revelar novas possibilidades. Assim, todos nós somos chamados a ser criativos, mesmo que para isso tenhamos que passar por uma breve tristeza.
Sou O Menino Triste, mas muito, muito feliz! 

Existe ainda uma segunda visão do porque é que sou O Menino Triste, mas tem esta a ver mais com uma interpretação da Psicologia. É algo que decorre daquilo que eu chamo o “síndrome Peter Pan”: quando uma criança não tem hipótese de crescer nos braços da sua mãe, ou por qualquer razão os seus sonhos não se tornam realidade, essa criança pode-se tornar numa criança triste. Também tem a ver com a melancolia da infância perdida, e de a tentar perpetuar pela vida fora.
De facto, no primeiro livro d’O Menino Triste é mais esta vertente que é focada, esbatendo-se mais nos trabalhos seguintes, a favor da tristeza como preocupação e como fonte de criatividade.
O Menino Triste

04/03/2012

Selos & Quadradinhos (74)

Stamps & Comics / Timbres & BD (74)



Tema/subject/sujet: O Menino Triste

País/country/pays: Portugal (selo personalizado – emissão de João Mascarenhas)

Data de Emissão/Date of issue/date d'émission: 2008

03/03/2012

Sérgio Godinho e as 40 ilustrações na Mundo Fantasma

Data: 3 de Março a 8 de Abril de 2012
Local: Galeria Mundo Fantasma, loja 509/510, Centro Comercial Brasília, Avenida da Boavista, 267, Porto
Horário: de 2ª a sábado, das 10h às 20h: Domingos e feriados, das 15h às 19h


O cantor Sérgio Godinho vai estar presente hoje, a partir das 17 horas, na galeria Mundo Fantasma, no Porto, para a inauguração da exposição Sérgio Godinho e as 40 ilustrações.
A mostra, que estará patente até dia 8 de Abril, baseia-se no livro com o mesmo título, editado para assinalar os 40 anos de carreira do cantor, contados desde "Os Sobreviventes" (1971) até "Mútuo Consentimento" (2011).
Projecto da nova editora abysmo, partiu do desafio lançado por João Paulo Cotrim a 40 autores nacionais – Jorge Colombo, Miguel Rocha, José Brandão, Henrique Cayatte, Catarina Valadas, Gémeo Luís, João Maio Pinto, Pedro Nora, Pedro Proença, Teresa Lima, João Fazenda, André Carrilho, entre outros – de várias gerações e áreas artísticas, para ilustrarem 40 temas musicais seleccionados pelo próprio Sérgio Godinho, dando-lhes uma nova sonoridade pois, como diz o cantor no prefácio: “Ilustrada a música destas quarenta maneiras, percebo agora melhor o que dizem as palavras”.
Entre eles estão "Arranja-me um emprego", "Com um brilhozinho nos olhos", "O elixir da eterna juventude", "Etelvina", "Em dias consecutivos", "Lisboa que amanhece" ou "Balada da Rita" pois, como lembra J.P. Cotrim no prefácio da obra, “as boas canções são intemporais, mesmo acabadas de gravar têm a maturidade de séculos e falam-nos ao ouvido do único tempo que importa: o presente”.
Hoje, na galeria Mundo Fantasma, situada no Centro Comercial Brasília, na loja especializada em BD com o mesmo nome, para além de Sérgio Godinho, está também prevista a presença de Esgar Acelerado, José Manuel Saraiva e Manuel Cruz, três dos ilustradores que participaram no livro.


02/03/2012

Bedeteca de Beja - Março

Exposições

De 10 de Março a 28 de Abril
ANDRÉ CAETANO
Exposição de Banda Desenhada
Local: Galeria da Bedeteca (1º andar, ala esquerda)
Organização: CMB (Bedeteca de Beja) / André Caetano
Nota: a exposição inaugura dia 10, às 16h30

De 10 de Março a 28 de Abril
JOÃO RAZ
Exposição de Ilustração
Local: Galeria Principal (1º andar, centro)
Organização: CMB (Bedeteca de Beja) /João Raz
Nota: a exposição inaugura dia 10, às 16h30



Workshop de Técnicas Digitais

Dias 8 e 15 de Março, das 18h30 às 20h00
WORKSHOP DE TÉCNICAS DIGITAIS APLICADAS À ILUSTRAÇÃO E À BANDA DESENHADA
Com NUNO GÓIS
Horário: quintas-feiras, das 18h30 às 20h00
Local: Bedeteca de Beja (1º andar, ala esquerda)
Organização: CMB (Bedeteca de Beja) / Nuno Góis


Livros do mês na Bedeteca
GOOD-BYE CHUNKY RICE, de Craig Thompson
Esta é a história de Chunky Rice, uma pequena tartaruga que deixa o ambiente familiar e o seu melhor amigo para partir à descoberta de novos horizontes.

BLANKETS, de Craig Thompson
Uma banda desenhada autobiográfica que nos fala da infância e da adolescência de Thompson: a família, a religião, o seu primeiro amor… Uma obra comovente e intimista que conquistou milhares de leitores em todo o Mundo…


Clubes

LEMON STUDIO – CLUBE DE MANGÁ
Horário: sextas-feiras, das 16h00 às 18h30
Local: Bedeteca de Beja (1º andar, ala esquerda)
Entrada livre
Organização: CMB (Bedeteca de Beja) / Lemon Studio


Ateliês

ATELIÊ DE ILUSTRAÇÃO CIENTÍFICA
Com Ana Lopes
Horário: terças e quintas-feiras, das 19h30 às 21h15
Local: Sala de Desenho (1º andar, ala direita)
Organização: Associação Pegada no Futuro
Parceria: CMB (Bedeteca de Beja)

OURIÇO-DO-MAR – ATELIÊ DE BANDA DESENHADA
Com Paulo Monteiro
Dos 8 aos 12 anos
Horário: todas as terças-feiras, das 18h30 às 20h00
Local: Bedeteca de Beja (1º andar, ala esquerda)
Organização: CMB (Bedeteca de Beja)

TOUPEIRA – ATELIÊ DE BANDA DESENHADA
Com Paulo Monteiro
A partir dos 13 anos
Horário: todas as quintas-feiras, das 18h30 às 20h00
Local: Bedeteca de Beja (1º andar, ala esquerda)
Organização: CMB (Bedeteca de Beja)


Estrada Fora

A BEDETECA FORA DE PORTAS
No dia 2 de março, sexta-feira, estaremos em Odemira, para fazer parte do júri que avaliará os trabalhos do Concurso de Banda Desenhada da BDTECA – Mostra de Banda Desenhada de Odemira
No dia 17, sábado, estaremos no Centro Cultural de Sines, das 14h00 às 17h00, para falar da História da Banda Desenhada, e para fazer um ateliê prático (também é bom por “as mãos na massa”).


Outros serviços

CEDÊNCIA DE ESPAÇO PARA ATIVIDADES
Apoio e cedência de espaços, a escolas e outras instituições, para a realização de reuniões e eventos na área da banda desenhada ou da ilustração.

APOIO A ALUNOS E PROFESSORES
Apoio a alunos e professores para a realização de exposições ou outros projectos específicos na área da banda desenhada e ilustração.


Contactos e Horários

BEDETECA DE BEJA
Edifício da Casa da Cultura
Rua Luís de Camões
7800 – 508 Beja
Telefone: 284 313 318
Telemóvel: 969 660 234
E-mail: bedetecadebeja@cm-beja.pt
Horário: de terça a sexta-feira, das 14h00 às 23h00 Sábados das 14h00 às 20h00


Parceiros

APOIOS E PARCEIROS PARA A PROGRAMAÇÃO
Associação para a Defesa do Património Cultural da Região de Beja / Associação Pegada no Futuro / Lemon Studio / Livraria Contracapa / Museu Regional de Beja / NCreatures / Prisvídeo / Unimundos

PARCEIROS PARA A DIVULGAÇÃO NA NET
AS LEITURAS DO PEDRO, CENTRAL COMICS, DRMAKETE, KUENTRO, LEITURAS DE BD e NOTAS BEDÉFILAS

(Texto da responsabilidade da Bedeteca de Beja, com alteração para a grafia pré-Acordo Ortográfico da responsabilidade de As Leituras do Pedro)

01/03/2012

Melhores leituras

Fevereiro 2012



El Invierno del dibujante (Astiberri)
Paco Roca
 

BD Reporter (Glénat)
Chappatte
 

Hal Foster
 

O Menino Triste - Punk Redux (Qual Albatroz)
João Mascarenhas
 

São Jorgeda Mata Escura (RV Cultura e Arte)
Marcello Fontana, André Leal, António Cedraz e Naara Nascimento
 

Castro (Casterman)
Reinhard Kleist


Tiras Clássicas da Turma da Mônica vol. 7 (Panini Brasil)
Maurício de Sousa
 

Laudo Ferreira e Omar Viñole
 

Pablo #1 - Max Jacob (Dargaud)
Julie Birmant e Clément Oubrerie
 

Mutts #5 - Os nossos Mutts (Devir)
Patrick McDonnell
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...