16/09/2026

Planeta Hulk

Toda a (in)justiça do mundo



Com algum distanciamento, continuo atento à colecção Marvel Must Have, distribuída quinzenalmente aos sábados com os jornais Correio da Manhã e Record que, no seu 13.º volume, propõe o integral de Planeta Hulk, um dos grandes épicos da Marvel deste século. 

15/09/2026

Le coeur des amazones

Tradição ou paixão




Numa altura em que Ulisses, a guerra de Tróia e os deuses gregos estão de novo na ordem do dia graças ao filme A Odisseia, de Christopher Nolan, surgiu-me como leitura, de certa forma por acaso, este Le coeur des amazones, uma variação interessante daquela temática. 

14/09/2026

A longa marcha de Lucky Luke

O peso de ser um herói solitário


Na busca a um tempo nostálgica e interesseira de fazer reviver os heróis, as editoras têm seguido duas vias: a continuação ad aeternum das aventuras por novos criadores ou a aposta nas chamadas ‘versões de autor’ que dão maior liberdade e abordagens mais interessantes e desafiadoras.
Em Lucky Luke, as propostas autorais têm sido bem conseguidas, optando os seus criadores por releituras humorísticas que satirizam a personagem, os coadjuvantes, as situações típicas e os estereótipos.

10/09/2026

A Little Girl

Danças... com lobos



Escrevi há dias sobre renovar, inovar ou dar uma nova roupagem e o pressuposto aplica-se também a A Little Girl, em que André Caetano faz a releitura de um conto clássico.
Do Capuchinho Vermelho, mais exactamente, como muitos dos que me lêem sabem, pois esta edição de autor não é recente, uma vez que a sua primeira impressão data de 2021 [esta, já a terceira, é de 2025].

09/09/2026

Dylan Dog - Morte em 16 por 9

Familiar, mas...


Como leitor de (muita) banda desenhada, penso que ganhei bastante - e adivinho já alguns a franzirem o sobrolho - por ter incorporado nas minhas leituras regulares as propostas Bonelli. De Julia a Tex, de Dylan Dog a Martin Mystère, (menos) de Nick Raider a Nathan Never ou de Dragonero a Zagor (e a outros, todos eles, a diferentes níveis - e intensidades - como que fazem parte da minha família de leituras e, como ponto de partida ou de passagem, com amarras certas e seguras, possibilitam que parta para pranchas de outras abordagens - que alguns classificarão como mais adultas e/ou exigentes.

08/09/2026

Wild West #5 - Redenção

Continua...



A mítica palavra acima, com ou sem as reticências, ou consagrada com parêntesis no título da mítica revista - (à Suivre) - fez sonhar sucessivas gerações de leitores que, assumindo pontual e ilusoriamente o papel de autores, imaginaram fantásticas continuações para as aventuras dos seus heróis favoritos - ou não… - quebradas abruptamente nas páginas das revistas à espera da semana ou do mês seguintes.

07/09/2026

Colecção Integral Astérix #1: O Combate dos Chefes

Começar mal…
outra vez


A Colecção Integral Astérix está de volta. Pela terceira? quarta? Quinta vez? Para o bem e para o mal.
Para o mal, porque haveria com certeza outras colecções semelhantes que os leitores portugueses generalistas - e é a eles que a colecção se dirige primeiramente - ainda não tiveram oportunidade de fazer.
Para o bem, porque é sinal que a BD - Astérix, muito particularmente - continua a vender.

03/09/2026

Thorgal Saga: Wendigo

Pura nostalgia


Thorgal é sem qualquer dúvida uma das séries de BD da minha vida.
Descobri-o, deslumbrado, no Mundo de Aventuras; (re)li-o aos soluços em edições de vária proveniência: Bertrand, VHS, Futura...; ganhei absoluta consciência da sua importância e qualidade ao ler de seguida uma vintena de álbuns em francês; acompanhei-o, depois, mais intermitentemente do que desejava, até ao fim do ciclo de Van Hamme, um pouco mais até, com um Sente desinspirado - como quase sempre, vinco… - que me levou aos poucos a deixar uma série que combinava de forma perfeita passado e futuro, aventura e ficção científica, um realismo e sobrenatural.

02/09/2026

O Fantasma da Ópera

Recontar de forma bela e misteriosa


Peço emprestada a Sophia de Mello Breyner Andresen uma frase emblemática de O Cavaleiro da Dinamarca: (…) as histórias tantas vezes ouvidas pareciam cada ano mais belas e mais misteriosas (...)
E é isto que a BD tem feito, muitas vezes, nos últimos anos: pegar em histórias ‘tantas vezes ouvidas’, dar-lhes uma roupagem diferente, apropriada à linguagem dos quadradinhos que as recontam, e torná-las ‘mais belas e misteriosas’.

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