Há
obras intemporais, que a cada releitura revelam novos aspectos,
enquanto, em simultâneo, mantêm a actualidade e a frescura de
quando foram criadas. É o caso de O grande
poder do Chninkel, publicada originalmente na revista (À
Suivre), em 1988, o que permitiu libertar-se do espartilho das 48
páginas do formato tradicional franco-belga e ser um romance gráfico
antes do tempo, que a Arte de Autor finalmente edita em português no
preto e branco em que foi concebida por Jean Van Hamme e Grzegorz
Rosinski, os autores de Thorgal.
Com
a publicação, incompleta, iniciada em português há um quarto de
século, o primeiro ciclo das Fábulas
da Terras Perdidas
está agora finalmente disponível na nossa língua. E numa edição
integral da Arte de Autor, com os quatro tomos do primeiro ciclo e um
belo caderno de extras, com uma dimensão que raramente temos visto
por cá.
Estou
certo de que, se questionados sobre a mais famosa história de
vingança que conhecem, a maior parte dos leitores evocaria O
Conde Monte Cristo,
de Alexandre Dumas, e confesso que foi esse romance que me veio à
cabeça quando comecei a leitura de A
vingança do Conde Skarbek,
recém-editado pela Arte de Autor.