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27/07/2026

O grande poder do Chninkel

Uma leitura subversiva de deuses e religiosos


Há obras intemporais, que a cada releitura revelam novos aspectos, enquanto, em simultâneo, mantêm a actualidade e a frescura de quando foram criadas. É o caso de O grande poder do Chninkel, publicada originalmente na revista (À Suivre), em 1988, o que permitiu libertar-se do espartilho das 48 páginas do formato tradicional franco-belga e ser um romance gráfico antes do tempo, que a Arte de Autor finalmente edita em português no preto e branco em que foi concebida por Jean Van Hamme e Grzegorz Rosinski, os autores de Thorgal.

07/07/2026

A raposa malvada

Más acções a longo prazo





Perante a sua incapacidade de roubar do galinheiro galinhas já criadas,a Raposa Malvada, a conselho do Lobo, parte interessada no acontecimento, decide roubar uns ovos e esperar que os pintainhos nasçam, para depois os assustar e finalmente comer.

14/05/2026

Amore

As múltiplas formas de amar



Deve ser penoso escrever centenas e centenas de páginas quando já se sabe o nome do culpado!” A afirmação, dita por um empregado de café ao homem que todas as tardes vem para o estabelecimento escrever romances sentimentais, ecoa após a conclusão da primeira das narrativas que compõem Amore, uma co-edição Arte de Autor/A Seita.

04/05/2026

Elric 1 e 2

Até onde nos leva o desejo de vingança?

Criado na década de 1960 pelo escritor britânico Michael Moorcock , Elric é uma saga de espada e feitiçaria que, apesar do sucesso atingido, nunca teve a devida atenção da TV ou do cinema, possivelmente pelos altos custos envolvidos na criação de um mundo a um tempo rude e majestoso.

02/04/2026

Sangoma - Os condenados da Cidade do Cabo

Movidos por ódios ancestrais


Sangoma, edição recente da Arte de Autor, é uma história de tom policial que decorre na África do Sul pós-Apartheid, embora, na prática, ele só exista no papel porque, no terreno, seja nos bairros de lata dos subúrbios, nas enormes fazendas dos brancos que os negros reclamam ou no próprio parlamento, a segregação continua presente os ódios ancestrais não se atenuaram, as feridas não sararam e qualquer pretexto fá-las reabrir. E, entre os posicionamento extremistas e radicais de um e outro lado, é difícil encontrar uma posição intermédia e equilibrada.

24/03/2026

Old Pa Anderson + Redenção

Sempre





Há algumas semanas (já?!) na pilha de textos a escrever, este díptico com a assinatura de Hermann surge agora pelas piores razões: o falecimento, dia 22 de Março, de um dos maiores desenhadores - e autores completos - que a BD francófona - e não só - conheceu.
Obras datadas de 2015 e 2016, surgem agora num volume único, cumprindo o encontro recorrente com a obra de Hermann que a Arte de Autor tem proporcionado aos leitores portugueses nas primeiras semanas de cada ano.

12/02/2026

Hercule Poirot - A aventura do bolo de Natal

O eterno retorno a Agatha Christie


Recentemente, a propósito da adaptação televisiva de Os sete relógios,disponível na Netflix, escrevi: “A importância de um escritor não se mede apenas pela quantidade de livros vendidos no seu tempo, mas pela capacidade da sua escrita seduzir sucessivas gerações. Agatha Christie, incontestavelmente, é um bom exemplo, que se expressa igualmente pelas inúmeras adaptações feitas pelo cinema, a televisão ou a BD - e a Arte de Autor tem no seu catálogo perto de duas dezenas de versões recentes.”

21/01/2026

O Castelos dos animais 4: O Sangue do Rei

Bando de idiotas mortos para nada


Nestes tempos instáveis em que conceitos como ditadura e democracia se confundem e atropelam e as respectivas formas de actuar se sobrepõem assustadoramente, regressar a O triunfo dos porcos - e há cada vez mais… - pode levar-nos a colocar em perspectiva aquilo que estamos a viver. Mais exactamente, regressar a O castelo dos animais, uma eventual sequela daquela obra de Georges Orwell que Xavier Dorison e Delep desenvolveram ao longo de quatro álbuns, o último dos quais, O Sangue do Rei, já foi disponibilizado pela Arte de Autor.

06/01/2026

Peter Pan de Kensington

Ver para lá do que os olhos mostram


Nos últimos anos, José-Luís Munuera tem-nos proposto em banda desenhada obras provenientes da literatura (Um conto de Natal, Bartleby, o escriturário, A corrida do século), em versões inspiradas e cativantes, que a Arte de Autor tem editado por cá. A mais recente é este Peter Pan de Kensington, que se baseia em O pequeno pássaro branco (1902), de J. M. Barrie.

02/12/2025

Sou um anjo perdido

Um longo passeio pela memória


Sou um anjo perdido, em edição portuguesa da Arte de Autor, é um belo e longo passeio pela memória. Na sua origem e a terminar, pela memória, as memórias, do autor, Jordi Lafebre. A terminar, porque é no posfácio que Lafebre confessa os seus medos de infância e adolescência na sua Barcelona natal, que lhe serviram de ponto de partida para este relato que tem aquela cidade como cenário e personagem de relevo.

26/08/2025

O Vento nas Areias

Lugar ao descanso, às viagens e à descoberta


'Numa viagem, tal como na vida - e não é a vida uma viagem? - temos de nos deixar ir ao acaso, abandonarmo-nos, para que surjam os encontros com pessoas, com lugares, com momentos, e para que o mundo se entreabra'
In O Vento nas Areias


Sendo, sem dúvida, uma leitura para os mais novos, que serão seduzidos pelo humor, as personagens divertidas e as constantes surpresas, O Vento nas Areias, mesmo cumprindo esse propósito plenamente, será sempre muito mais do que isso.

13/08/2025

Dom Quixote de la Mancha

Uma visão sublime do Quixote de Cervantes


Diz-se que a cada nova leitura, um livro proporciona novas pistas, novas descobertas, novas interpretações até. É isso que encontramos em Dom Quixote de la Mancha, reinterpretado pelos irmãos gémeos Paul e Gaëtan Brizzi que, à nossa nova leitura, acrescentam a sua visão desenhada.
E - permitam-me escrever - que visão!

15/07/2025

1629


Não deixem ninguém com vida

A 28 de Outubro de 1628, o Jakarta deixa Amsterdão. A bordo, entre tripulantes e os passageiros que buscavam novas vidas no Novo Mundo, seguiam 322 almas (para quem acredita nelas) não penadas (ainda...) mas que iriam penar duríssimas penas, mais do que é humanamente possível imaginar.

10/06/2025

Os Filhos de Baba Yaga

Cadáveres que teimam em sobreviver

"Nunca mais consegui dormir. Atormentado, não por pesadelos, mas por memórias bem reais que se recusam a desaparecer..."

In Os Filhos de Baba Yaga


Segunda Guerra Mundial, nas estepes geladas da Rússia, um grupo de crianças órfãs, sozinhas, abandonadas, tentam sobreviver, numa terra de ninguém, sucessivamente conquistada - ou perdida - por soviéticos e nazis, a quem as crianças odeiam, embora nem a todos do mesmo modo.
É esta a base de Os Filhos de Baba Yaga, uma edição conjunta da Arte de Autor e de A Seita, com a mais recente - e muito aguardada - proposta de Luís Louro que, a completar 40 anos de carreira tem aqui o seu trabalho mais ambicioso, mantendo o desafio crescente - a si e aos leitores - que tem feito nos últimos álbuns.

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