
Devir (Portugal, Junho de 2010)
168 x 258 mm, 128 p., pb, cartonada com badanas
Resumo
Dwight McCarthy e Miho mergulham no lado mais sórdido de Sin City para descobrir quem esteve por trás do assassínio da noite anterior, que vitimou uma figura política proeminente. Mas não só…
E uma vez descoberto o mandante, uma violenta vingança tem lugar…
Desenvolvimento
Sin City é a Cidade do Pecado. Uma cidade de contrastes – a começar pelo sublime preto e branco com que Miller a traça,

Sin City é uma cidade de contrastes, escrevia eu, onde convivem ricos e pobres, moralistas e prostitutas, políticos e cidadãos honestos, polícias e gente que respeita a lei, assassinos e quem os manda matar, oprimidos e opressores, amor e vingança, ternura e violência, sangue e carne rasgada, realismo e ficção, o crível e o incrível,

Sin City é – todos o sabem com certeza – um policial negro – mesmo muito negro… - com histórias breves, não originais mas narradas de forma originalíssima, estereótipos sim, mas fortes e bem construídos, onde não sendo sempre tudo aquilo que parece, no final, apesar de tudo, um certo sentido de justiça impera.
Histórias breves e fugazes que deixam impressão dura e duradoura, pela forma como são prolongadas ao longo de dezenas de páginas que decompõem em muitos momentos a acção que impera e galopa desenfreada, juntamente com a adrenalina que corre a rodos – nos protagonistas e em nós, leitores…
Por isso, finalmente, Sin City é o local onde todos um dia quisemos morar – mesmo não concordando com os princípios que a regem, mesmo temendo, abjurando a violência que a protagoniza –

Por isso – ainda – Sin City é uma banda desenhada de eleição, para ler e reler, para reter, demorar o olhar, mas com moderação.
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