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10/06/2021

Clifton #22+Bouffon

Zidrou, Zidrou...

Se um acontecimento inesperado obrigasse a cingir as minhas leituras futuras a um único argumentista, actualmente Zidrou tinha muitas hipóteses de ser o escolhido. As razões: a variedade e heterogeneidade das suas abordagens, num leque temático vasto e diversificado, sempre com um nível de excelência considerável, especialmente quando se trata de obras originais.
Deixo dois (dos muitos) exemplos (possíveis) já a seguir, escolhidos por serem leituras recentes.

14/09/2017

Clifton #23: Just Married!

Os heróis também casam




Em tempos, na vida dos heróis, só havia certeza de duas coisas: nunca morrem e nunca casam.
Há muito que esta situação mudou e, depois da vaga casamenteira dos anos 70/80 e das mortes sucessivas que as histórias de super-heróis tornaram banais, agora chegou a vez do fleumático coronel Clifton ter que dar o nó.

18/06/2013

Léonard #44: Tour de Génie











De Groot (argumento)
Turk (desenho)
Le Lombard
França, 14 de Junho de 2013
222 x 295 mm, 48 p., cor, cartonado
10,60 €


Introdução
“Léonard”, que se estreou em Outubro de 1975, no número inaugural do “Achille Talon Magazine”, é uma série humorística ambientada na Idade Média.
Como (vago) ponto de partida tem o célebre Leonardo da Vinci e o seu génio inventivo, para originar gags atrás de gags que têm como mote os inventos anacrónicos do génio de serviço que empresta o seu nome a esta criação franco-belga.
Ao seu lado, numa galeria extremamente limitada, está o seu discípulo, simultaneamente ajudante (para o serviço pesado ou arriscado) e cobaia. Como personagens acessórios, surgem um gato e um rato, entretidos um com o outro em zonas menos nobres das vinhetas e, pontualmente, com intervenção directa na narrativa.
Em Portugal a Meribérica/Líber editou três álbuns da série - "Afinal o que é isso" (tomo 5), “Génio a tempo inteiro” (tomo 5) e “Génio Civilizado” (tomo 9) - no início da década de 1980.

Resumo
“Tour de Génie” é o 44.º álbum com o relato dos desastres provocados por Léonard e pelas suas invenções e é também o “álbum oficial” da 100.ª Volta à França em bicicleta, que terá lugar entre 29 de Junho e 21 de Julho próximos, pois nele é narrado como o génio de serviço inventou aquela famosa prova ciclística.

Desenvolvimento
Léonard, como muitas outras séries humorísticas, explana todo o seu potencial na BD curta – geralmente apenas 1 ou 2 pranchas. De estrutura muito simples, começa geralmente com o difícil acordar do discípulo (preguiçoso) pelo génio (impaciente), prossegue com os acidentes que aquele sofre durante a concretização da invenção e culmina com o desfecho que explora a descoberta do invento pelo leitor, a forma como ele funciona (ou muitas vezes não) ou a forma como ele é aplicado.
Essa regularidade narrativa, permite criar laços com o leitor e tem (deveria ter) como local ideal de publicação a revista onde a periodicidade (semanal?) mais facilmente permite apreciar o humor das situações, sem a sensação de repetição que a leitura intensiva destes gags em álbum (pode) provoca(r).
“Tour de Génie”, foge um pouco ao esquema, pois abre com uma narrativa longa de 32 páginas que descreve a invenção da Volta à França em bicicleta. Apesar disso, narrativamente, não foge muito ao habitual, assumindo características de um conjunto de gags unidos pela mesma temática.
Com o humor habitual, centrado num tema específico – que aos franceses diz bastante o que garantirá certamente boas vendas, empurradas também pela publicidade que será feita ao longo das etapas da prova deste ano – o álbum explora a relação génio/discípulo, mostrando em simultâneo como a invulgar capacidade inventiva de Léonard não se limitou a criar a prova rainha do ciclismo mundial, mas a dotou desde logo de todas as características que lhe são reconhecidas: as enormes montanhas, os velozes sprints, a caravana da volta, a camisola amarela, os beijos ao vencedor e, claro, o doping e o respectivo controlo, que terão importância fundamental no desfecho da prova, digo, da história!

A reter
- A associação de uma banda desenhada, como “álbum oficial”, a uma prova com o impacto do Tour de France…
- … o que não impede que a leitura do álbum seja igualmente divertida para apreciadores de ciclismo e para os outros.

Menos conseguido

- A repetição de situações, que aconselha a que a leitura em álbum seja feita em doses moderadas, ao longo de vários períodos, para melhor desfrutar dela.


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