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19/01/2023

Cosmic Detective

União de talentos


Uma das muitas 'pontas soltas' de 2022 - leia-se 'leituras por fazer' - este Cosmic Detective atraiu-me pela junção de dois nomes: Jeff Lemire, argumentista (ou mais) de muitas das boas leituras que os comics americanos me proporcionaram em anos recentes, e David Rubin, cuja carreira sigo há anos - embora não tão de perto quanto devia, reconheço.
O resultado é um registo policial em tom de ficção-científica - que tem aqui e ali restos (ou rastos?) do Incal - com tanto de futurista quanto de anacrónico, num registo maioritariamente sombrio, em cenários subterrâneos e labirínticos.

16/12/2022

Yo maté a Adolf Hitler

Atrozmente simple
s, mas...


Vamos imaginar que neste tempo - em qualquer tempo - ser assassino contratado é uma profissão como outra qualquer. E imaginemos que nesta/nessa época, alguém é contratado para recuar 50 (ou mais) anos no tempo e matar Adolf Hitler, antes da ascensão do nazismo mergulhar a Europa e o mundo numa guerra atroz que provocou milhões de mortos.
Esta é a base de Yo maté a Adolf Hitler.
Mas…

04/04/2020

Leituras digitais: Astérix, Astiberri, Bamboo, Culturama, Delcourt, Marvel, Soleil, Turma da Mônica



Insisto no temas das leituras digitais gratuitas, pois as ofertas, felizmente, vão-se multiplicando.
Por isso, também, existe agora um separador com esta temática por baixo do título do blog, que permite aceder a todas as sugestões já feitas. Algumas são mais perenes no tempo, outras duram apenas poucas horas ou dias. Estejam atentos, façam as vossas escolhas, leiam, releiam, descubram, arrisquem...
Boas leituras… caseiras!

29/03/2020

Leituras digitais: Astiberri, Autores brasileiros, Diabolik, Le Lombard, Marsupial Editora



Regresso ao temas das leituras digitais gratuitas que cada vez mais editoras - e também alguns autores - estão a disponibilizar, com mais uma série de indicações de vários géneros, para (quase?) todos os gostos.
E repito o que já escrevi antes: aproveitem-nas - se quiserem - até como oportunidade de descoberta, daquele álbum/série/autor há muito adiado - ou de reencontro com leituras há muito experimentadas.

09/02/2016

Metralla







Kobi, taxista em Telavive, vê surgir na sua vida Numi, com a notícia de que o seu pai, com quem não contacta há meses poderá ter falecido num atentado. A tentativa de confirmação da sua morte, vai aproximar os dois jovens e abrir-lhes novas perspectivas de vida.

09/04/2012

El Invierno del Dibujante













Paco Roca
Astiberri (Espanha, Novembro de 2010)
175 x 250 mm, 128 p., cartonado
16,00 €


Resumo
Na Primavera de 1957, cinco desenhadores de primeiro plano – Carlos Conti, Guillermo Cifré, Joseph Escobar, Eugenio Giner e José Peñarroya – decidem deixar a Editorial Bruguera para criarem a sua própria casa editorial a a sua própria revista - Tio Vivo - e serem, assim, os únicos donos do seu trabalho e dos seus originais.
Esta é a história desse (ilusório) acto (revolucionário) em plena Espanha franquista.

Desenvolvimento
Este livro é um documentário – mais fiel e preciso do que, possivelmente, se pode imaginar – sobre um momento marcante da história da “historieta” espanhola, bem enquadrado no tempo em que decorreu, em que a televisão começava a mostrar-se, a corrida espacial entre russos e americanos se agudizava e o regime franquista impunha medidas cada vez mais duras.

Mas façamos um ponto da situação. A Editorial Bruguera, criada em 1910 como El Gato Negro, era, nos anos 1950, a mais importante editora espanhola de BD, com revistas como Pulgarcito, com uma (estonteante) tiragem que ultrapassava o milhão de exemplares semanais, e personagens hiper-populares como El Repórter Tribulete, Zipi y Zape, Doña Urraca, Las Hermanas Gilda ou Mortadelo y Filemón.
Fundada por Juan Bruguera, entretanto substituído pelos filhos Pantaleón e Francisco, assentava num trabalho minucioso e num controle ao pormenor, numa estrutura na qual os desenhadores eram simples operários, cujo único direito era o do pagamento das páginas (se) regularmente entregues. A editora reservava para si a posse dos originais, o direito de lhes impor todas as correcções – no argumento e no desenho - que julgasse necessárias, o direito de os reimprimir gratuitamente sempre que lhe aprouvesse.
Foi contra este estado de coisas, agravado pela pressão das entregas, a necessidade de redobrarem a produção para garantirem a sua subsistência, o desprezo manifestado por familiares e amigos por quererem passar a vida a fazer “desenhitos”, que os autores acima referidos tentaram rebelar-se, criando uma das primeiras editoras geridas pelos próprios artistas, experiência de (algum) sucesso mas de pouca duração, como esta (bela) história de Paco Roca (muito bem) mostra.
É verdade que o autor espanhol, dono de uma belíssima linha clara, não se mostra neste livro tão virtuoso como em obras anteriores, e que a planificação é algo monótona, o que talvez fosse difícil de evitar pois quase toda a trama assenta nas conversas entre os protagonistas. O que, se provoca algumas quebras no ritmo de leitura, acentua o tom assumido de documentário – de época, atrevo-me a escrever – que, se numa fase inicial pode parecer estranho ao leitor, rapidamente se torna natural e até estimulante.
Feita de avanços e recuos – que vão acompanhando motivos e razões para as diversas atitudes assumidas ao longo do cerca de ano e meio que a história dura - a narrativa assenta também em páginas cuja cor de fundo – sempre suave – se vai alterando de acordo com o estado de espírito – da euforia à depressão – dos cinco protagonistas que, não por acaso, coincidem também com estações do ano. De alguma forma, pode dizer-se que a trama parte de um “sonho de uma noite de primavera” (em tons de rosa bebé), passa pelo calor (emocional) de um verão sufocante (em ocre) e tem o seu epílogo (traído…) no azul-acinzentado que marca as páginas invernais onde tem lugar o (inevitável) desfecho.

Terminada a leitura, fechado o livro, ao documentário (lido), sobrepõe-se, como o autor explica no posfácio, o acto de justiça e de reconhecimento para com os autores que, na infância, o divertiram, fizeram sonhar e “amar os cómics”, e a declaração de amor à arte (desenhada) que Paco Roca escolheu como sua.

A reter
- A bela homenagem feita aos quadradinhos espanhóis (não seria magnífica obra similar sobre os bastidores do Mosquito, Papagaio ou Diabrete?).
- O tom de documentário de época assumido e conseguido.
- O belo trabalho cromático de Paco Roca, que tem por base a substituição do branco habitual (dos fundos de páginas, balões e outros pormenores) pelas três cores (rosa, ocre, azul-acinzentado) que marcam as diferentes épocas da história.

Curiosidades
- El Invierno del Dibujante foi contemplado, entre vários outros, com os prémios para Melhor Álbum e Melhor Argumento no Salon Internacional del Comic de Barcelona, em 2011.


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