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31/01/2023
As guerras de Albert Einstein 1 e 2
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As Guerras de Albert Einstein,
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16/10/2022
Lançamento: As Guerras de Albert Einstein #2
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25/09/2022
Lançamentos: As Guerras de Albert Einstein #1 + Bruno Brazil #3 + City Hall #3 + Tango #6 (de #6)
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01/05/2012
Paroles de…
Volto hoje à temática
“prisional”, por culpa da leitura de “20 Ans fermé” que evocou na minha memória
a lembrança da “tetralogia” “Paroles de…”, nascida no seio da Association BD
Boum, responsável também pelo Festival de Blois, e concretizada pela
colaboração entre ela, o centro prisional local, a editora Delcourt, o
argumentista Corbeyran e algumas dezenas de desenhadores, entre nomes a
despontar e gente de créditos reconhecidos (ou hoje reconhecidos…) que se
dispuseram a passar para o papel o relato dos testemunhos recolhidos naquela
penitenciária.
Partilho-as agora com os
leitores deste blog, através de alguns excertos do que escrevi sobre alguns destes
livros no Jornal de Notícias, aquando da respectiva publicação.
Paroles de Taulards
Colecção Encrages
Corbeyran (argumento)
Davodeau, Lejonc, Lemaire, Mathieu,
Matthys, Berlion, Christopher, Crespin, Bézian, Peyraud, Guérineau, Alfred,
Baudoin (desenho)
Delcourt (França, Julho de 1999)
165 x 230 mm, 112 p., pb, brochado
11,50 €
“O Festival de BD de Blois
(…) tem tido uma importante componente social no meio em que se insere,
contando-se entre as diversas realizações, atelieres na prisão local de há 10
anos a esta parte.
Atelieres que têm servido
“para encontramos homens que pensam, reflectem, questionam-se, discutem,
revoltam-se, odeiam, amam, seres completos. A prisão contém mil segredos
apaixonantes. É um universo desconhecido onde os homens são fechados para se
tornarem diferentes”, como contam dois dos animadores do projecto que este ano
deu origem a um livro, “Paroles de Taulards” (…)
Com uma ou outra excepção,
eles, os condenados, não contam a sua história nem falam da forma como foram
parar à cadeia. Não contam também histórias da cadeia, dos horrores que lá se
passam, se sofrem e que por vezes chegam aos nossos ouvidos.
“Paroles de Taulards” é mais
uma recolha dos seus anseios, dos seus sonhos, da forma como imaginam e desejam
viver o espaço para lá das grades, espaço tão banal para nós, mas de liberdade
(algures perdida) para eles.”
(Texto publicado
originalmente no Jornal de Notícias de 7 de Dezembro de 1999)
Paroles de
Taule
Colecção
Encrages
Corbeyran
(argumento)
Aris, Balez, Bézian, Bouillez, Cabanes, Carrère, J.-L.
Coudray, Ph. Coudray, Davodeau, Édith, Garrigue, Guérineau, Janvier, Kang,
Lejonc, Lemaire, Margerin, Pic, Portet, Sattouf, Toshy (desenho)
Delcourt (França, Novembro de 2001)
165 x 230 mm, 124 p., pb, brochado
9,95 €
“(…) Depois de "Paroles
de Taulards", editado há dois anos e distinguido em Angoulême por ser a
obra que melhor valorizava os valores sociais, surge agora "Paroles de
Taule" (…) que mais uma vez, é fruto de conversas entre detidos do
estabelecimento prisional de Blois e o argumentista Corbeyran, que transformou
as suas experiências da vida prisional em histórias que obrigam à reflexão,
desenhadas com a emoção à flor do traço por nomes como Margerin, Cabanes,
Bézian, Coudray ou Davodeau. Para além das ansiedades, medos, sonhos, a
solidão, o silêncio, a forma de ocupar o tempo ou as regras que têm de seguir,
este livro apresenta um outro ponto de vista quase sempre esquecido: o dos
guardas que diariamente convivem com os detidos”.
(Texto publicado
originalmente no Jornal de Notícias de 4 de Dezembro de 2001)
Paroles de Parloirs
Colecção Encrages
Corbeyran (argumento)
Andreas, Balez, Bodin, Cornette, Davodeau, Duprat, Edith, Espé, Fournier, Guérineau, Joub, Julliard, Hyuna, Larcenet, Lejonc, Lemaire, Mezières, Moreno, Murat, Notamy, Sternis, Troub's (desenho)
Delcourt (França, Novembro de 2003)
165 x 230 mm, 144 p., pb, brochado
12,90 €
Paroles de Sourds
Corbeyran
(argumento)
Aris, Berlion, Bouillez, Christin, Cornette, Coudray,
Davodeau, De Thuin, Édith, Guérineau, Hyuna, Karo, Larcenet, Lejonc, MoCDM,
Moreno, Murat, Riff, Tronchet, Verlaine et Verron (desenho)
Delcourt (França, Novembro de 2005)
165 x 230 mm, 128 p., pb, brochado com
badanas
10,95 €
“(…) A banda desenhada,
enquanto meio de comunicação por excelência, tem servido muitas causas (e
tantas causas têm-se servido dela - e tantas vezes mal) (…)
(…) após "Paroles
de Parloirs" e "Paroles de Taule", dedicadas às dificuldades
inerentes à vida nas prisões (do ponto de vista humano, sem julgamentos de
valores, nem desejos de desculpabilização), agora é dada a palavra aos surdos
em "Paroles de Sourds".
Trata-se de uma vintena
de histórias, mais uma vez com argumento de Corbeyran a partir de testemunhos
reais, desenhadas por autores como Pierre Christin (!), Davodeau, Larcenet ou
Tronchet.
São relatos que abrem
uma pequena fresta sobre uma realidade dura e (praticamente) incontornável,
(bem) diferente daquela em que a maioria de nós vive, e sobre as dificuldades
que os surdos (e os seus familiares, e os seus intérpretes) sentem neste mundo
"auditivo" em que nós vivemos.
Relatos que oscilam
entre o divertido, o curioso, o descritivo, o emocional e mesmo o pungente, e
que mostram como sendo todos nós seres humanos (iguais…), podem pesar tanto
certas diferenças.”
(Texto publicado
originalmente no Jornal de Notícias de 27 de Novembro de 2005)
16/03/2011
XIII Mystery
Os Incontornáveis da Banda Desenhada #3
O Mangusto
Xavier Dorison (argumento) e Ralph Meyer (desenho)
Irina
Corbeyran (argumento) e Berthet (desenho)
Público + ASA (Portugal, 16 de Março de 2011)
295 x 220 mm, 108 p., cor, brochado com badanas, 7,40 €
Resumo
Derivada da série XIII, Mystery aborda o passado de alguns dos seus protagonistas secundários. No caso presente, a origem e juventude de dois assassinos: o Mangusto e Irina.
Desenvolvimento
Uma das séries de maior sucesso em França nas últimas três décadas (o seu primeiro álbum data de 1984) e (apesar disso) uma série algo maltratada em Portugal (onde foram editados 9 tomos), XIII, muito resumidamente, narra a história de um amnésico envolvido numa conspiração para assassinar o presidente dos Estados Unidos e a busca que enceta para descobrir a sua verdadeira identidade.
Thriller de espionagem e acção, baseado numa complexa conspiração, magistralmente orquestrado por Jean Van Hamme, um dos maiores argumentistas do género aventura dos quadradinhos franco-belgas, comporta vários ciclos – nos quais o protagonista, XIII (assim designado pela tatuagem que possui no ombro), vai descobrindo e descartando diversas identidades possíveis.
Concluída em 2007, ao fim de 20 tomos – pelo menos para Van Hamme, porque Vance já manifestou o desejo de encetar um novo ciclo - o sucesso da série levou a editora a avançar com XIII Mistery, uma derivação que explora, em one-shots de 54 páginas, o passado de algumas das personagens que ao longo das aventuras se foram cruzando com o protagonista.
A génese desta sequela é narrada por Van Hamme, a abrir o álbum, que revela que diversas duplas (diferentes) de autores foram convidadas, sendo que as obras constantes do presente volume foram as primeiras a serem concluídas (e publicadas, originalmente em 2008 e 2009).
Curiosamente, ambas optaram por dar vida ao passado de dois assassinos e ambas situaram o seu nascimento do outro lado da Cortina de Ferro. Outros pontos comuns às duas narrativas são os equívocos, as traições e algumas surpresas, o que, a par de um retrato realista e credível de épocas não muito distantes no tempo – embora talvez já algo esquecidas… -, faz com que estas duas histórias revelem atractivos suficientes para prender o leitor, beneficiando ainda de uma boa dinâmica e de uma leitura fácil e fluida.
Sem justificar acções ou atenuar responsabilidades, em ambas as histórias há uma humanização, desde logo pelas infâncias e adolescências complicadas que tiveram, de personagens pouco simpáticas – embora carismáticas – e o cruzamento de sentimentos contraditórios mas complementares - sobrevivência, ilusão, desencanto, reconhecimento, gratidão, vingança – para explicar as suas escolhas futuras.
Pessoalmente, se acho mais consistente a história desenvolvida por Dorison – onde existem algumas sequências muito bem conseguidas, a começar pela inicial, no barco – em termos gráficos confesso a minha preferência pela belíssima linha clara de Berthet e pelo seu traço inconfundível.
Sendo episódios soltos, podem ser lidos – e compreendidos - por quem desconhece a série principal e a participação nela do Mangusto e de Irina, mas a sua completa fruição implica esse conhecimento…
Curiosidades
- No primeiro tomo, o Mangusto cruza-se com Joe telenko, o protagonista de “Balada Assassina” (Devir), igualmente desenhada por Meyer.
- Em “Irina”, são retomadas duas cenas do décimo-terceiro álbum de XIII, “L’Enquête” (Dargaud).
- Em França, já foi publicado o terceiro tomo desta série, dedicada à Major Jones, com autoria de Yann (argumento) e de Hénninot (desenho). Na calha, com periodicidade anual, estão álbuns dedicados ao coronel Amos, Sheridan, Billy Stockton e Steve Rowland.
Nota
- Escrito antes da publicação deste álbum, hoje, com o jornal Público, este post ainda vem ilustrado com pranchas extraídas da versão original francesa.
O Mangusto
Xavier Dorison (argumento) e Ralph Meyer (desenho)
Irina
Corbeyran (argumento) e Berthet (desenho)
Público + ASA (Portugal, 16 de Março de 2011)
295 x 220 mm, 108 p., cor, brochado com badanas, 7,40 €
Resumo
Derivada da série XIII, Mystery aborda o passado de alguns dos seus protagonistas secundários. No caso presente, a origem e juventude de dois assassinos: o Mangusto e Irina.
Desenvolvimento
Uma das séries de maior sucesso em França nas últimas três décadas (o seu primeiro álbum data de 1984) e (apesar disso) uma série algo maltratada em Portugal (onde foram editados 9 tomos), XIII, muito resumidamente, narra a história de um amnésico envolvido numa conspiração para assassinar o presidente dos Estados Unidos e a busca que enceta para descobrir a sua verdadeira identidade.
Thriller de espionagem e acção, baseado numa complexa conspiração, magistralmente orquestrado por Jean Van Hamme, um dos maiores argumentistas do género aventura dos quadradinhos franco-belgas, comporta vários ciclos – nos quais o protagonista, XIII (assim designado pela tatuagem que possui no ombro), vai descobrindo e descartando diversas identidades possíveis.
Concluída em 2007, ao fim de 20 tomos – pelo menos para Van Hamme, porque Vance já manifestou o desejo de encetar um novo ciclo - o sucesso da série levou a editora a avançar com XIII Mistery, uma derivação que explora, em one-shots de 54 páginas, o passado de algumas das personagens que ao longo das aventuras se foram cruzando com o protagonista.
A génese desta sequela é narrada por Van Hamme, a abrir o álbum, que revela que diversas duplas (diferentes) de autores foram convidadas, sendo que as obras constantes do presente volume foram as primeiras a serem concluídas (e publicadas, originalmente em 2008 e 2009).
Curiosamente, ambas optaram por dar vida ao passado de dois assassinos e ambas situaram o seu nascimento do outro lado da Cortina de Ferro. Outros pontos comuns às duas narrativas são os equívocos, as traições e algumas surpresas, o que, a par de um retrato realista e credível de épocas não muito distantes no tempo – embora talvez já algo esquecidas… -, faz com que estas duas histórias revelem atractivos suficientes para prender o leitor, beneficiando ainda de uma boa dinâmica e de uma leitura fácil e fluida.
Sem justificar acções ou atenuar responsabilidades, em ambas as histórias há uma humanização, desde logo pelas infâncias e adolescências complicadas que tiveram, de personagens pouco simpáticas – embora carismáticas – e o cruzamento de sentimentos contraditórios mas complementares - sobrevivência, ilusão, desencanto, reconhecimento, gratidão, vingança – para explicar as suas escolhas futuras.
Pessoalmente, se acho mais consistente a história desenvolvida por Dorison – onde existem algumas sequências muito bem conseguidas, a começar pela inicial, no barco – em termos gráficos confesso a minha preferência pela belíssima linha clara de Berthet e pelo seu traço inconfundível.
Sendo episódios soltos, podem ser lidos – e compreendidos - por quem desconhece a série principal e a participação nela do Mangusto e de Irina, mas a sua completa fruição implica esse conhecimento…
Curiosidades
- No primeiro tomo, o Mangusto cruza-se com Joe telenko, o protagonista de “Balada Assassina” (Devir), igualmente desenhada por Meyer.
- Em “Irina”, são retomadas duas cenas do décimo-terceiro álbum de XIII, “L’Enquête” (Dargaud).
- Em França, já foi publicado o terceiro tomo desta série, dedicada à Major Jones, com autoria de Yann (argumento) e de Hénninot (desenho). Na calha, com periodicidade anual, estão álbuns dedicados ao coronel Amos, Sheridan, Billy Stockton e Steve Rowland.
Nota
- Escrito antes da publicação deste álbum, hoje, com o jornal Público, este post ainda vem ilustrado com pranchas extraídas da versão original francesa.
Leituras relacionadas
ASA,
Berthet,
Corbeyran,
Dorison,
Meyer,
Os incontornáveis da Banda Desenhada,
Público,
XIII
28/12/2010
Les véritables Légends Urbaines T.1
Corbeyran e Guérin (argumento)
Damour, Formosa, Guérineau e Henriet (desenho)
Dargaud (França, 2007)
240 x 320 mm, 52 p., cor, cartonado
O homem desde sempre teve medo. Medo do que o rodeia. Medo do desconhecido. Medo do que o ultrapassava. Medo dos poderosos. Medo da religião - dos religiosos...
Desses (muitos) medos nasceram histórias e lendas que se perpetuaram de geração em geração e passaram a fazer parte do imaginário de cada região, de cada país. Assim nasceram (?) os vampiros, os lobisomens, as bruxas e tantas outras fontes de medo.
Esses medos, evoluem com o tempo, com o próprio homem, assumindo novas formas adaptadas às novas realidades.
"Les véritables Légends Urbaines" (Dargaud), escrito por Corbeyran e Guérin, explora histórias do nosso imaginário, num registo de terror, algumas das quais, provavelmente, já ouvimos contar como tendo acontecido "a alguém conhecido de fulano" ou algo assim. Histórias, com base verídica ou não, nascidas em rumores ou na (fértil) imaginação humana (a quem o medo dá asas…), que estas BDs exploram pelo seu lado mais negro, seja o gang que circula de luzes apagadas e abalroa todos os que lhes fazem sinais de luzes, sejam várias versões de assassinos dentro de casa, ilustradas por Guérineau (que com uma planificação diversificada, com múltiplas vinhetas, consegue imprimir um ritmo e um clima de tensão em crescendo à narrativa), Damour, Henriet e Formosa (cujo traço violentamente caricatural acentua o lado negro da história).
(Texto publicado originalmente no Jornal de Notícias de 11 de Março de 2007)
Damour, Formosa, Guérineau e Henriet (desenho)
Dargaud (França, 2007)
240 x 320 mm, 52 p., cor, cartonado
O homem desde sempre teve medo. Medo do que o rodeia. Medo do desconhecido. Medo do que o ultrapassava. Medo dos poderosos. Medo da religião - dos religiosos...
Desses (muitos) medos nasceram histórias e lendas que se perpetuaram de geração em geração e passaram a fazer parte do imaginário de cada região, de cada país. Assim nasceram (?) os vampiros, os lobisomens, as bruxas e tantas outras fontes de medo.
Esses medos, evoluem com o tempo, com o próprio homem, assumindo novas formas adaptadas às novas realidades.
"Les véritables Légends Urbaines" (Dargaud), escrito por Corbeyran e Guérin, explora histórias do nosso imaginário, num registo de terror, algumas das quais, provavelmente, já ouvimos contar como tendo acontecido "a alguém conhecido de fulano" ou algo assim. Histórias, com base verídica ou não, nascidas em rumores ou na (fértil) imaginação humana (a quem o medo dá asas…), que estas BDs exploram pelo seu lado mais negro, seja o gang que circula de luzes apagadas e abalroa todos os que lhes fazem sinais de luzes, sejam várias versões de assassinos dentro de casa, ilustradas por Guérineau (que com uma planificação diversificada, com múltiplas vinhetas, consegue imprimir um ritmo e um clima de tensão em crescendo à narrativa), Damour, Henriet e Formosa (cujo traço violentamente caricatural acentua o lado negro da história).
(Texto publicado originalmente no Jornal de Notícias de 11 de Março de 2007)
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