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06/01/2023

Júlia #3

Zona de conforto


Há obras assim, a que regressamos regularmente - ou que seguimos religiosamente (de forma consciente, sem fanatismos) - sabendo o que nos espera. Raramente desiludem, por vezes surpreendem. Criamos laços com (o)s protagonista(s), conhecemos a sua vida, amigos, família, trabalho, gostos, anseios e inseguranças.
Para mim, Júlia - Julia, J. Kendall... - é um desses casos.

29/08/2022

J. Kendall #151

Sem (a) protagonista



Nas histórias de Julia Kendall, é normal que ela partilhe o protagonismo com os criminosos que acabará por investigar. Menos normal, penso eu - confesso que não fui verificar - é que lhes entregue completamente a boca de cena, deixando-se ficar no fundo, quase na sombra.
Escrito de outra forma, nas duas histórias deste volume, Julia apenas aparece em 40 das 126 pranchas de A gangue e em 35 do segundo relato, O quarto de pânico.

18/02/2021

J. Kendall #142

Ciao, amore...


De novo à volta com os (sub-)títulos, a escolha hoje recaiu num que tem uma tripla leitura: para mim, para Julia e para Myrna, no meu regresso - graças a mão (muito) amiga - à criminóloga de Garden City, em mais uma edição (dupla) em que o foco de Berardi está mais nas relações - voluntárias ou não - da sua protagonista do que propriamente nos enredos policiais que apresenta.

08/11/2019

J. Kendall #139

À espera de Myrna


É indiscutível que Julia Kendall, enquanto personagem de BD, vai bem além da bidimensionalidade do papel, assumindo-se a várias dimensões: mulher, criminóloga, professora, neta, irmã, amante…
Por isso se entende que os sucessivos casos que investiga apresentem sempre criminosos ‘novos’ sem qualquer tipo de recorrência. Ou quase.
É por tudo isto, no entanto, que se tornam especiais os poucos confrontos que em 20 anos de existência teve com a sua ‘besta negra’, o que faz com que os leitores estejam sempre à espera de Myrna.

18/05/2017

J. Kendall #126

Cinzentos


Uma das características evidentes na escrita de Berardi para Julia, são os retratos credíveis que traça de cada interveniente e, através deles, a forma como reconstrói perante os olhos dos leitores a sociedade.
Com ele, os protagonistas - como o mundo - estão longe de ser a preto e branco. Mais, a verdade são os tons intermédios de cinzento que imperam, pois todos têm defeitos, segredos, medos, qualidades…

14/07/2015

J. Kendall #113













Este número (duplo) das aventuras de J. Kendall, mostra uma criminóloga algo diferente daquela que já conhecemos, uma faceta (estrnha?) que tem vindo à tona uma e outra vez em relatos mais recentes.

13/02/2015

J. Kendall #110












Julia Kendall capturada por um predador sexual e no papel de detective particular são as iguarias oferecidas no menu desta edição, actualmente à venda em Portugal.
São duas variações na continuidade de uma série que merece leitura atenta.

26/01/2014

J. Kendall #102 – O voo do terror

Aventuras de uma criminóloga
 
 
 
 
 
 
 
Pode o acessório parecer (ilusoriamente) principal e o que parece secundário corresponder à verdadeira essência de uma narrativa?
Berardi e Mantero respondem afirmativamente – e demonstram-no! – em O voo do terror, neste momento em bancas portuguesas, mais um relato que justifica porque razão esta é uma revista que se deve seguir mensalmente.
Confusos? Vou tentar explicar já a seguir.

22/04/2010

J. Kendall Almanaque Mistério 2009

Giancarlo Berardi (argumento e guião) 
Maurizio Mantero (guião) 
Steve Boraley (arte) 
Mythos Editora (Brasil, Novembro de 2009)
135 x 178 mm, 132 p., pb, brochado, anual 

 Resumo Publicação anual, estes Almanaques Mistério narram as aventuras da jovem Júlia Kendall, quando ainda era aluna da universidade, embora já trabalhasse como assistente de um dos seus professores, Cross, que então era consultor da Procuradoria de Garden City. Neste (mini-)álbum, originalmente publicado em Itália, no Almanacco del Giallo 2009 e de momento disponível nas bancas nacionais, investiga o caso de um corpo encontrado dentro de um poço, que a polícia consegue identificar através de uma curiosa tatuagem num braço. No desenvolvimento da investigação, Júlia terá ao seu lado Eldred Herron, amigo da vítima, jovem escritor de sucesso de um único romance, com quem vai estabelecer uma relação de grande proximidade. 

Desenvolvimento O primeiro mérito de Berardi é a forma como traça o retrato da jovem Júlia, com o distanciamento necessário da versão adulta, com as contradições e hesitações próprias da idade mas já com todas as suas características futuras: a queda para se apaixonar pelo(s) homem(ns) errado(s); a insegurança, embora condimentada com mais ilusões e alguma impetuosidade, próprias da sua juventude; a inteligência e capacidade dedutiva que lhe garantirão o sucesso profissional futuro, embora atenuadas pela sua inexperiência. O criador de Júlia, mais uma vez, desenvolve uma bela história, na qual a investigação criminal e a exploração dos sentimentos dos protagonistas andam a par. No que diz respeito à primeira, diverte-se a avançar com diferentes pistas para a resolução do assassínio – um eventual serial killer, apostas clandestinas, ligação a uma organização nazi, crime passional… - sendo que a solução não estará em nenhuma delas, o que acaba por dar mais interesse e uma grande credibilidade ao argumento, pois deve ser isso que muitas vezes acontece na vida real. Mas, mais uma vez, são as relações humanas – e o que tantas vezes está por trás do seu (in)sucesso - que constitui o ponto forte de mais uma narrativa pautada por um tom intimista, desenvolvida em ritmo pausado, para permitir ao leitor digerir cada informação, cada avanço, cada recuo. Veja-se a forma como o interesse inicial de Júlia pelo jovem escritor se vai modificando, progressivamente, até se transformar (quase?) em paixão – que assenta também na forma como o desenhador retrata olhares, pequenos gestos, pormenores aparentemente sem importância - colocando em segundo plano a resolução do crime. 

Curiosidade Como é habitual nestes números especiais, é incluído um dossier que aborda os principais filmes e séries policiais que marcaram 2009 e também o escritor norte-americano James Ellroy. (Texto publicado também no Tex Willer Blog)
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