Por
muito que tente, a cada novo Lucky
Luke
- Blake
e Mortimer,
Astérix...
- é incontornável - e incontrolável... - fazer a comparação com
o que de melhor - Goscinny, Jacobs, Goscinny outra vez... - cada
série tem. O
que é redutor e até injusto para os novos autores.
Mesmo
sem o mediatismo de Astérix, cada novo álbum de Lucky Luke agita o
mercado de banda desenhada para lá do seu núcleo duro (cada vez
mais alargado) habitual Pessoalmente,
tenho apreciado o consulado de Jul e Achdé e considero mesmo que é
nele que se encontram alguns dos melhores álbuns pós-Goscinny. No
entanto parece-me que - para me pôr em sintonia com a sua temática
- foi desta que ‘a porca torceu o rabo’ - [ou será que, em tempos do enjoativo politicamente correcto, deveria escrever 'foi desta que a leguminosa enrolou a raiz'...?].
Chega
hoje às livrarias portuguesas - a dizer verdade, na altura de
publicação
destas linhas já chegou... - o novo álbum de Lucky Luke.
Mais
uma vez, a ASA acompanha a edição original francófona, na terceira
incursão conjunta de Jul e Achdé nas aventuras do cowboy criado por
Morris, num álbum em que o racismo e a discriminação surgem como
tema central.
Pela
segunda vez em parceria à frente dos destinos do septuagenário
Lucky Luke, Jul e Achdé mostram - de novo - o à-vontade que (já)
sentem com o cowboy (que continua a ser) mais rápido do que a
própria sombra.
Chama-se Hervé Darmenton mas no mundo da banda desenhada é
conhecido como Achdé e por ser o actual desenhador de Lucky Luke. “Há já 15
anos”, como fez questão de lembrar com visível orgulho, durante a recente
passagem pela Comic Con Portugal 2016.
Pergunta: Se lesse banda desenhada quais seriam as preferidas de Joe Dalton?
Resposta – Ele não sabe ler! Mas podia ser fã do “Bobo”, de Deliége, que, como ele, passa a vida na prisão, atrás das grades! Mas, francamente, não o vejo a ler com regularidade.
Pergunta - Se lesse banda desenhada quais seriam as preferidas de Lucky Luke?
Resposta – Leria as suas próprias aventuras que o fariam rir muito! Também seria leitor dos clássicos humorísticos dos primórdios da imprensa norte-americana. E gostaria de se divertir com Astérix.
Mas teriam que ser todas bandas desenhadas com temática pré-western, senão não perceberia nada!