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28/10/2019

Astérix: A filha de Vercingétorix

No rumo certo


Resumo
Adrenalina, a filha do grande chefe gaulês Vercingétorix, é entregue ao cuidado da aldeia de Astérix, Obélix e dos restantes gauleses, pois é perseguida pelos romanos que a querem raptar e romanizar e impedir que o torque - uma espécie de colar - que herdou do pai, seja utilizado como símbolo pela resistência.
Mas a tarefa não será fácil, pois a jovem possui a inquietude, a revolta e a vontade de contrariar própria dos adolescentes.

20/07/2018

Área de Segurança Gorazde

Ao lado do repórter


Joe Sacco provavelmente foi um dos autores mais importantes do final do século XX, pelo seu carácter de pioneiro e cultor do género a que se convencionou chamar BD reportagem.
Área de Segurança Gorazde: A Guerra na Bósnia Oriental 1992-1995 é um bom exemplo.

21/11/2017

Leitura nova: Asterix an Eitália


(nota informativa disponibilizada pela editora)

Novo álbum das aventuras de Astérix (o n.º 37), assinado pela nova dupla de autores que já foi responsável pelos dois álbuns anteriores (“Astérix entre os Pictos” e “O Papiro de César”).
Quarto título da série em mirandês, é lançado hoje, dia 21 de Novembro de 2017 após o lançamento mundial, no dia 19/10/2017, da versão original e de algumas outras versões linguísticas, entre as quais a portuguesa (sob o título Astérix e a Transitálica [cuja leitura crítica pode ser vista clicando neste texto a cor diferente]).

23/10/2017

Ferri e Conrad: “Trabalhar com Astérix é um grande privilégio”


Antecipando o lançamento do novo álbum, “Astérix e a Transitálica”, disponibilizado ontem simultaneamente em 25 países, entre os quais Portugal, na passada segunda-feira, Jean-Yves Ferri e Didier Conrad estiveram em Lisboa para o promoverem.
Afáveis, disponíveis, demonstraram um enorme profissionalismo e, mais do que isso, um profundo conhecimento de Astérix, das aventuras anteriores, da sua galeria de personagens, dos seus mecanismos. E também a sua admiração pela série que agora assinam, o que transformou a entrevista original quase numa conversa entre fãs do pequeno guerreiro gaulês.

19/10/2017

Astérix e a Transitálica

O (re)encontro habitual




É o best-seller bianual e incontornável - na francofonia, em Portugal, na Alemanha… - e as tiragens que atinge, mais do que reflectir um hábito mostram a adesão dos leitores.
E o mínimo que se pode escrever é que a ida de Astérix e Obélix à Península Itálica proporciona uma leitura agradável e divertida. Não é pouco.

14/10/2017

Leitura Nova: Astérix e a Transitálica

 
A capa de “Astérix e a Transitálica”, disponível a partir de 19 de Outubro, foi divulgada em Paris, no Automobile Club de France, numa conferência que contou com a presença dos autores, Jean-Yves Ferri e Didier Conrad, na passada segunda-feira.

10/12/2015

Astérix: O Papiro de César








Assumir um herói clássico de banda desenhada comporta sempre um elevado risco – acrescido quando esse herói se chama Astérix (ou Corto Maltese)…
E, nesses casos, é - será? - inevitável que a apreciação de cada novo livro tenha sempre como ponto de partida algo do género: é melhor que os de Uderzo, é o melhor dos últimos anos, em relação aos de Goscinny…
No caso de O Papiro de César, isso será demasiado redutor.

04/04/2015

Novo Astérix já tem título




O Papiro de César será o título do 36.º álbum das aventuras de Astérix, o gaulês!
E foi com um certo ar de malícia que os seus autores, Jean-Yves Ferri e Didier Conrad, o revelaram em Bolonha, Itália, por ocasião da Feira Internacional do Livro Infantil, perante um público entusiasta e sob o olhar benevolente de Albert Uderzo, o criador de Astérix, e de Anne Goscinny, filha do falecido René Goscinny.

10/02/2015

Novo Astérix chega a 22 de Outubro







As Éditions Albert René anunciaram que o lançamento oficial do álbum n.º 36 das aventuras de Astérix terá lugar a 22 de Outubro de 2015, no âmbito de uma operação que irá decorrer simultaneamente em todo o mundo.
O novo álbum, cuja edição portuguesa foi já assegurada pela LeYa/ASA, terá a assinatura de Jean-Yves Ferri (argumento) e Didier Conrad (desenho), a mesma dupla que se estreou no volume anterior ("Astérix entre os Pictos", de Outubro de 2013).
O anúncio foi feito no Festival de BD de Angoulême, em França, tendo na ocasião sido apresentado um pequeno filme que pode ser visto aqui, em que ambos os autores apresentam os seus votos para 2015 - um ano que já se afigura especial por ser um ano de novo álbum Astérix!
A LeYa/ASA está alinhada com as Éditions Albert René no sentido de lançar em Portugal a nova aventura dos irredutíveis gauleses no mesmo dia em que a mesma será conhecida em todo o mundo.


(Texto fornecido pela editora)

13/12/2013

Astérix entre os Pictos







Acalmado o rebuliço mediático que o seu lançamento causou, a distribuição, hoje, do álbum Astérix entre os Pictos, com o jornal Público, integrado na colecção Astérix à Volta do Mundo, é o pretexto (desnecessário) para uma (re)leitura de um álbum que, se não tem a marca de génio (e a originalidade) que era apanágio de René Goscinny, está também longe de ser tão mau como (alguns) o pintaram.

Saiba porquê, já a seguir.

15/10/2013

A arte de... Conrad

em Astérix entre os Pictos





















Astérix entre os Pictos
Ferri (argumento)
Conrad (desenho)
ASA
Portugal, 24 de Outubro de 2013

21/10/2012

Astérix muda de desenhador

 
 
 
 
 
 
 
Didier Conrad, autor francês de 53 anos, foi escolhido por Albert Uderzo para desenhar o novo álbum de Astérix, que deverá chegar às livrarias no Outono de 2013.
Conrad, que publicou a sua primeira BD aos 14 anos e se notabilizou nas páginas da revista belga “Spirou”, a partir da década de 1980, e onde publicou séries como “Les Innnommables”, “Bob Marone” ou “La Tigresse Blanche”, vai substituir Frédéric Mébarki, anteriormente designado.
Mébarki, há vários anos colaborador de Uderzo na área do merchandising, não terá aguentado a pressão de desenhar o 35º álbum com as aventuras do pequeno guerreiro gaulês e terá saído do projecto por iniciativa própria.


Conrad irá fazer equipa com Jean-Yves Ferri, o novo argumentista das aventuras de Astérix, que é colaborador regular da revista satírica “Fluide Glacial”. Uderzo, a quem o Festival de BD de Angoulême, em Janeiro próximo, vai dedicar uma grande exposição, fará a supervisão de todo o processo criativo, apesar dos seus 85 anos.
Ao jornal francês “Le Figaro”, Didier Conrad afirmou que “desenhar Astérix é uma aventura extraordinária, é um sonho de criança que se realiza”. Acrescentou ainda que “esta oportunidade é um teste” às suas capacidades de desenhador e que espera “estar à altura do desafio”.
Este anúncio foi feito uma semana antes da estreia de “Astérix e Obélix: Ao serviço de Sua Majestade”, que chega aos cinemas nacionais no próximo dia 18, com Edouard Baer e Gérard Depardieu como Astérix e Obélix. Quarto filme com actores reais com as aventuras dos gauleses, teve como ponto de partida o álbum “Astérix entre os Bretões”, que a ASA acaba de reeditar com nova capa e cores restauradas digitalmente.
 
(Versão revista do texto publicado no Jornal de Notícias de 17 de Outubro de 2012)
 
 

03/02/2012

Sábado dos meus amores













Marcello Quintanilha
Conrad Editora (Brasil, 2009)
215 x 280 mm, 64 p., cor, cartonado
R$ 39,00


Resumo
Este tomo compila seis histórias curtas: “Plena de Flôroi”, “De como Djalma Branco perdeu o amigo em dia de jogo”, “Dorso”, “Escola primária”, “Atualidade” e “A fuga de Zé Morcela”.

Desenvolvimento
Se em tempos, falar de banda desenhada brasileira (ou histórias em quadrinhos!) em Portugal, era sinónimo das revistas de pequeno formato da Turma da Mônica, Disney, Marvel e DC Comics – curiosamente Tex e as outras criações Bonelli, há décadas nas bancas portuguesas, ficaram sempre um tanto à margem desta identificação – hoje em dia, o mercado brasileiro de HQ está num outro (invejável) patamar e são muitos os criadores com propostas estimulantes que urge descobrir.
Porque, por mais (tristes e inúteis) acordos ortográficos que se façam, apesar da (distante?) proximidade que tantos apregoam, no que à BD diz respeito – a esta BD… - Portugal e Brasil continuam de costas (quase) completamente voltadas.
E enquanto nós persistimos neste desconhecimento, mercados como o norte-americano e (já também o) europeu vão desfrutando os autores brasileiros.
Entre eles está Marcello Quintanilha – a publicar actualmente na Le Lombard a série Sette balles pour Oxford, cuja autoria partilha com Montecarlo – que neste álbum explora as potencialidades da BD na crónica social e do quotidiano.
Sábado dos meus amores é um conjunto de narrativas curtas, pequenos apontamentos de um certo quotidiano (bem) brasileiro, a vários níveis, embora todos os protagonistas tenham um ponto em comum: são gente simples, desfavorecida, perdedores crónicos, habitantes dos subúrbios ou do interior, gente que está longe de tudo. Sejam eles o adepto (hiper-)supersticioso do magnífico “De como Djalma Branco perdeu o amigo em dia de jogo”, que só por si justifica a leitura do álbum, a jovem (ainda) analfabeta em busca do primeiro amor de “Escola primária”, o carregador que carrega o seu insuportável passado em “Dorso”, o operário iludido pelo destino em “Atualidade” ou o ajudante de circo com aspirações a (ajudante de) artista de “A fuga de Zé Morcela”.
Com eles, através deles, Quintanilha traça retratos humanos, sentidos, incómodos, que revelam degraus menores da escala da vida humana, que desconhecemos ou pensamos só existirem na ficção.
Fá-lo num tom neo-realista, com um traço rigoroso na composição de fundos e cenários, mas no qual se destacam, sempre, os (pobres) seres humanos, cujas histórias banais, comuns, (aparentemente) desinteressantes até, são autênticos documentários sociais, que Quintanilha partilha connosco.

A reter
- O incómodo que a maior parte destes contos provoca, por serem espelho das tão grandes diferenças que ainda existem a nível social. E humano.
- O tom a um tempo irónico mas profundamente doloroso de De como Djalma Branco perdeu o amigo em dia de jogo”.

Menos conseguido
- Mais um título que podia (devia?) estar – mas não está – disponível em Portugal.


01/03/2010

A Relíquia de Eça de Queiroz

A Relíquia de Eça de Queiroz
Marcatti (argumento e desenho)
Conrad Editora (Brasil, 2007)
160 x 226 mm, 224 p., pb, brochado com badanas

Lançada em 2007 no Brasil, "A Relíquia" (Conrad Editora) é um bom exemplo de uma adaptação bem conseguida de um romance para quadradinhos. O que à partida podia ser posto em causa, dado o tom escatológico da maior parte das obras anteriores de Marcatti, aliás Francisco A. Marcatti Jr., autor underground brasileiro, nascido em São Paulo, a 16 de Junho de 1962.
Só que Marcatti fez o que deve ser feito numa adaptação: interiorizou o espírito do romance de Eça e o seu peculiar sentido de humor, na sua crítica exacerbada à Igreja Católica, aos seus fiéis fanáticos e às suas crenças e credulidades, tarnspondo-os depois para a (sua) nova linguagem. A opção de manter "a estrutura da história original" ajudou à consistência do livro, bem como a utilização, nos textos, de "uma mistura de coloquialidade e erudição para facilitar a leitura sem perder o tom clássico da obra", sem que isso o tornasse demasiado denso ou pesado. Com eles, e apesar do seu traço caricatural, conseguiu recriou em "quadrinhos" o clima tenso e opressivo que Eça deu à sua narrativa, e transmitir o estado de prostração e impotência que Raposão, o boémio sobrinho da beata Titi, sente face à rédea curtíssima com que ela o mantém e, posteriormnte, após cair em desgraça.
Paradoxalmente, é o seu traço caricatural, caracterizado por personagens de olhos vivos e grandes narizes e corpos de inusitada mobilidade, o outro trunfo incontornável do livro, pois a sua vivacidade e dinamismo opoõem-seao tom mais pausado dos textos, ao mesmo tempo que o cmplementam e aprofundam o tom da obra.

E é com ele que Marcatti marca o ritmo da narrativa e expressa à saciedade os diversos estados de espírito (veja-se a transformação de Titi em apenas 3 vinhetas na página 172), mostrando sentir-se como peixe na água na representação das cenas mais picantes, divertidas caricaturas que surgem como oásis na vida de Raposão e como aliviadoras da tensão na leitura do livro, muito bem recebida pela crítica brasileira, que Marcatti faz questão de apresentar como "a sua Relíquia".

(Versão revista e aumentada do texto publicado no BDJornal #20, de Agosto/Setembro de 2007)
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