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11/09/2026
A arte de Jayme Cortez
23/03/2023
Zodiako
'Outro' Jayme Cortez...
Outra vez Jayme Cortez, depois de O Terror Negro, no volume inicial da colecção que a Polvo achou por bem - e muito bem! - dedicar-lhe, organizada por Fabio Moares.
Depois do terror puro, agora é a vez do super-herói Zodiako, já parcialmente publicado entre nós na Riquiqui, da Portugal Press, no longínquo ano de 1979. Ou talvez não propriamente super, mas indiscutivelmente herói.
26/12/2022
O Terror Negro
11/11/2022
Outros mercados
Em
anos recentes, tem-se falado - e escrito - recorrentemente como o
mercado português de banda desenhada tem crescido. Por um lado, na
quantidade, que é visível
nas estantes e nas
bolsas vazias
de
quem compra BD; por outro, na qualidade, que é inegável, de obras e
edições. E, num terceiro aspecto não menos importante, na
diversificação de públicos, tendo acabado de vez - penso eu - a
velha ideia de que há em Portugal um pequeno núcleo de leitores de
BD que compra tudo.
O
recente Amadora BD mostrou este mesmo mercado a dar mais um salto em
frente, ao serem propostas obras que recuperam clássicos nacionais
ou que reflectem sobre a BD - nacional, mas não só...
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Tex
08/02/2022
Fronteiras do Além
Um português no Brasil...
Até
ao fim da ditadura no nosso país - aqui considerada apenas como
marco temporal, embora não isenta de responsabilidades
- houve dois autores que fizeram carreira de sucesso fora das nossas
fronteiras.
Um,
naturalmente, foi Eduardo Teixeira Coelho (1919-2005), apreciado em
Espanha, França, Itália, tanto na BD como na ilustração.
O
outro, foi Jayme Cortez (1926-1987), que o Brasil acolheu a partir de
1947.
Leituras relacionadas
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Pipoca & Nanquim
18/07/2011
O Western na BD portuguesa
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| Fernando Bento - O cavaleiro misterioso |
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| Júlio Resende - Arrepiado e Freitas cow-boys |
Por isso, dessa época, ficaram títulos que fizeram sonhar gerações de leitores: “Falsa Acusação”, “O Juramento de Dick Storm”, “Três balas”, “A vingança do jaguar” (todos de Vítor Péon), “O rei da Campina” (António Barata), “Falcão Negro, o filho de Jim West”, “Lobo Cinzento”, “O Grande Rifle Branco” (de E.T. Coelho), “O Vale da Morte” (Jayme Cortez), “O segredo das águas do rio” (José Garcês) ou “Os Cavaleiros do Vale Negro” (José Ruy).
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| ET Coelho Falcão Negro: Tempestade no Forte Benton |
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| Vítor Péon Tomahawk Tom - O Aventureiro |
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| Augusto Trigo - A sombra do Gavião |
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| José Pires - Will Shanon |
Nesta evocação do western, duas obras aos quadradinhos merecem uma referência à parte, uma vez que a sua acção se situa em Portugal.
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| Pedro Massano - Mataram-no duas vezes |
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| João Amaral - O fim da linha |
Agora, tantos anos depois de “O cavaleiro Misterioso”, se muitos cowboys “portugueses” ficaram por relembrar neste texto, a quem com eles viveu grandes aventuras em pradarias ensolaradas, desertos tórridos ou canyons profundos, defendendo belas mulheres, perseguindo bandidos ou fugindo dos índios, aconselha-se a (re)leitura dos quadradinhos que há décadas os fizeram sonhar, se bem que a maior parte deles não seja fácil de encontrar…
Nota: sendo esta abordagem obrigatoriamente breve - e por essa razão nela só foram referidos os desenhadores, sendo esta uma injustiça para os argumentistas que reconheço - a quem quiser aprofundar o tema aconselha-se a leitura de “O Western na BD portuguesa” e “Vítor Péon e o Western” (ambos editados pela Câmara Municipal de Moura, no âmbito do Salão de BD local, integrados no esforço louvável que esta autarquia tem feito no sentido de recuperar algum do património português aos quadradinhos), dois estudos profusamente ilustrados e da autoria de Jorge Magalhãdes, possivelmente o maior especialista português no género. E de onde foram retiradas, aliás, com a devida vénia, muitas das imagens que acompanham o presente texto.
Sobre o mesmo tema ler também:
- O Western da BD portuguesa: depoimentos de Jorge Magalhães e João Paulo Paiva Boléo
- O Western da BD portuguesa: depoimentos de José Ruy e João Amaral (dia 20 de Julho)
Galeria
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| António Barata - O Rei da Campina |
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| António Ruivo - Shannon |
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| Augusto Trigo Wakantanka: O bisonte negro |
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| Augusto Trigo Wakantanka: O povo serpente |
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| Caelos Botelho - aventuras do Cow-boy Jim Boy |
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| ET Coelho - O Grande Rifle Branco |
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| ET Coelho - Falcão Negro |
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| Jayme Cortez - O vale da morte |
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| José Garcês - O segredo das águas do rio |
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| José Ruy - os Cavaleiros do Vale Negro |
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| José Pires - Homens do Oeste |
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| José Pires - Irigo |
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| José Pires - Will Shanon |
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| Oskar Lobo Aventuras de "Tom Migas" e do seu cavalo "Caralinda" |
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| Pedro Massano - Mataram-no duas vezes |
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| Vítor Péon - A Vingança do Jaguar |
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| Vítor Péon - A Vingança do Jaguar |
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| Vítor Péon - O juramento de Dick Storm |
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| Vítor Péon - Três balas |
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| Vítor Péon - Jerry Colt: o bando da cidade perdida |
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| Vítor Péon - Tomahawk Tom |
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| Vítor Péon - esboço de Tomahawk Tom |
(Versão revista do texto publicado no Jornal de Notícias de 17 de Julho de 2011)
Leituras relacionadas
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Vítor Péon,
Western
07/06/2011
Jayme Cortez
Jaime Cortez Martins nasceu em Lisboa, a 8 de Setembro de 1926. Depois de curtas investidas nas histórias aos quadradinhos no Pim-Pam-Pum!, suplemento de O Século, em 1941, estreou-se no Mosquito em 1943 com “Uma Estranha Aventura”. Naquele jornal infantil, que marcou uma época e várias gerações, publicaria mais uma mão cheia de bandas desenhadas, com incursões no fantástico, no western e na ficção-científica, entre as quais “Os 2 amigos na cidade dos monstros marinhos” e “Os Espíritos assassinos”. Comum a todas elas era o protagonismo entregue a miúdos – inspirados nos seus amigos do Bairro Alto –, o realismo do traço baseado em modelos vivos e o grande dinamismo das histórias cujo argumento também assinava.
Em 1947, partia para o Brasil, em busca de melhores oportunidades e do sonho da quadricromia. Para ultrapassar as dificuldades, Cortez foi jornalista, ilustrador, cartoonista, autor, professor e autor de livros sobre ilustração e histórias aos quadradinhos, director de Arte dos Estúdios Maurício de Sousa e fez parte da organização da “Primeira Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos”, que teve lugar em São Paulo, em 1951, e ficou como primeiro evento de género realizado em todo o mundo.

Tendo adoptado a nacionalidade brasileira em 1957, é considerado um dos grandes mestres dos quadradinhos do Brasil, onde, entre outras, criou “O retrato do mal” ou “Zodíaco”. Distinguido com o troféu Caran d’Ache, pelo Festival de Banda Desenhada e Cinema de Animação de Lucca (Itália), na categoria Uma vida dedicada à Banda Desenhada, Jayme Cortez viria a falecer a 4 de Julho de 1987, em São Paulo.
O blog, disponível desde há poucas semanas, é actualizado diariamente e destaca-se pela divulgação de documentos inéditos ou pouco conhecidos, que podem ser divididos em dois grandes grupos. Por um lado, os que estão relacionados com a sua vida pessoal: fotos de várias épocas, em que se destacam aquelas em que surge com autores de renome mundial como Stan Lee ou Maurício de Sousa, ficheiros de áudio ou vídeo com entrevistas.
A par deles, uma vez que o blog pretende ser essen-cialmente visual, com os textos reduzido ao mínimo indispensável, surgem as reproduções de aspectos diversos da sua obra multifacetada, dividida entre a banda desenhada, a ilustração, a publicidade, a televisão e o cinema. Em muitos casos – capas de livros, ilustrações, desenhos publicitários, pranchas de BD - são mostradas as várias fases do seu labor criativo, desde os primeiros estudos até ao desenho definitivo e posterior aplicação da cor. São igualmente referidas algumas curiosidades, como o facto de ter sido Cortez a desenhar a capa do nº 1 da revista de Bidu, um dos primeiros heróis de Maurício de Sousa.
Os autores do blog, que o actualizam diariamente, solicitam a colaboração de todos os que possuam documentos ou publicações relacionados com Cortez, pois a intenção é que ele se transforme se num autêntico museu virtual.
(Versão revista do texto publicado no Jornal de Notícias de 26 de Maio de 2011)
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