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21/07/2026
Panteras e pilotos
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08/11/2024
Achille Talon et la vie secréte du journal... Polite!
Verborreia
Uma
das (muitas) imagens fortes que guardo das minhas passagens pelo
Festival de Angoulême no final do século passado - já! - é uma
parede coberta com os álbuns que Greg assinou durante a sua
prolífera carreira de argumentista mas também de desenhador.
Diz-me
a memória que eram 367, mas não sei até que ponto posso confiar
nela.
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09/12/2020
Os náufragos de Arroyoka + Histórias sem heróis + Vingt ans après
Três, por
impulso
Uma publicação no Facebook e meia dúzia de comentários impulsionaram estas (re)leituras, quase de rajada, para confirmar memórias e avaliar da passagem do tempo.
Para o melhor e o pior, estão na mesma, como as recordava.
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09/03/2020
Comanche #3
Para aqueles que (ainda) vão reclamando da edição a preto e branco que a Ala dos Livros fez - num só ano… - da Comanche de Hermann e Greg, este é o álbum ideal para o voltarem a fazer. Não porque tenham razão e de alguma forma esteja em causa - a meu ver - a opção da editora, mas porque nele o grafismo de Hermann é (quase) uma (autêntica) montanha-russa.
24/02/2020
Lançamento: Comanche - Integral 3
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25/09/2019
Comanche: Integral 2
Sei que o que escrevo a seguir vai contra o que defendo há anos e que inúmeras vezes afirmei: que as obras devem ser reproduzidos tal e qual foram pensadas, em termos de forma, cor, tamanho…
Mas,
como há sempre uma excepção à regra, o segundo integral
de Comanche
a preto e branco - na peugada do primeiro, aliás - leva a
que me contradiga:
depois de ver a arte de Herman desta forma, nunca mais vou conseguir
ler da mesma forma este western a cores…
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17/04/2019
Comanche #1
Se
com o fim da Goody, alguns temiam o que 2019 iria ser, parece-me
que o ano em curso está
a ultrapassar (muit)as
expectativas, com as boas - e muito boas - edições a sucederem-se.
A
mais recente é Comanche,
uma das traves mestras do meu desenvolvimento enquanto leitor de BD,
e esta edição cumpre bem os meus sonhos - utópicos - de ‘quando
um dia for editor...’
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05/03/2019
Bruno Brazil: L'Intégrale #2
Nunca coleccionei a revista Tintin
nem fui seu leitor regular, mas li, por atacado ou já em álbum,
muitas das histórias nela publicadas. No que à aventura diz
respeito, houve um díptico que, no momento da sua leitura, ainda
adolescente, me marcou bastante: era constituído pelos episódios A
noite dos chacais e Sarabanda
em Sacramento, que tinham por
protagonistas a Brigada Caimão dirigida por Bruno Brazil.
A sua releitura, há dias,
provocou-me, num primeiro momento, uma reacção de desilusão.
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11/05/2018
L'intégrale des Aventures de Modeste et Pompom
Menoridade
maior
Obra
menor do génio conhecido como Franquin, mesmo uma série como
Modeste et Pompom apresenta argumentos suficientes para
justificar a leitura, principalmente quando enquadrada por um dossier
com o interesse do que abre esta edição.
18/01/2016
Bernard Prince: O sopro de Moloch
Por entre incêndios florestais, pântanos repletos de
mosquitos, montanhas abruptas e – agora – um vulcão prestes a entrar em
erupção, Bernard Prince continua a trilhar o seu caminho de caval(h)eiro
andante ao serviço dos desfavorecidos.
22/12/2015
Bernard Prince: A Lei do Furacão
Uma das vantagens de uma colecção como esta, que a
ASA e o Público estão a disponibilizar semanalmente à quarta-feira, é
permitir a avaliação da sua evolução ao longo dos anos.
29/11/2015
Bernard Prince em Dezembro
ASA/Público
Já a seguir, os títulos e as capas da colecção Bernard Prince
que a Asa e o jornal Público estão a distribuir à quarta-feira.
11/11/2015
Bernard Prince em Novembro
ASA/Público
Começa hoje a ser distribuída a colecção Bernard Prince, editada
pela ASA, como foi oportunamente
anunciado por As Leituras do Pedro.
Após as capas dos tomos deste mês, correspondendo aos
pedidos feitos nesse sentido por alguns visitantes do blog, fica também uma
breve introdução à série e a sua bibliografia.
16/10/2015
Bruno Brazil: Intégrale 1
Bruno Brazil é mais um dos (grandes) heróis da revista Tintin a merecer a reedição – melhorada
e comentada – sob a forma de integral, em mais um passo da editora na direcção
dos adultos que em tempos leram a revista e a quem a nostalgia agora bate à
porta, tivessem na altura 7 (ou mais) anos e hoje 77 (ou menos) anos.
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07/11/2013
Achille Talon, um cinquentão eloquente
A 7 de Novembro de 1963, a revista Pilote estreava no seu
número #211 aquele que é, porventura, o herói mais eloquente da BD: Achille
Talon.
Caricatura do francês médio, quarentão, solteiro, de grande
nariz e barriga generosa, era uma criação de Greg, aliás Michel Regnier
(1931-1999), mais conhecido como argumentista de séries de acção como Comanche,
Bruno Brazil ou Bernard Prince, que aqui se apresentava como autor completo.
![]() |
| A primeira prancha |
Banda desenhada de humor, quase sempre apresentada em
histórias de uma ou duas páginas, Achille Talon, que fervia em pouca água,
utilizava a sua prolífera verve para dissertar, a qualquer momento, sobre tudo
e mais alguma coisa, em diálogos antológicos, pondo acima de tudo o seu
bem-estar e aproveitando para exasperar o seu vizinho Lefuneste, vítima
frequente das suas partidas
A galeria desta série incluía também a sua noiva Virgule, o
papá Talon, grande apreciador de cerveja, e a mamã Talon. O tom familiar alargou-se
aos poucos e Talon tornou-se o herói da revista “Polite”, pretexto para o autor
mostrar a redacção e os bastidores de uma publicação de BD.
Após escrever e desenhar mais de 700 pranchas, incluindo
algumas histórias longas, em 1997 Greg cedeu os direitos da sua criação às
edições Dargaud, tendo Talon sido retomado pontualmente por Widenlocher e
Godard.
Esta editora, para assinalar os 50 anos da personagem, que
teve uma revista de nome próprio, de curta duração, em 1975/76, lança na
próxima semana a compilação Achille Talon
- Le Meilleur des années 60.
Em Portugal a sua estreia aconteceu a 31 de Maio de 1969, no
primeiro fascículo do 2.º ano da revista Tintin,
tendo passado igualmente pelas páginas da Flecha
2000 (1978) e do Jornal da BD
(1982). A Meribérica/Líber editou quase uma dezena de álbuns, a maioria dos
quais na colecção 16x22.
(Versão expandida do texto publicado no Jornal de Notícias
de 7 de Novembro de 2013)
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26/03/2013
Oliver Rameau #5 – Le grand voyage en Absurdie
Greg
(argumento)
Dany
(desenho)
Éditions
du Lombard *
Bélgica,
Março de 1984
220
x 295 mm, 48 p., cor, cartonado
Mesmo sabendo que Greg escreveu e/ou desenhou
mais de 350 álbuns de BD ao longo da sua carreira aos quadradinhos – vi-os
todos expostos, num imenso mural, numa retrospectiva que o Festival de Bd de Angoulême
lhe dedicou há já alguns anos – não hesito em afirmar que este é um dos seus
argumentos mais conseguidos.
Pelo humor, a ironia e a mordacidade de que dá
provas para arrasar a (absurda forma de) vida em Absúrdia, o nome dado pelos
seus heróis a este nosso “mundo-em-que-todos-nos-aborrecemos”.
A mobilização de um poeta, Aimé Detousse – que
se vê assim impedido de se tornar cidadão de Rêverose – leva Oliver Rameau a
partir à cabeça de um “comando” para o resgatar do mundo real, avesso à sua
poesia e à sua imaginação (apesar da indicação em contrário que o seu nome pode
dar…)
Esse é o pretexto para uma sucessão de
conseguidos gags que questionam e ridicularizam diversos aspectos da nossa vida
quotidiana, onde avultam a saída recorrente dos membros do comando da cabine
telefónica, a conversa com a porteira de Detousse, a explicação sobre o uso de
dinheiro, a substituição dos elementos da banda e, principalmente, a
desconstrução arrasadora da estrutura e da vida militar que preenche cerca de
um terço desta belíssima narrativa, onde imperam o absurdo, a poesia e uma
fantástica capacidade imaginativa.
*Se é verdade que possuo os 10 tomos das
aventuras de Oliver Rameau “espalhados” por diversas edições de várias editoras,
elas actualmente estão integralmente disponíveis em quatro tomos editados pelas
Éditions Joker.
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08/03/2013
La merveilleuse odyssée d’Oliver Rameau et de Colombe Tiredaille
Greg
(argumento)
Dany
(desenho)
Éditions
du Lombard
Bélgica, 1984
220 x 295 mm, 48
p., cor, cartonado
Numa determinada terça-feira, eram 9h17, dois
passageiros desciam do comboio na estação de Turelurette. O facto era tão
estranho quanto esta embirrante mania da exactidão se revelaria daí para a
frente nesta belíssima série aos quadradinhos que uma imagem vista de relance
num blog (a que não consegui regressar para o citar aqui) me deu uma vontade
irresistível de reler.
Como resultado, trago hoje o álbum de estreia – a
sua história foi originalmente publicada em 1968 – e prometo voltar com
outro(s).
Os dois passageiros referidos davam pelos nomes
de Oliver Rameau e M. Pertinent, eram auxiliares de notário e com eles, aos
poucos iremos descobrir um mundo de sonho, poesia e fantástico, onde se entra
tomando um comboio de paragens facultativas, cujo bilhete se paga em beijos ou
sorrisos e de que parte da linha é subaquática, para chegar a um lugar onde há
uma secretária “que quase não dá erros de ortografia”, armaduras a pescar,
flores que nascem em pedras, governantes que só pensam em comer e dormir, habitantes
tão curiosos como fantásticos como uma sineta, um espantalho andante ou uma
fatia de tarte de creme, e onde se pode pescar a lua no fundo dos rios…
São estas as primeiras impressões de um país
chamado Rêverose - Sonharosa na versão portuguesa da revista TIntin - e cuja
capital é Halucinaville, um país onde pensar é deprimente, onde todos se
divertem, se alimentam dos seus sonhos e de coisas intangíveis como raios de
luar ou brilho do sol, em suma um lugar onírico onde só podem chegar os poetas
e os puros de espírito, em tudo o oposto do “verdadeiro-mundo-onde-nos-aborrecemos”,
a certeira designação que os seus habitantes dão ao local onde nós, leitores,
infelizmente, vivemos, nos aborrecemos e preocupamos tanto.
Em “La merveilleuse odyssée d’Oliver Rameau et
de Colombe Tiredaille” que serve, antes de tudo, de introdução à série, a
aventura começa quando o protagonista é levado pelos ares pelo pássaro
Razibous, que tem a particularidade de ter na extremidade do bico uma máquina
de rapar cabelo, com a qual, para se alimentar, faz razia nas cabeças (não)
pensantes do país.
Forma-se então uma expedição de socorro em que,
juntamente com o prático M. Pertinent e a bela Colombe Tiredaille, podemos
encontrar um limpa-chaminés clássico, uma elegante bailarina, um leão falante,
um anão de jardim com o seu carrinho de mão ou uma domadora.
Como sempre acontece (nos sonhos) o gentil e
corajoso Oliver, a deslumbrante Colombe e os seus surpreendentes amigos, vão
viver belas aventuras e acabar por vencer os perigos pela força da amizade, da
entreajuda e da poesia.
Dany com um traço solto e sedutor, dá vida ao
sonho e à poesia que Greg trabalha com imensos trocadilhos, muito humor, uma
sátira mordaz ao nosso quotidiano e uma pitada de aventura fantástica.
Série publicada em Portugal na revista Tintin,
sem igual no panorama da BD franco-belga de então, Oliver Rameau conta 11
álbuns – que tenho em edições diferentes da Lombard, da P&T e da Dargaud! –
entretanto integralmente compilados em quatro tomos pelas Éditions Joker, que
incluem também as histórias curtas da série e cuja (re)leitura aconselho
vivamente.
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12/06/2012
Spirou – QRN sobre Bretzelburgo
Franquin (argumento e desenho)
Greg (argumento)
ASA (Portugal, Maio de 2012)
215 x 300 mm, 48 p., cor, cartonado
13,90 €
Em busca de Fantásio, raptado por engano, Spirou parte para
Bretzelburgo, um pequeno país que vive sob uma ditadura militar.
Desenvolvimento
Como muitos da minha geração, dei os primeiros passos aos
quadradinhos com as revistas Disney e da Turma da Mônica e também com os álbuns
de Astérix e Lucky Luke. Com estes, de certa forma, a BD franco-belga – minha principal
futura referência - marcava terreno. Tintin, viria mais tarde. Spirou, também,
mas em álbuns de Fournier – longe, portanto, dos seus melhores períodos – pelo
que nunca constituiu para mim uma série de eleição.
Claro que, anos depois, descobri os álbuns escritos e desenhados
pelo genial Franquin - muitos dos quais verdadeiras obras-primas que continuo a
reler com deleite – assentes num humor delicioso, um imaginário fantástico e um
magnífico sentido de aventura – sempre combinados em doses diferentes - mas já
era tarde para que o groom e o seu colérico amigo Fantásio me pudessem marcar emocionalmente,
limitando-se – e não é pouco – a uma forte impressão mais racional.
Este “QRN sobre Bretzelburgo” é uma daquelas jóias. Criado
por Franquin – com uma mãozinha de Greg – logo após o magnífico interlúdio “Bravoles Brothers”,
de certa forma arranca no mesmo tom humorístico, com um longo e irresistível gag
em torno de um mini-rádio.
Este fará a ligação para a trama central, em que (aparentemente)
predomina a aventura, narrada em ritmo acelerado, de cortar a respiração, com o
foco da acção a saltar alternadamente entre os acontecimentos protagonizados em
locais e condições diferentes por Spirou e por Fantásio, com uma assinalável
mestria narrativa.
Mas, a este mote aventuroso - e por isso incluí atrás aquele
“aparentemente” – sobrepõe-se e predomina neste álbum um tom profundamente irónico
pois, a reboque daquele pretexto, Franquin e Greg aproveitam para ridicularizar
não só os regimes totalitários – e na época eles eram muitos… - e as suas bases
– militarismo, tortura, espionagem, delações, opressão… - bem como tudo aquilo
que a eles possa ser de alguma forma associado, nem que isso seja a resistência,
a luta pela liberdade ou as aspirações (legítimas) dos oprimidos, numa
surpreendente subversão de uma banda desenhada grande público que era publicada
numa revista infanto-juvenil…!
A reter
- A ironia, a mordacidade, o sarcasmo e o humor com que a
dupla de autores retrata uma ditadura e os seus efeitos colaterais (como se
diria hoje).
- O dinamismo e a agilidade do traço nervoso e expressivo de
Franquin.
- A oportunidade da edição da ASA, repondo um título que entre
nós tinha tido uma única edição – da Arcádia - há 35 anos.
17/01/2012
Bruno Brazil e Luc Orient surgiram há 45 anos
Há 45 anos,
a revista Tintin belga estreava dois heróis de banda desenhada que os leitores
portugueses viriam a conhecer bem: Luc Orient e Bruno Brazil.
Em comum,
para além da data e local de estreia, tinham o mesmo argumentista, Greg, um dos
mais prolíferos escritores da BD franco-belga, que ao longo da sua carreira
assinou mais de 350 álbuns, que no caso de Bruno Brazil utilizava o pseudónimo
de Louis Albert.
Luc Orient

Nas
primeiras aventuras, o sábio e atlético Luc Orient – cuja trama base evocava o
clássico Flash Gordon – em conjunto com o professor Kala e a bela Lora,
enfrentava a ameaça dos naturais do planeta Terango. Depois, o trio deparou-se
com diversos fenómenos paranormais que foi resolvendo ao longo de 18 álbuns,
publicados até 1994.
Para o
desenvolvimento desta série de ficção-científica, algo raro na revista Tintin,
Greg trabalhou com Eddy Paape, que adoptou um desenho realista, progressivamente
servido por cores contrastantes e enquadramentos mais dinâmicos, com o qual
retratou os mundos exóticos que Luc Orient visitou.
Bruno
Brazil
Quanto a
Bruno Brazil, de cabelo prematuramente branco e sempre elegante, era o
responsável pela inusitada Brigada Caimão, composta por Whip Rafale, Big Boy
Lafayette, Texas Bronco, Gaúcho Morales e Billy Brazil, uma unidade especial
norte-americana encarregada de casos complexos, quer se tratasse da máfia,
traficantes ou terroristas.
O desenho
estava entregue a William Vance, que soube equilibrar um traço realista algo
rígido, com alguns enquadramentos mais espectaculares que realçavam as muitas
cenas de acção. Desenvolvida ao longo de 11 álbuns, esta foi uma série que
marcou gerações de leitores, pela morte de alguns dos seus protagonistas, algo
nada habitual na banda desenhada franco-belga de aventuras.
Luc Orient
e Bruno Brazil partilham pelo menos mais dois aspectos em comum: o facto de a
morte de Greg, em 1999, ter deixado incompletos novos episódios dos dois
heróis, e a divulgação das aventuras de ambos em Portugal ter sido feita no
Tintin português – Bruno Brazil estreou-se em 1968 e Luc Orient em 1969 - e,
parcialmente, em álbum, pela Bertrand.
No ano
passado, a colecção Clássicos da Revista Tintin (e Público/ASA), dedicou um dos
seus volumes a Luc Orient.
Leituras relacionadas
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07/01/2011
Bruno Brazil #9
Quitte ou Double pour Alak 6
Greg (argumento)
Vance (desenho)
Petra (cor)
Le Lombard (França, Junho de 2001)
224 x 297 mm, 48 p., cor, cartonado
1. Iniciadas com este álbum, as minhas leituras do corrente ano tiveram, por isso, um pendor fortemente nostálgico.
2. Lido originalmente (no final da década de 70…?) na revista Tintin portuguesa, emprestada por algum amigo – é verdade, eu não coleccionei aquela revista – esta foi uma das histórias que mais marcaram o meu percurso de leitor de BD.
3. Uma história que pertence a uma lista curta, da qual fazem parte também Rip Kirby – O envelope trocado
, Simon du Fleuve – Maílis, Lanterna Verde & Arqueiro Verde – Os “Pássaros da Neve” não voam ou Silêncio.
4. Histórias às quais devo o facto de ainda hoje ter os quadradinhos como minha leitura de eleição.
5. Porque, lidas na altura certa, permitiram-me descobrir em banda desenhada temáticas e abordagens diferentes e mais adultas, que correspondiam às minhas exigências crescentes do momento.
6. Há muitos anos na minha lista de “álbuns a comprar”, este relato segue – de forma não especialmente brilhante, confesso – o modelo tradicional dentro da banda desenhada de aventuras franco-belga.
7. Os seus protagonistas são a Brigada Caimão, um grupo de operações especiais de elite, comandado por Bruno Brazil que, na sequência de alguns atentados, recebe a missão de resgatar em Madagáscar o último possuidor do segredo de um novo míssil estratégico experimental (implantado cirurgicamente no cérebro do homem em questão…).
8. Graficamente, é um trabalho pouco inspirado de Vance, com um traço demasiado estático, uma planificação mais rígida do que era habitual e a utilização de legendagem mecânica nos tamanhos maiores o que não torna o conjunto especialmente atraente.
9. Datado de 1975, inspirado no clima de guerra fria que então se vivia, o argumento é uma história de espionagem e acção, com debilidades, narrativas e temporais, e que se destaca – quase só - pelo falhanço quase total do comando de Brazil…
10. A diferença, que me marcou então sobremaneira, surge nas páginas finais, mais exactamente nas pranchas 40 a 44, onde um então adolescente descobriu, com surpresa e choque, que os heróis de papel, geralmente perfeitos e invencíveis, também podiam ficar estropiados ou até morrer…
11. E nas quais (re)lembrei uma frase que, tantos anos depois, ainda estava gravada na minha memória: “Gaucho Morales, que a morte não quisera, chorava convulsivamente…”
Greg (argumento)
Vance (desenho)
Petra (cor)
Le Lombard (França, Junho de 2001)
224 x 297 mm, 48 p., cor, cartonado
1. Iniciadas com este álbum, as minhas leituras do corrente ano tiveram, por isso, um pendor fortemente nostálgico.
2. Lido originalmente (no final da década de 70…?) na revista Tintin portuguesa, emprestada por algum amigo – é verdade, eu não coleccionei aquela revista – esta foi uma das histórias que mais marcaram o meu percurso de leitor de BD.
3. Uma história que pertence a uma lista curta, da qual fazem parte também Rip Kirby – O envelope trocado
, Simon du Fleuve – Maílis, Lanterna Verde & Arqueiro Verde – Os “Pássaros da Neve” não voam ou Silêncio.
4. Histórias às quais devo o facto de ainda hoje ter os quadradinhos como minha leitura de eleição.
5. Porque, lidas na altura certa, permitiram-me descobrir em banda desenhada temáticas e abordagens diferentes e mais adultas, que correspondiam às minhas exigências crescentes do momento.
6. Há muitos anos na minha lista de “álbuns a comprar”, este relato segue – de forma não especialmente brilhante, confesso – o modelo tradicional dentro da banda desenhada de aventuras franco-belga.
7. Os seus protagonistas são a Brigada Caimão, um grupo de operações especiais de elite, comandado por Bruno Brazil que, na sequência de alguns atentados, recebe a missão de resgatar em Madagáscar o último possuidor do segredo de um novo míssil estratégico experimental (implantado cirurgicamente no cérebro do homem em questão…).
8. Graficamente, é um trabalho pouco inspirado de Vance, com um traço demasiado estático, uma planificação mais rígida do que era habitual e a utilização de legendagem mecânica nos tamanhos maiores o que não torna o conjunto especialmente atraente.
9. Datado de 1975, inspirado no clima de guerra fria que então se vivia, o argumento é uma história de espionagem e acção, com debilidades, narrativas e temporais, e que se destaca – quase só - pelo falhanço quase total do comando de Brazil…
10. A diferença, que me marcou então sobremaneira, surge nas páginas finais, mais exactamente nas pranchas 40 a 44, onde um então adolescente descobriu, com surpresa e choque, que os heróis de papel, geralmente perfeitos e invencíveis, também podiam ficar estropiados ou até morrer…
11. E nas quais (re)lembrei uma frase que, tantos anos depois, ainda estava gravada na minha memória: “Gaucho Morales, que a morte não quisera, chorava convulsivamente…”
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