Kcecezêche, cequexe, metil, jêgue, rêre, zêxe, nenhetil…
Não, As Leituras do Pedro não mudaram de idioma nem adormeci
em cima das teclas do computador. O que atrás fica escrito tem uma explicação
lógica e coerente (por estranho que possa parecer…!) que podem descobrir já a
seguir.
Na realidade, os vocábulos estranhos (no mínimo) que abrem
este texto, são apenas o ‘nome fonético’ de algumas letras do alfabeto, segundo
a nomenclatura da Cartilha Maternal João de Deus, atribuído em função dos
valores que assumem na leitura. Este aspecto, um dos mais estranhos do método
para mim, quando o meu filho mais velho começou a aprender a ler no Jardim-Escola
João de Deus, curiosamente não é referido em João de Deus: A Magia das Letras,
a biografia aos quadradinhos que José Ruy traçou do pedagogo português.
Seguindo a orientação que tem norteado os seus últimos
trabalhos na área, o veterano dos quadradinhos portugueses optou – bem – por
despir o mais possível a narrativa de datas e factos históricos que poderiam
tornar a leitura menos atractiva e motivadora, conduzindo-a com uma combinação
entre documentário e ficção.
Dessa forma, o relato assenta e avança a partir dos diversos
contactos (mesmo que indirectos) entre João de Deus e a pequena (no início) Ana
Maria, uma criança que aprendeu a ler pela Cartilha Maternal, através dos quais
vamos conhecendo a infância e adolescência de João de Deus, os seus hábitos
boémios na faculdade (e os 10 anos que demorou a concluir o curso!), as razões
que o levaram a criar um método de ensino diferenciado e a sua aplicação –
ainda nos nossos dias - nos jardins-escola que herdaram o seu nome.
João de Deus: A Magia das letras
José Ruy
Âncora Editores
Portugal, Junho de 2013
215 x 300 m, 32 p., cor, cartonado, 11,00 €
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